quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Ovulider, o que é?


Ovulider é um suplemento alimentar com D-Quiro-inositol, vitamina D3., ácido fólico, crómio, manganês, iodo e zinco que contribui para uma fertilidade e reprodução normais.
qais são as causas mais comuns na dificuldade de concepção?
Existem diferentes causas que podem dificultar a concepção em mulheres. As causas mais comuns são distúrbios ovulatórios, mas também podem existir outros fatores, tais como endometriose, aderências pélvicas, hiperprolactinemia, trompas de Falópio bloqueadas e outras causas desconhecidas.

No caso de distúrbios ovulatórios , a Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica este tipo de disfunção em três grupos, definidos segundo as suas causas:
  1.  Falha do hipotálamo- hipófise: representa 10% dos distúrbios ovulatórios e inclui o diagnóstico da amenorreia (ausência de menstruação por mais de 90 dias) causada por stress, exercício físico rigoroso, perda ou ganho de peso excessivos.
  2.   Disfunção hipotálamo- hipofisária; é a causa mais comum e é responsável por 85% das alterações ovulatórias. Na maioria dos casos, corresponde a um diagnóstico de Síndrome do ovário Policístico (SOP). Com a SOP, há resistência à insulina intrínseca na maioria das mulheres. Isto aumenta o risco de outras complicações e contribui para infertilidade.
  3.  Insuficiência ovárica: devida geralmente a uma falha do ovário como um resultado do envelhecimento prematuro ou outras causas.

Ingredientes:
  • D- Quiro-inositol: ajuda a regular a ovulação em mulheres com síndrome do ovário policístico (SOP)
  • Vitamina D: Contribui para o normal funcionamento do sistema imunitário e para o processo de divisão celular.
  • Crómio: A função principal do crómio é a de potenciar a atividade da insulina, pelo que a sua deficiência associa-se à resistência à insulina e diabetes.
  • Manganês: o manganês contribui para a normal formação do tecido conjuntivo e proteção de células contra as oxidações indesejáveis.
  • Ácido Fólico: Aumenta a ingestão de ácido fólico aumenta diretamente os níveis de folato na mãe. Um nível baixo está relacionado com um desenvolvimento de defeitos no tubo neural em desenvolvimento do feto.
  • Iodo: Contribui para a produção normal de hormonas tiroideias e para o normal funcionamento da tiroide.
  • Zinco: Contribui para a síntese normal de ADN e para a fertilidade e reprodução normais.

 Ovulider à base de D-Quiro- Inositol, vitamina D3, ácido fólico, crómio, manganês,iodo e zinco, é um suplemento alimentar mais completo concebido para ajudar a cobrir as necessidades das mulheres em idade fértil, restaurando a função ovárica de maneira natural, graças à atividade sinérgica dos componentes.



Precauções:
Não recomendado em caso de hipersensibilidade ou alergia a qualquer um dos constituintes da formulação
Em caso de doença da tiroide tomar apenas mediante indicação médica- Precaução a considerar para o constituinte ativo iodo
Recomendada precaução em caso de toma do medicamento Metotrexato- Precaução a considerar para o constituinte ativo Ácido fólico.

Fonte: Baldacci
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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Iniciar vida sexual, quando?

"Primeira vez"
Quando se pensa em iniciar as relações sexuais deve ter-se em conta o desejo e a responsabilidade.
Desejo no sentido de ser algo que se quer, de ser uma decisão que é nossa que deve ser pensada.
Responsabilidade porque ter relações sexuais implica: prazer. estar com outro. afeto. intimidade, partilha. excitação, euforia, medo do desconhecido e também proteção, respeito por nós e pelo outro.

As dúvidas
Qual a idade "certa" para começar a ter relações sexuais?
O que é certo para uns pode não o ser para outros, portanto, não existe uma idade certa para começar a ter relações sexuais:
Esta é uma decisão pessoal pois cada pessoa tem o seu ritmo próprio e uma forma diferente de viver a sexualidade.
A decisão de ter relações sexuais não deve ser tomada tendo em conta aquilo que os outros pensam e/ou fazem ou apenas por que queremos agradar a alguém.
O importante é terem conta o que sentem e se estão ou não preparadas/os para assumir uma atitude que implica também responsabilidade.
Esta decisão é vossa!

A virgindade é "assunto" feminino?
As dúvidas acerca da primeira relação sexual estão muito associadas a ansiedades femininas.
Esquecemos frequentemente que os medos e ansiedades também existem para os rapazes. o medo de não agradar ao outro, o medo de não conseguir ter uma ereção, o medo...

O que é o hímen? está associado à perda de sangue na primeira relação sexual?
O hímen é a membrana que cobre parcialmente a entrada do canal vaginal; pode apresentar várias formas e ser mais ou menos elástico.

  • Existem mulheres que nascem sem hímen. Por isso numa  primeira relação sexual
  • o hímen pode não romper
  • o hímen pode romper e não sangrar
  • há mulheres que sangram ...outras não...

Será que faz doer?
Esta é uma pergunta que (quase) todas as raparigas colocam.
A dor na primeira relação sexual tem origem, a maior parte das vezes, na ansiedade relacionado com a primeira vez e não no rompimento do hímen
O hímen é uma pele com poucas terminações nervosas, por isso, pouco sensível
Normalmente, o seu rompimento não implica dor.
São os medos que produzem tensão e rigidez dos músculos que conduzem à dor.

Medo
  • do que não se conhece;
  • do que é diferente;
  • de não agradar de não gostar;
  • que doa;
  • de uma gravidez;
  • de contrair uma IST;
  • de não ser capaz.

Mitos
Não se engravida na primeira relação sexual
Falso
Desde que haja possibilidade de algum esperma entrar na vagina, há possibilidade de engravidar.

Atenção: Não esquecer de obter informação sobre contracepção e proteção das infecções Sexualmente Transmissíveis (IST´s) antes da primeira relação sexual.

Não se contraem Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST`s) antes da primeira relação sexual
Falso.
Em qualquer relação sexual se pode contrair uma IST desde que um dos parceiros esteja infectado e a relação sexual não seja protegida.
Atenção: Para evitar que um bom momento se transforme num problema não esquecer de utilizar sempre o preservativo.

Se falar com o meu namorado (a) perdemos a naturalidade do momento
Falso
Se existe coisa que quebra o romantismo é o medo de engravidar ou de contrair uma doença.

Algumas dicas para a primeira vez e as seguintes:
  • Aprender a falar sobre aquilo de que se gosta ou não se gosta, o que se quer e o que não se quer. O outro pode não adivinhar;
  • Não é sempre não. Respeita a tua decisão e a decisão do outro;
  • Descobrir em conjunto o que dá prazer. Ensaiar, experimentar progressivamente e estar atento às sensações pessoais e do outro;
  • É normal ter medo e estar tenso. deem-se tempo para relaxar;
  • Levar o tempo necessário. A pressa conduz à ansiedade.É preciso tempo para encontrar a intimidade e o estilo próprio;
  • Nem tudo funciona bem à primeira, é importante não desmotivar, votar a tentar.

É importante :
Pensar na contracepção e na proteção das IDT's desde a primeira vez.


Fonte: APF




quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Gengivite, o que é?

A gengivite é uma inflamação das gengivas causada pela acumulação de placa bacteriana, uma película aderente constituída por bactérias e resíduos de alimentos que se forma entre os dentes e as gengivas.
Inicialmente, a consistência é mole e transparente, mas se não for removida acaba por endurecer, transformando-se assim, em tártaro.

A gengivite pode afetar qualquer pessoa, em qualquer idade. O tratamento em fase precoce é fácil, mas se os sintomas forem ignorados pode espalhar-se às estruturas que suportam a dentição, afetando mesmo o osso e podendo causar, no limite, o desprendimento dos dentes. Está-se então perante uma periodontite - inflamação da raiz do dente, que implica sempre a consulta de um médico dentista.

Sintomas
A gengivite pode surgir de forma discreta, mas os sintomas são facilmente detectáveis. Saudáveis as gengivas são firmes e rosadas, mas doentes ficam avermelhadas, inchadas, sensíveis e dolorosas ao toque, sangrando com facilidade.
Outros sintomas incluem feridas na boca, mau hálito e/ou sabor desagradável.

Causas
Higiene oral deficiente: É o motivo mais comum.

Medicamentos: há medicamentos que provocam o aumento do volume das gengivas, dificultando a eliminação da placa bacteriana.

Alterações hormonais: Na puberdade e na gravidez, por exemplo, a sensibilidade nas gengivas aumenta.

Existem outros fatores de risco associados, como o tabagismo e hábitos alimentares pouco saudáveis.


Medidas de prevenção:
  • Escove os dentes após as principais refeições
  • Utilize um dentífrico com 1.000 a 1.500ppm de flúor(verifique na embalagem)
  • Use uma escova de dentes de tamanho adequado, com uma cabeça pequena para atingir as zonas de escovagem mais difícil e macia de modo a evitar lesões nas gengivas.
  • Substitua a escova de dentes a cada três ou quatro meses, pois as cerdas ficam gastas e deformadas.
  • Utilize diariamente fita ou fio dentário preferencialmente antes da escovagem
  • Faça uso diário de um colutório (elixir), de preferência de manhã e à noite, após a escovagem dos dentes
  • Vá regularmente ao dentista.

Fonte: + Saúde

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quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Anemia das doenças crónicas



Descrição
É a segunda causa mais frequente de anemia. É causada por uma alteração na utilização do ferro, componente essencial da hemoglobina. existe uma alteração na transferência do ferro dos depósitos para os precursores da síntese de hemoglobina assim como uma resposta anormal do tecido hematopoiético (tecido responsável pela produção das células do sangue) na medula óssea, provavelmente devido à ação de substâncias que se libertam nos processos crónicos, como o interferão ou o fator de necrose tumoral. Existe ainda uma diminuição da semi-vida média dos eritrócitos.

As doenças associadas são:
  • Neoplasias (cancro)
  • Infecções crónicas como tuberculose
  • Empiemas
  • Abcessos pulmonares
  • Bronquiectasias
  • Osteomielites
  • Encocardite bacteriana
  • Infecções por fungos
  •  VIH (vírus da imunodeficiência humama)

Sintomatologia

Apresenta-se como uma síndrome anémica associada aos sintomas da patologia de base.


Diagnóstico
Na análise do sangue observa-se uma diminuição do número de eritrócitos e da concentração de hemoglobina. Habitualmente, os eritrócitos apresentam tamanho e coloração normal. O ferro circulante está diminuído, com diminuição da transferrina (proteína transportadora do ferro), aumento da ferritina (proteína responsável pelo armazenamento do ferro) e saturação da transferrina normal ou diminuída).


Tratamento
O tratamento é o da doença de base. Alguns doentes podem beneficiar de transfusões de eritrócitos.
Não estão indicados os suplementos de ferro.

Fonte: Italfarmaco

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terça-feira, 13 de setembro de 2016

Urze, no tratamento de cistite


Cistites
Inflamação da próstata e do sistema urinário
Descrição
A urze é um pequeno arbusto denso com folhas finas,tipo agulhas, que cresce nas escarpas à beira mar, nas charnecas e nos bosques. Esse locais tornam-se maravilhosamente coloridos no final do Verão, com as tonalidades púrpuras destas flores.

Anti-inflamatório do trato urinário
Colhidas no inicio do seu desenvolvimento, estas flores têm especial interesse para a Fitoterapia por combaterem várias infecções renais.

Os flavonóides e os taninos têm ações anti-inflamatórios que visam especificamente as paredes da bexiga e que contribuem para o alívio da dor aguda associada à cistite.

Essa ação é exercida também na próstrata e complementa os efeitos de óleo de Pevides de Abóbora no tratamento do aumento de volume da próstata.
A urze é também um diurético- propriedade particularmente interessante na eliminação das toxinas nas infecções do sistema urinário. No caso de cistite, é geralmente combinada com a uva ursina, um poderoso antisséptico que ajuda a otimizar os benefícios e prevenir as recaídas.

Combinações:
Cistite (crise): Urze + Uva Ursina
Prostatite: Urze

Fonte: Arkopharma

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Tratamento para a secura vaginal


A secura vaginal, também conhecida por vaginite atrófica, é uma condição comum em mulheres na pós-menopausa. Esta condição também é frequente em mulheres que tenham retirado ambos os ovários na altura de uma histerectomia.
Algumas mulheres têm sintomas desconfortáveis de secura vaginal, tais como dor durante as relações sexuais, ardor ou comichão vaginal, ou corrimento vaginal anormal, enquanto que outras não têm qualquer sintoma.


Felizmente, existem vários tratamentos eficazes para a secura vaginal.Se tiver secura vaginal, converse com o seu médico sobre qual o tratamento mais adequado para si.

O que causa a secura vaginal?

O estrogénio ajuda a manter a vagina húmida e a espessura do revestimento vaginal. A secura vaginal ocorre quando os ovários produzem uma quantidade diminuída de estrógenio e pode acontecer em certas alturas na vida de uma mulher, podendo ser permanente ou provisória.
Alturas em que há uma diminuição de estrogénio podem incluir:
Altura da menopausa
Após remoção cirúrgica dos ovários, quimioterapia ou radioterapia da pélvis em casos de cancro;
Após o nascimento de um bebé especialmente em mulheres que amamentaram;
Durante a utilização de certos medicamentos, tais como Danazol, Medroxyprogesterona, Leuprolide ou Nafrelin
Quando se para de tomar estes medicamentos, a produção de estrogénio é retomada.

Tem sido demonstrado que mulheres fumadoras têm maior risco de uma menopausa precoce em comparação com mulheres não fumadoras. Por isso sintomas de vaginite atrófica podem aparecer numa idade mais jovem neste grupo da população.

Tratamento da secura vaginal

Existem três tratamentos opcionais para mulheres com secura vaginal:
  • Hidratantes ou lubrificantes vaginais
  • Estrogénio vaginal
  • Medicamentos sob a forma de comprimidos.
  • Todos os tratamentos de secura vaginal são provisórios. A secura vaginal reaparece quando o tratamento termina a não ser que os ovários produzam mais estrogénio.

Hidratantes e lubrificantes vaginais:

Os hidratantes e lubrificantes vaginais podem ser adquiridos sem receita. Estes produtos não contém quaisquer hormonas e praticamente não têm efeitos colaterais.

Os lubrificantes são concebidos para reduzir a fricção e o desconforto provocados pela secura durante as relações sexuais. O lubrificante aplica-se na vagina ou no pénis antes da relação sexual. Produtos concebidos como lubrificantes vaginais são mais eficazes do que lubrificantes que não concebidos para esse efeito, tais como a vaselina.


Lubrificantes à base de óleo, tais como a vaselina, óleo de bebé, ou óleo mineral, podem danificar preservativos de látex e/ou diafragmas e torná-los menos eficazes na prevenção da gravidez e na transmissão de infecções sexuais. Os preservativos em poliuretano podem ser utilizados com produtos à base de óleos. Lubrificantes à base de água ou silicone podem ser utilizados com preservativos de látex e diafragmas.

Lubrificantes naturais, como o azeite, abacate ou óleo de amendoim são produtos fáceis de encontrar que podem ser utilizados como lubrificante durante as relações sexuais. Mais uma vez, não se recomenda a utilização de óleos naturais com preservativos de látex ou diafragmas, já que o óleo pode danificar o látex.

Os hidratantes vaginais são formulados para permitir a retenção de água nos tecidos vaginais. São aplicados na vagina três vezes por semana para permitir um efeito contínuo de hidratação. Não devem, contudo ser utilizados apenas antes das relações sexuais, uma vez que podem causar inflamação.

Loções das mãos e corporais não devem ser utilizados para aliviar a secura vaginal, uma vez que podem causar inflamação nos tecidos vaginais.


Estrogénio vaginal

É o tratamento mais eficaz para mulheres com secura vaginal. O estrogénio vaginal deve ser receitado por um profissional de saúde.
Podem ser utilizadas doses muito baixas de estrógenio vaginal, colocado na vagina para tratamento da secura vaginal. Uma pequena dose de estrogénio é absorvida pela corrente sanguínea, mas apenas cerca de 100 vezes menos do que através da utilização de comprimidos. Como resultado, existe um risco muito menor de efeitos colaterais, tais como coágulos sanguíneos, cancro da mama e ataque cardíaco, em comparação com outros produtos que contêm estrogénio (pílula ou terapia hormonal na menopausa).

Existem vários tipos de produtos de estrogénio vaginal, tais como creme, comprimidos ou anel vaginal.

Por quando tempo posso utilizar estrogénio vaginal?

O estrogénio vaginal é considerado seguro e provavelmente pode ser utilizado por tempo indefinido, embora não existam estudos a longo prazo que confirmem a sua fiabilidade.


O estrogénio vaginal é seguro para mulheres com historial de cancro da mama?
A fiabilidade do estrógenio vaginal em mulheres com um historial de cancro da mama não é clara. Uma pequena quantidade de estrogénio pode ser absorvida da vagina para a corrente sanguínea. Se tem um historial de cancro da mama, fale com o seu médico ou oncologista sobre os potenciais riscos e benefícios do estrogénio vaginal.


Atividade sexual
O estrogénio vaginal melhora a secura vaginal de forma rápida, normalmente no prazo de algumas semanas. Pode continuar a ter relações sexuais durante o tratamento da secura vaginal porque o próprio ato sexual ajuda a manter os tecidos vaginais saudáveis.
A penetração vaginal pode ajudar os tecidos vaginais, mantendo-os macios e maleáveis impedindo que encolham.

Se as relações sexuais continuam a ser dolorosas apesar do tratamento para a secura vaginal, fale com o seu médico.
Fonte: Italfarmaco

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Secura vaginal

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Anemia de células falciformes

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Hemoglobinopatia S. Drepanocitose. Anemia hemolítica por defeito da hemoglobina. Neste caso existe uma mutação genética que leva a uma troca de um aminoácido constituiente da hemoglobina, o ácido glutânimico, por outro, a valina, criando uma hemoglobina anormal designada hemoglobina S. Quando diminui a concentração de oxigénio, o eritrócito desidrata, a hemoglobina S polimeriza e precita dentro da célula, fazendo com que esta adopte uma forma de foice que se domina célula falciforme. Estas células ocluem os pequenos vasos da microcirculação, provoncando crises de isquémia 8défice de aporte de oxigénio) de múltiplos tecidos, demoninadas crises vaso-oclusivas. Os eritrócitos falciformes são também mais precocemente destruídos.


Sintomatologia
A apresentação clínica é variável, deste formas assintomáticas até formas mais graves. Nas formas sintomáticas predominam os sintomas vaso-oclusivos sobre os sintomas de anemia. Surge um aumento do tamanho do baço com diminuição da sua função, crises ósseas (por isquémia), aumento do tamanho do fígado, úlceras crónicas nos membros inferiores, insuficiência renal, etc. Podem surgir também infeções ósseas cronicas (nos tecidos ósseos em isquémia9 e infeções por Streptococcus e Haemophilus, favorecídas pela hipofunção do baço.

 A síndrome torácica aguda pode aparecer após a puberdade e consiste em dispneia, dor torácica, hipoxémia (diminuição da concentração de oxigénio no sangue) e infiltrados pulmonares. A instalação pode ser súbita ou insidiosa, podendo levar à morte em poucas horas. Os doentes heterozigotos (que possuem um gene normal e outro patológico) são assintomáticos. Podem apresentar crises dolorosas por isquémia em situações de diminuição significativa da concentração de oxigénio como durante a despressurização nos aviões.

Diagnóstico
A análise do sangue mostra um padrão compatível com anemia hemolítica. Deve realizar-se a electroforese da hemoglobina, uma prova que permite separar e quantificar os diferentes tipos de hemoglobina.

Tratamento
Durante as crises vaso-oclusivas deve ser assegurada a hidratação adequada e analgesia. Deve realizar-se profilaxia antibiótica e vacinação para prevenção de infeção por microrganismos capsulados como Steptococus pneumoniae, Neisseria meningitidis e Haemophilis influenzae. Certos medicamentos aumentam a hemoglobina fetal nos eritrócitos, que diminui a polimerização da hemoglobina S. Em casos graves pode estar indicado o transplante de medula óssea.

Fonte:Italfarmaco

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sábado, 3 de setembro de 2016

Histeroscopia diagnóstica ou cirúrgica





Histeroscopia é um exame simples que permite ao ginecologista fazer um estudo do canal cervical e da cavidade uterina. Permite ainda o tratamento de lesões encontradas.

Este procedimento implica a entrada de um histeroscópio (aparelho que permite a visualização directa) na cavidade uterina através da vagina e colo uterino. Que poderá provocar algum desconforto no momento de atravessar o colo uterino, especialmente em mulheres  que não tiveram filhos ou em menopausa.

É uma técnica realizada em ambulatório e é realizada com a doente acordada.


As mulheres em idade reprodutiva deverão realizar o exame idealmente na 1ª fase do ciclo.
As mulheres em menopausa deverão colocar 1 comprimido de misoprostol (Cytotec) vaginal ao deitar na véspera da realização do exame. Informar que durante a noite pode apresentar perdas sanguíneas e cólicas abdominais, é normal porque é o efeito do Misoprostol. Mesmo perdendo sangue deve comparecer para a realização do exame.


  • Aconselhamos a toma de um analgésico a 1 a 2 horas antes do exame, associado à ingestão de alimentos: Ibuprofeno 600mg ou Diclofenac 75mg; ou Paracetamol 1 gr, se houver alergias aos anteriores;
  • Deve cumprir a sua medicação de rotina, exceto se contra – indicado pelo médico;
  • Deve ser portadora dos exames;
  • Ecografia ginecológica ou outro.

O regresso ao domicílio ocorre 15 minutos após a realização do exame e poderá regressar às suas atividades habituais.
Podem ocorrer pequenas perdas de sangue pela vagina, nos dias seguintes à histeroscopia

Deve contactar  o seu médico se após o procedimento tiver 

  • Febre.
  • Dor abdominal severa.
  • Hemorragia vaginal.


quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Impacto da deficiência de estrogénio na mulher na menopausa.



A menopausa é o momento da vida de uma mulher em que ocorre a perda da sua capacidade reprodutiva. Os ovários deixam de trabalhar e há uma menor produção de estrogénio (hormona feminina que ajuda a manter a massa óssea). A redução de estrogénio pode afetar várias partes do corpo. Por conseguinte, durante esta transição normal que representa um período de desenvolvimento no ciclo de vida, o corpo passa por várias alterações que estão associadas ao envelhecimento.
   
  • O cabelo torna-se mais fino e perde brilho
  • Dores de cabeça, afrontamentos, alterações de humor, depressão, irritabilidade, ansiedade, distúrbios de sono e esquecimento
  • Danos nos dentes e nas gengivas
  • Os seios perdem volume
  • Palpitações, fadiga, doença vascular
  • A pele torna-se seca e adquire uma textura mais áspera
  • Dores lombores
  • Osteoporose (fraturas)
  • Secura vaginal
  • Relações sexuais dolorosas
  • Incontinência urinária

Fonte: ITF medivida.


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terça-feira, 30 de agosto de 2016

Alimentos para a anemia, ricos em ferro


O que é o ferro?
O ferro é um nutriente essencial à vida. É um dos principais componentes da hemoglobina, a substância responsável pelo transporte do oxigénio para todas as células do nosso corpo.
Sem ferro, o organismo, não consegue produzir hemoglobina, o que pode causar anemia.


Principais sintomas da anemia:
Central:
  • Fadiga
  • Tonturas
  • Desmaio

Pele:
  • Palidez
  • Frieza
  • Amareladas

Respiração:
  • Falta de ar

Intestinos:
  • Alterações na cor das fezes

Olhos:
  • Amarelados

Coração:
  • Palpitações
  • Frequência cardíaca acelerada
  • Dor no peito
  • Ataque cardíaco

Músculos
  • Fraqueza

Quais as causas da anemia?
A carência de ferro é a causa mais comum para a anemia. Este tipo de anemia, causada pela falta de ferro, denomina-se anemia ferropénica e é o tipo de anemia mais frequente.

Certos fatores podem contribuir para a redução dos níveis de ferro no sangue:
  • Perda de sangue (causada, por exemplo, por úlceras, por certos tipos de cancro, e por outras doenças; e, nas mulheres, durante o período menstrual;
  • Dieta pobre em ferro
  • Aumento da necessidade de ferro no organismo (por exemplo durante a gravidez).

Qualquer pessoa pode sofrer de carência de ferro, mas determinado grupos têm um risco acrescido:
  • As mulheres, devido à perda de sangue durante a menstruação e durante o parto;
  • Pessoas com mais de 65 anos, que têm uma probabilidade maior de ter uma dieta pobre em ferro;
  • Pessoas a tomar medicação anticoagulante;
  • Doentes com insuficiência renal (sobretudo quando submetidos a diálise), pois têm mais dificuldade em produzir glóbulos vermelhos;
  • Pessoas com dificuldade de absorção de ferro.

A anemia ferropénica tem tratamento?
Sim. Este tipo de anemia pode ser tratado e curado.
Numa primeira fase, o seu médico vai determinar se a anemia é causada por uma dieta alimentar deficiente ou se por um problema mais grave de saúde. Após o diagnóstico, avança-se então para o tratamento, quer da anemia, quer da sua causa. A anemia ferropénica é tratada com suplemento de ferro ou fazendo uma dieta que inclua alimentos em ferro.

Alimentos ricos em ferro
O ferro presente nos alimentos provém de 2 fontes: animal e vegetal.
O ferro de origem animal (ou ferro"heme") encontra-se carnes em diversas carnes e peixes.
O ferro de origem vegetal (ou ferro "não heme") pode ser encontrado em certos vegetais e em alimentos enriquecidos, tais como os cereais de pequeno- almoço.
O ferro de origem animal é mais bem absorvido pelo organismo do que o de origem vegetal.

Boas fontes de ferro de origem animal:
  • Ostras;
  • Amêijoas;
  • Fígado de vaca e de galinha;
  • Carne vermelha;
  • Perna de peru;
  • Perna de borrego;
  • Atum;
  • Gema de ovo;
  • Camarão.

Boas fontes de ferro de origem vegetal
  • Beterraba;
  • Espinafres;
  • Feijão;
  • Lentilhas;
  • Tofu;
  • Arroz integral;
  • Manteiga de amendoim;
  • Flocos de Aveia;
  • Pão de cereais:
  • Passas.

sábado, 27 de agosto de 2016

Anemia


Diminuição aguda do número de eritrócitos (glóbulos vermelhos) ou do seu conteúdo em hemoglobina (pigmento responsável pelo transporte de oxigénio) que conduz a uma diminuição do aporte de oxigénio) aos tecidos. Pode dever-se à perda de sangue (hemorragia), alteração da produção dos eritrócitos ou da síntese de hemoglobina (anemia ferropénica, anemia, anemia megaliblástica, etc.), ou aumento da destruição dos eritrócitos (anemias hemolíticas).

Sintomatologia:
Os sintomas apresentam-se constituindo a síndrome anémica:
Palidez da pele e mucosas;

  • Fadiga;
  • Adinamia; (redução da força muscular, fraqueza)
  • Irritabilidade;
  • Palpitações;
  • Náuseas;
  • Cefaleias;
  • Sensação de falta de ar.
A gravidade dos sintomas varia em função da gravidade e do tempo de evolução da anemia. A estes associam-se os sintomas da patologia  causal.

Diagnóstico:
A análise de sangue detecta a diminuição do número de eritrócitos, da concentração de hemoglobina e da percentagem de eritrócitos por volume total de sangue (hematócrito). Além desta, as características dos eritrócitos (tamanho e coloração), assim como presença de alterações da forma das células permitem orientar o diagnóstico.
Por vezes é necessário o recurso à biopsia da medula óssea.

Tratamento:
Depende da causa. Em geral, no caso de uma hemorragia aguda, a anemia é bem tolerada se for reposto o volume líquido perdido e se trata a causa. As transfusões de concentrados eritrocitários (concentração de eritrócitos sem plasma) estão indicadas habitualmente em doentes com anemias crónicas e sintomas atribuíveis à falta de oxigénio.
Fonte: Italfarmaco

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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Sene

Sene- Cassia angustifolia
Parte utilizada: folíolos

Tratamento da obstipação pontual nos adultos
Descrição
O sene ou sene -de- tinnevelly, é cultivado na Índia, e utilizado devido as suas pequenas folhas lanceoladas, rica em glicósidos de Sene.
Conhecida como chá de sene, cene, sene- de- Alexandria, sene, sena, seina e cássia

O laxante estimulante
Os folíolos do sene tem propriedades laxantes e, até, purgativas, consuante a quantidade utilizada.
Em cápsulas de pó integral de toma oral, as folhas desta planta produzem efeito no prazo de cerca de dez horas: a motricidade do cólon é acelerada- o volume de fezes aumenta, devido à inibição parcial da absorção da água no cólon que as deixa mais hidratadas

O Sene é um tratamento pontual eficaz nas obstipações ocasionais. Por esta razão, não é aconselhável a grávidas e a crianças com menos de 12 anos, ou numa utilização superior a dez dias nos adultos.

Dica útil: Após um tratamento a obstipação pontual com Sene é recomendado que siga uma dieta alimentar rica em fibras.
Fonte: Arkopharma

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Guia de apoio ao doente com osteoporose


Prevenir as quedas e os traumatismos é tão importante como tomar de forma correta os medicamentos para a osteoporose.
  • Informe o seu médico da medicação que está a tomar.Nunca altere a dose de um medicamento, nem tome nada que não lhe tenha sido prescrito, sem falar com o seu médico.
  • Avalie regularmente a sua visão e audição.
  • Se toma medicamentos para a hipertensão e sofre de tonturas frequentes informe o seu médico.
  • Se toma medicamentos para tratar a depressão ou para dormir, tome sempre a dose recomendada.
  • Escolha calçado adequado: opte por sapatos que suportem bem a arcada do pé, com solas antiderrapantes e com saltos baixos e largos.
  • Evite andar em casa apenas com meias em especial se o chão for escorregadio.
  • Evite usar chinelos largos ou sapatos com solas muito gastas.
  • Sente-se para vestir as calças e as meias ou calçar os sapatos.
  • Ilumine bem a casa e arrume os fios elétricos junto às paredes.
  • Elimine os tapetes ou garanta que estão bem fixados ao chão com fitas antiderrapantes.
  • Evite superfícies enceradas e saliências no chão onde possa tropeçar.
  • Ao descer escadas, apoie-se sempre no corrimão e, se possível, sinalize o primeiro e o último degrau da cada lenço com uma fita brilhante.
  • Nunca suba ou desça escadas sem acender primeiro a luz.
  • A prática de exercício físico é muito importante. É favorável à massa óssea, fortalece os músculos, melhora a postura, a coordenação motora, a flexibilidade e os reflexos- tudo isto é fundamental para evitar as quedas.
  • Se tem animais de estimação, tenha atenção para não tropeçar neles.
  • No banho, use uma escova ou esponja com cabo longo para lavar as costas ou os pés
  • Instale barras de suporte nas paredes junto à banheira ou chuveiro e junto à sanita.
  • Coloque um tapete ou pinte o chão da banheira ou chuveiro com tinta tinta antiderrapante
  • Use um banco de chuveiro, para se sentar ao tomar banho/duche
  • Substitua a banheira por uma base de chuveiro.
  • Evite torcer o corpo ao sair da cama. Role até ficar de lado, dobre as pernas, coloque-as para fora da cama e levante o tronco com ajuda dos braços
  • Ao fazer a cama, não se estique: dobre os joelhos, incline-se a partir das ancas e faça um lado de cada vez
  • Prefira os edredões quentes e leves aos cobertores pesados.
  • Coloque sempre um candeeiro à cabeceira da cama ou um interruptor que possa ligar antes de se levantar.
  • Se tem de se debruçar à janela para estender a roupa, peça ajuda para as peças mais pesadas. Faça o mesmo quando tiver de se esticar para um estendal que esteja muito alto num pátio, terraço ou quintal.
  • Coloque ao nível da cintura todos os utensílios, alimentos e produtos de limpeza que utiliza frequentemente . Evite esticar-se ou dobrar-se demasiado e utilizar bancos ou escadotes.
  • Na cozinha, sempre que for possível, procure sentar-se para fazer as tarefas
  • Tenha atenção redobrada em lugares pouco familiares ou que estejam mal iluminados.
  • Caminhe sempre pelo interior dos passeios.
  • Tenha atenção ao piso, principalmente nos dias de chuva
  • Se costuma ter tonturas ou dificuldade na marcha, não hesite em usar uma bengala, uma canadiana ou um andarilho.
  • Ande devagar, tem mais hipóteses de ter um acidente se fizer tudo apressadamente.

A maioria das fraturas provocadas pela osteoporose surge depois de uma queda ou traumatismo.
Com o avançar da idade não é só o risco de osteoporose que aumenta, a sua probabilidade de cair também se torna maior.
Porém, há algumas medidas simples que podem reduzir estas ocorrências.

Fonte: APOROS, Bial

Artigos relacionados:
Osteoporose 
Vitamina D e osteoporose

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Como aplicar medicamentos para os olhos

Cada tipo de medicamento exige cuidados específicos

Os medicamentos utilizados para os olhos chamam-se medicamentos oftálmicos. Estes medicamentos podem ser colírios (chamadas gotas) ou pomadas e devem ser usados sob orientação de um profissional de saúde.

Como aplicar os medicamentos para os olhos?
O método de aplicação é extrema importância.
Se não for feito corretamente, o produto acaba por não ser aplicado diretamente no olho.

Alguns medicamentos para os olhos podem provocar ardor durante uns segundos.
Se a medicação tornar olho mais vermelho ou inchado deve avisar o seu médico.
Tenha em atenção que, caso indicação contrária do seu médico ou farmacêutico, os produtos para os olhos apenas duram 28 dias após abertos.

Verifique sempre o folheto informativo.

Lavar bem as mãos é fundamental


Caso seja necessário aplicar outro colírio, espere pelo menos 5 minutos entre a aplicação de cada um deles.


Breve noções a ter em conta...
  • Lave o olho com uma gaze e água tépida (deve mudar de gaze quando lavar o outro olho, caso seja necessário).
  • Escreva na embalagem data em que abriu o produto
  • verifique sempre o frasco se é necessário agitar antes de utilizar.
  • A tampa deve ser retirada do frasco e sempre virada para cima para que não haja contaminação.
  • Para evitar contaminação do colírio, não deixe que a ponta do aplicador toque em nenhum luga, nem mesmo no olho.

Como aplicar os medicamentos para os olhos?
Colírios
  1. Lave bem as mãos
  2. Incline a cabeça para trás e, com o dedo indicador, puxe a pálpebra inferior para formar uma bolsa. Olhe para cima
  3. Deixe cair uma gota e feche os olhos suavemente. Não pisque.
  4. Mantenha os olhos fechados por 5 minutos.Deve fazer uma leve pressão sobre o canto interno dos olhos junto ao nariz
  5. Deve tapar o frasco logo que possível

Pomadas
  1. Lave bem as mãos
  2. Incline a cabeça para trás e, com o dedo indicador, puxe a pálpebra inferior para formar uma bolsa. Olhe para cima
  3. Introduza um pouco de pomada oftálmica no saco conjuntival (espaço entre o olho e a pálpebra).
  4. A pomada deverá ser espalhada com uma ligeira massagem
  5. Deve tapar a bisnaga logo que possível

Monodoses
  1. Lave bem as mãos
  2. Separe uma monodose
  3. Abra a monodose torcendo progressivamente a parte achatada da monodose/tampa. Não puxe
  4. Incline a cabeça para trás e, com o dedo indicador, puxe a pálpebra inferior para formar uma bolsa. Olhe para cima
  5. Deixe cair uma gota e feche os olhos suavemente. Não pisque.

De quanto em quanto tempo devo aplicar a medicação?
É o seu médico ou farmacêutico quem decide de quanto em quanto tempo deve aplicar a medicação, com base no tipo de medicamento e na doença que vai tratar.

Como guardar a medicação?
Nunca deixe os seus medicamentos ao calor.
Devem ser mantidos à temperatura ambiente, salvo indicação em contrário (ex: frio)

Se me esquecer de aplicar, o que faço?
Na maioria dos casos, se por acaso se esquecer de aplicar o medicamento, aplique assim que se lembrar.
Se já estiver perto da hora da próxima aplicação, então não aplique e espere pela hora correta.


Posso usar o frasco de outra pessoa?

Mesmo que pareça que outra pessoa tem o mesmo problema, nunca se devem partilhar medicamentos!

Quando for a alguma consulta com o seu médico leve consigo a medicação que está a fazer.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização dos medicamentos para os olhos, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Fonte: Edol

Leia também:
Computer Vision Syndrome 
Cuidados a ter com pálpebras e pestanas


terça-feira, 23 de agosto de 2016

Quando deve começar a ler para o seu filho?


Quando deve começar a ler para o seu filho?
Geralmente pensa-se que as crianças começam a aprender a ler quando vão para a escola. Na verdade, os especialistas descobriram que o caminho para a leitura começa muito antes:
Quando a criança faz 6 meses chegou à idade própria para começar!
Quando mais cedo se começa melhor.
Cante canções, leia histórias, descreva imagens.
Leia alto todos os dias para o seu filho.Ajude-o a gostar de livros.
bastam alguns minutos por dia
As crianças desenvolvem-se melhor quando vêem ou ouvem ler livros todos os dias.

Até aos 12 meses
O que a criança faz com os livros
  • Estica-se para agarrar os livros
  • Leva os livros à boca
  • Vira várias folhas ao mesmo tempo. Consegue virar uma de cada vez com ajuda dos adultos.
  • Observa os livros. Tem interesse  por imagens e caras de pessoas.

O que os pais devem fazer
  • Sentar a criança confortavelmente
  • Mostrar-lhe o livro, apontar as imagens, dizer o nome do que está representado na ilustração, das cores, dos sentimentos, etc.
  • Ajudar a criança a virar as páginas.
  • Repetir o nome de cada coisa ajuda a criança a ligar o som das palavras ao significado
  • Brincar com as palavras e encorajar a criança a responder. A comunicação estimula o desenvolvimento e reforça os laços afetivos
  • Observar a criança para a interessar sem cansar. captar as reações para continuar ou parar.
  • Brincar e interagir, dando atenção à criança e mostrando-lhe que compreende o que ela quer fazer.

Livros mais adequados
  • Coloridos, com fotografias de crianças ou imagens grandes e nítidas.
  • De cartão grosso, de pano ou plastificados.
  • Resistentes e laváveis.
  • com cantos arredondados e poucas páginas.
  • Páginas fáceis de virar.
  • De tamanho que a criança consiga segurar e transportar.
  • Macios, com diferentes texturas ou com buracos para a criança os poder explorar com os dedos.
  • Com objetos e personagens do quotidiano, familiares (ex: animais, vestuário, alimentos).
  • Figuras soltas e bem definidas.

Crescer a ler
A criança aprende linguagem oral quando ouve os pais ou irmãos a falar. A pouco e pouco vai compreendendo os significados das palavras e respondendo aos sons do seu ambiente familiar.
Quanto mais atenção receber e quando mais correta e variada for a linguagem da família melhor
Começa a compreender a linguagem escrita quando vê os adultos ler livros, jornais ou revistas e sobretudo quando tem a sorte de ouvir os adultos ler em voz alta.
Se as primeiras experiências com a linguagem escrita forem ricas e agradáveis, a criança aprende a ler melhor e mais depressa.


Como ler com as crianças
  • Mostre a capa, mostre os livros e fale sobre as ilustrações. Deixe a criança virar a página, se ela quiser
  • Leia as frases e mostre-as com o dedo
  • Torne a história viva, faça uma voz diferente para cada personagem e use mímica para contar história
  • Quando a criança começa a saber ler deixe-a ler palavras e frases. Leia a par
  • Faça perguntas e converse sobre a história e sobre as imagens.
  • Verifique se está a compreender bem.
  • Deixe a criança comentar o livro, contar a história ou parte da história.
  • Se a criança não mostrar interesse não insista. Leia outra história ou leia noutra altra.
  • Se a criança pedir, volte a ler a mesma história uma ou várias vezes. É frequente as crianças quererem ouvir muitas vezes uma história que lhes agrada.

Como estimular o interesse pelos os livros?
  • Procurar espaços e atividades de leitura:
  • Visitar livrarias, ir a bibliotecas, ir a feiras do livro.
  • Participar nas adesividades em que a escola pede a colaboração dos pais e que promovem a leitura.
  • Fazer da leitura e do livro uma presença na vida familiar.
  • Encontrar tempo para ler com a criança e valorizar esse momento.
  • Continuar a ler livros preferidos e apresentar outros como supresas agradáveis
  • Ler e reler ao ritmo do interesse.
  • Perguntar"O que aconteceu?"
  • Incentivar a criança a escrever e a desenhar.
  • Deixar a criança memorizar e contar a história
  • Conversar sobre livros
  • Comparar imagens de dois livros que representam o mesmo objeto e falar sobre as diferenças de cor, tamanho, etc.

Onde e quando ler com a criança
  • Reserve sempre alguns minutos do dia para ler, observar e conversar sobre os livros que a criança aprecia.
  • À noite quando a criança já está na cama, leia-lhe antes de adormecer. Os livros acalmam e dão serenidade.
  • Aproveite alguns momentos de pausa ou de convívio para ler.
  • se anda coma criança em transportes públicos experimente levar um ou dois livros e aproveite para ler algumas páginas.
  • O momento do banho pode incluir livros de plástico ou de borracha.

7 excelentes razões para ler com a criança
  • Ouvir ler em voz alta, ler em conjunto, conversar sobre livros desenvolve a inteligência e a imaginação
  • Os livros enriquecem o vocabulário e a linguagem.
  • As imagens, informações e ideias dos livros alargam o conhecimento do mundo.
  • Quem tem o hábito de ler conhece-se melhor a si próprio e compreender melhor os outros.
  • Ler em conjunto é divertido, reforça o prazer do convívio.
  • Os laços afetivos entre criança e o adulto que lhe lê tornam-se mais fortes.
  • A leitura torna a criança mais calma, ajuda-a a ganhar autoconfiança e poder de decisão.

Treinar a leitura é muito importante
Para aprender a ler  e a gostar de livros a família deve ajudar muito. Porque ler bem exige muito treino e quando mais cedo se começa melhor.
A criança que tem a sorte de dispor da atenção de uma adulto que lhe leia habitua-se a gostar de livros que leia habitua-se a gostar de livros e aprenderá a ler muito melhor.
Os pais, avós, tios ou padrinhos ajudam muito se lerem em voz alta à criança e se a ajudarem a gostar de livros.
Fonte: Mamãs e bebés

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Para uma saúde responsável

Medicamentos não sujeitos a receita médica

Os medicamentos podem ser medicamentos sujeitos a receita médica e medicamento a não sujeitos a receita médica.

Os medicamentos não sujeitos a receita médica são utilizados há longos anos e têm um perfil de segurança bem conhecido, pelo que podem ser publicitados junto do público, ser escolhidos livremente e comprados sem receita médica

Os medicamentos têm de obedecer a critérios  muito rigorosos de qualidade, segurança e eficácia para estarem disponíveis no mercado.

O que são medicamentos não sujeitos a receita médica?
Os medicamentos não sujeitos a receita médica destinam-se ao tratamento de problemas de saúde igeiros e sem gravidade.


Utilização responsável
os medicamentos não sujeitos a receita médica devem ser utilizados de acordo com a informação disponível na embalagem e no folheto informativo. Em caso de dúvida, deve aconselhar-se com o seu médico ou farmacêutico.

Precauções
Os medicamentos não sujeitos a receita médica, em geral, não devem ser utilizados por um período superior a 5 dias. Se os sintomas persistirem ou agravarem, durante o tratamento, deverá consultar o seu médico ou farmacêutico.

A automedicação não é aconselhável em crianças, grávidas e mães a amamentar sem acompanhamento médico ou farmacêutico.

No caso de ter uma doença cronica tenha em atenção outros medicamentos que esteja a tomar.

Vantagens
os medicamentos não sujeito a receita médica têm benefícios que revertem diretamente para as pessoas e para a sociedade:
  • Para as pessoas resolvem problemas de saúde sem gravidade de forma mais rápida e com menor custo, uma vez que evitam o tempo de espera para a consulta médica, os respectivos encargos e faltas ao trabalho.
  • Para a Sociedade permitem libertar recursos do Serviço Nacional de Saúde (SNS), que podem ser utilizados para doentes mais graves, evitando consultas desnecessárias e liberando os médicos e outros profissionais de saúde para se dedicarem a doentes com maiores necessidades de cuidados.

Medicamentos não sujeitos a receita médica de dispensa exclusiva em farmácia
Existem medicamentos não sujeitos  a receita médica que apenas podem ser vendidos na farmácia

Existem medicamentos não sujeitos a receita médica que apenas podem ser vendidos na farmácia
Embora possam ser vendidos sem receita médica, a sua venda apenas é possível em determinadas condições, avaliadas pelo farmacêutico.

A lista das situações em pode utiliza e os medicamentos não sujeitos a receita médica está disponível em
www.apifarma.pt ou em www.infarmed.pt
Os medicamentos podem ser medicamentos sujeitos a receita médica e medicamentos não sujeitos a receita médica

Esta classificação permite saber quais os medicamentos que exigem prescrição e utilização sob supervisão médica e aqueles que podem ser adquiridos sem necessidade de receita médica.

Os medicamentos não sujeitos a receita médica são utilizados há longos anos e têm um perfil de segurança bem conhecido, pelo que podem ser publicitados junto do público, ser escolhidos livremente e comprados sem receita médica

Os medicamentos têm de obedecer a critérios muito rigorosos de qualidade segurança e eficácia para estarem disponíveis no mercado.

Fonte: Apifarma

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Prevenção do cancro da pele

Sabia que são diagnosticados cerca de 10.000 novos casos de cancro da pele por ano em Portugal?

O sol é indispensável à vida proporcionando luz e calor e permitindo a ativação da produção da vitamina D, essencial ao desenvolvimento ósseo.

O bronzeado numa pele saudável é a resposta biológica de defesa a uma agressão da radiação.

O excesso de radiação de radiação solar, não só pode provocar queimaduras, como também como efeitos negativos a longo prazo. como o envelhecimento prematuro da pele (rugas), elastose e cancro da pele.
A exposição aos raios de sol, e especialmente aos UV, pode provocar alterações na pele com diferentes níveis de risco e gravidade.

O melanoma é um cancro que surge espontaneamente ou sobre um sinal que se modifica. Os sinais também chamados nevus, são manchas pigmentadas que aparecem na pele e normalmente são benignos; no entanto, qualquer modificação do seu aspecto pode ser um alerta para um tumor maligno.

O risco de melanoma (tumor maligno da pele) aumenta se....
  • Houver antecedentes de melanoma pessoal ou familiar, de queimaduras solares graves na infância;
  • Possui fototipo claro (pele, olhos claros, que se queimam facilmente ao sol);
  • Tem vários sinais (+100), de forma tamanho e cor muito variados;
  • Realiza exposições intensas e de curta duração aos raios UVA.

A maneira de saber se os sinais são suspeitos é seguindo o método de avaliação ABCDE

Sinais Benignos
 A- Assimetria- redondos e simétricos
B- Bordo- contorno regular
C- Cor- de cor clara ou escura mas homogênea
D- Diâmetro- diâmetro menor que 6mm
E- Evolução- estático, não cresce


Melanomas
A- Assimetria- assimétricos
B- Bordo- contorno irregular
C- cor- cor heterogénea (2 ou mais tons: castanho, vermelho, preto)
D- Diâmetro- diâmetro maior que 6mm
E- Evolução- crescimento recente em tamanho ou com elevação numa das áreas

Não se esqueça
  • Estamos sempre expostos à radiação UV (na praia, no campo, durante a prática de desporto ou trabalho ao ar livre);
  • Mesmo à sombra a radiação reflete-se na água, na areia e neve;
  • mesmo quando o tempo está enevoado continua a haver radiação UV;
  • Horas "seguras" são aquelas em que a nossa sombra é maior do que nós próprios ("regra da sombra");
  • É totalmente desaconselhado a exposição solar de bebés com menos de 6 meses e evitar a exposição de crianças com menos de 2anos de idade;
  • O sol causa envelhecimento precoce da pele:
  • As pessoas de pele clara, olhos claros, sardentas, que queimam facilmente e têm dificuldade em bronzear/ ficar morenas, necessitam de cuidados redobrados.

Recomendações:
A exposição em pequenas doses e distribuída ao longo do ano é benéfica mas a exposição intensa e de curta duração é prejudicial.
  • Evite a exposição solar em horas de "risco"( entre as 11h e as 17h e, principalmente entre as 12h e as 16h)
  • Procure uma sombra: proteja-se na praia, piscina, montanha, quando faz desporto ao ar livre ou nas "caminhadas";
  • Use chapéu (de preferência de abas largas), óculos escuros, camisola (que proteja o decote e braços e de tecido denso, não poroso);
  • Aplique protetor solar, de preferência de longo espetro (filtram os UVA e os UVB), com um fator de proteção (FPS)de pelo menos 30;
  • Não frequente solários

A detecção precoce das lesões cutâneas pode ser efetuada através do auto-exame da pele e da consulta de um médico dermatologista.


Faça o auto-exame da pele com regularidade (em média de 3em 3 e meses)


Observe cuidadosamente todas as partes do seu corpo, não esquecendo:
  • As plasmas das mãos e as plantas dos pés;
  • Região genital;
  • Couro cabeludo, pescoço e orelhas (com auxílio secador de cabelo e espelho);
  • Zona das costas e nádegas.


Fonte: Liga Portuguesa contra o cancro

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Computer Vision Syndrome

O que é?
Como Prevenir?
O mundo tem assistido à disseminação das tecnologias e informação e comunicação, com a massificação do uso de computadores, Internet, telemóveis, smartphones, e-readeres e videojogos.

Cada vez mais,estas tecnologias fazem parte da vida da população, incluindo adultos, crianças e idosos, quer no trabalho e na escola, quer em períodos de lazer.

Não surpreendentemente, com a massificação do uso de computadores, é muito comum os doentes inquirem os oftalmologistas acerca dos potenciais riscos dos computadores para a saúde dos seus olhos.

A Ergoftalmologia estuda as condições ambientais que permitem ao indivíduo desempenhar as suas tarefas diárias com o mínimo de esforço e desconforto para os seus olhos.

Durante a utilização do computador, a frequência de pestanejo é menor e o número de vezes em que a pálpebra superior não cobre completamente a Córnea  é maior do que o normal  e do que o que se observa durante a leitura de material em papel. Além disso, durante a leitura  em papel, o olhar é dirigido inferiormente, de modo que as pálpebras cobrem uma porção substancial da superfície ocular, enquanto a posição do olhar durante a utilização do computador se associa a uma maior abertura dos olhos e consequentemente a uma maior área de superfície ocular exposta.

Todos estes fatores aumentam a evaporação das lágrimas durante a utilização do computador. É também importante notar que os escritórios frequentemente se caracterizam por um baixo nível de humidade e pela presença  de ar-condicionado, o que pode contribuir para o desenvolvimento de sintomas de olho seco nos utilizadores de computador.

Os utilizadores de lentes de contacto podem estar mais predispostos ao desenvolvimento de Computer Vision Syndrome por dois mecanismos. Em primeiro lugar porque a utilização de lentes de contacto é uma das causas de olho seco. Em segundo lugar, nos utilizadores de lentes de contacto, é prática comum corrigir o erro refractivo com lentes esféricas e deixar por corrigir um astigmatismo ligeiro.
Prevenção e tratamento do computer vision syndromeHá diversas medidas que podem ser tomadas para prevenir e tratar o computer vision syndrome. Elas podem ser divididas em: medidas relacionadas com o meio ambiente e medidas relacionadas com o utilizador do computador.

Medidas relacionadas com o meio ambiente:
  • O local de trabalho deve ter um nível de humidade adequado, de modo a minimizar a evaporação das lágrimas
  • A luz, natural e artificial, não deve incidir diretamente  no ecrã do computador nem nos olhos do utilizador. Para isso é importante que o ecrã do computador e o utilizador estejam adequadamente posicionados. Também pode ser útil reduzir a quantidade de luz natural proveniente do exterior através da utilização de persianas, cortinas ou estores.
  • Deve haver um contraste adequado entre o texto/gráficos, o fundo do ecrã e o ambiente.
  • O ecrã do computador deve ser limpo regularmente com um pano próprio para melhorar a sua visibilidade.
  • O ecrã do computador deve estar posicionado ligeiramente abaixo do nível dos olhos. A United States Occupational Safety and Health Administation recomenda que o centro do ecrã se encontre 15-20º abaixo do nível dos olhos. Nesta posição, a fenda palpebral e a área da superfície ocular exposta são menores, que diminui a evaporação das lágrimas.
  • A united States Occupational Safety and Health Administration recomenda que o ecrã do computador de desktop se localize a uma distância de 50 a 100 cm.
  • O material de apoio deve estar a mais próximo possível do ecrã do computador (aproximadamente ao mesmo nível e à mesma distância). Assim quando o utilizador muda o seu alvo de focagem (do computador para o material de apoio, ou vice-versa), realiza apenas pequenos movimentos da cabeça e dos olhos e pequenas alterações da acomodação.

Medidas relacionadas com o utilizador do computador:
  • Os utilizadores de computadores devem fazer pausas curtas frequentes, que permitam modificar a posição do corpo, da cabeça e dos olhos e relaxar o sistema da acomodação. Para relaxar acomodação, também pode ser útil olhar regularmente através da janela para um objeto distante (por exemplo, durante 30 segundos em cada 30 minutos).
  • Os utilizadores de computadores devem pestanejar regularmente de modo a minimizar a evaporação das lágrimas.
  • A utilização de lubrificantes ocular pode ser útil para aliviar os sintomas de olho seco.
  • Tendo em conta que o uso do computador é uma tarefa exigente para o sistema visual, mesmo pessoas que não usem óculos habitualmente podem beneficiar deles durante a utilização do computador.
  • Durante a utilização do computador, pode ser preferível usar lentes de contacto rígidas do que lentes hidrófilas.

Conclusão:
Nesta era de uso disseminado das tecnologias de informação e comunicação, é fundamental reconhecer a existência do Computer Vision Syndrome e saber a aconselhar acerca das medidas que podem ser adotadas para prevenir e tratar esta sindrome.

Com o rápido avanço tecnológico, atualmente esta problemática já não se restringe apenas ao tradicional computador de desktop. mas estende-se também aos tablets, smartphones e e-readers e que trazem novos desafios à visão da população e que trazem novos desafios à Oftalmologia e, em particular, à Ergoftalmologia

Fonte: Sociedade Portuguesa de oftalmologia

 Também pode ler:
10 regras alimentares para manter a sua visão normal
Como cuidar e preservar a sua visão 


quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Óleo de Onagra



Oenothera biennis
Parte utilizada: óleo das sementes
Síndrome pré- menstrual (irritabilidade, tensão mamária, retenção de água)

Descrição
Natural da América do Norte, a Onagra é uma planta robusta e encantadora, com enormes flores amarelas que abrem ao fim da tarde.
Prospera em solos rochosos e arenosos e cresce na berma das estradas ou nos campos incultos.

Bem- estar da mulher
Extraem-se ínfimas quantidade deste óleo precioso das sementes através de primeira prensagem a frio.
O óleo e muito rico em em ácidos gordos essenciais (AGE) e é uma fonte natural de aproximadamente 9% de ácido linoleico e ácido gama-linolénico (omega6) a que se deve a sua eficácia terapêutica.
O ácido gama-linolénico de é um precursor direto das prostaglandinas E1 e contraria os efeitos da proteína prolactina: em níveis elevados, esta proteína  em níveis elevados  pode provoca problemas relacionados com o síndrome pré- menstrual, entre os quais, tensão mamária , dilatação abdominal devido a retenção de água, enxaquecas e outros distúrbios do humor (ansiedade, nervosismo, irritabilidade, insônia, e depressão).
O ácido linoleico ajuda a manter a elasticidade e a hidratação da pele (fluidez membranar).

Para além disso, reforça ainda a ação do ácido gama-linolénico, atuando positivamente sobre os distúrbios do humor

Não restam dúvidas quanto à utilidade do óleo de Onagra no tratamento da síndrome da síndrome pré-menstrual e é de grande interesse para todas as mulheres que sofrem regularmente desse problema.

Combinações
  • Menstruação abundantes: Òleo de Onagra+ Cipreste
  • Menstruações irregulares ou escassas:Óleo de Onagra+ Salva
  • Pele seca: Óleo de Onagra+ óleo de Borragem

Fonte: Arkopharma

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Vitamina D e osteoporose


A osteoporose caracteriza-se pela fragilidade óssea, devido à falta de cálcio.
A importância da osteoporose reside no facto das pessoas sofrerem facilmente fraturas com traumatismo mínimo. É uma situação muito frequente. Nos EUA, 26% das mulheres com 65 anos ou mais têm osteoporose.

A cada ano, esta desordem causa, só em Portugal:
  • Mais de 100.000 fraturas após traumatismo mínimo
  • Mais de 10.000 fraturas da anca
  • Mais de 3000 mortes
  • Mais de 100.000 visitas à urgência

Fatores de risco
  • Entre os numerosos fatores de risco incluem-se:
  • Baixos níveis de vitamina D
  • Pouca ingestão de cálcio e magnésio
  • Falta de exercício físico
  • Idade avançada
  • Sexo feminino
  • Menopausa precoce (antes dos 45 anos)
  • Tabagismo
  • Tratamento com cortisona e derivados
  • Dieta forte em gorduras animais, óleos vegetais poliinsaturasos e simples carbohidratos (açucares, farinhas refinadas)

Estes fatores de risco são particularmente graves quando ocorrem na infância e adolescência - uma altura em que o esqueleto está em desenvolvimento.

Exposição solar e risco de osteoporose
A exposição solar UVB é a principal fonte de vitamina D, que ajuda a aumentar a densidade mineral óssea.
Um estudo japonês avaliou mulheres idosas com Alzheimer que se encontravam hospitalizadas. A densidade mineral óssea aumentou 2.7% no grupo com exposição solar e diminuiu 5.7% no grupo sem exposição solar.

Vitamina D e osteoporose
As pessoas com baixo níveis de vitamina D têm maior risco de osteoporose
Pelo contrário, em ensaios clínicos, adultos que tomaram vitamina D3 e cálcio apresentam uma subida ligeira na densidade mineral óssea em relação aos que tomaram apenas placebo.

Como é que Vitamina D funciona neste caso?
A vitamina D reduz o risco de osteoporose porque:
Aumenta a absorção de cálcio no intestino
Diminui a perda de cálcio no rim
Reduz a produção de paratormona (PTH) - uma hormona que provoca o aumento dos níveis de cálcio no sangue, por sua diminuição no osso.

Quando os níveis de vitamina D aumentam, os níveis de PTH diminuem rapidamente até que os níveis de vitamina D atinjam os 30-40ng/ml (75-100nmol/L).
A vitamina D também contribui para prevenir a formação de depósitos de cálcio nos tecidos moles, tais como os vasos sanguíneos.

Prevenção e tratamento
Estudos sobre vitamina D e cálcio demonstram que, em doses superiores a 800UI/ dia, a vitamina D previne a ocorrência de quedas e diminui a ocorrência de fraturas osteoporóticas.
A vitamina D ajuda a prevenir quedas e fraturas, porque estabiliza o controlo neuromuscular e não tanto porque aumenta a densidade mineral óssea.
No entanto, a vitamina D e cálcio podem contribuir para o aumento da densidade mineral óssea. Mais ainda: nenhum tratamento farmacológico da osteoporose demonstrou ser eficaz sem se garantir quantidades adequadas de cálcio e vitamina D na alimentação ou através de suplementos.
Cálcio e vitamina D são, por isso, uma parte obrigatória de todos os tratamentos contra a osteoporose.

Fonte: Grupo Italfarmaco

terça-feira, 29 de março de 2016

O que é a Síndrome da Bexiga Dolorosa/ Cistite Intersticial?

A Síndrome da Bexiga Dolorosa/ Cistite Intersticial(SBD-CI), é uma das perturbações de dor pélvica crónica, é uma condição que resulta da ocorrência de desconforto ou dor recorrentes na bexiga e na região pélvica circundante. A doença, que é mal diagnosticada com muita frequência, tem um impacto negativo significativo na vida dos doentes, implicando necessidade frequente de urinar e dor crónica.

Qual é a causa da Síndrome da Bexiga Dolorosa/ Cistite Intersticial (SBD-CI)?
A causa é desconhecida. Ao contrário da cistite "vulgar", que é causada por bactérias e é sensível aos antibióticos, acredita-se que a SBD-CI não é provocada por uma infeção bacteriana e não responde à antioterapia convencional.

Quais são os sintomas da SBC-CI?
Os sintomas características da SBD-CI são:
  • Frequência: Frequência de mição durante o dia e/ou noite (até mais de 40 vezes por dia nos casos graves). Nos casos iniciais ou muito ligeiros, muitas vezes o único sintoma é a frequência.
  • Urgência: sensação de ter de urinar imediatamente, que também pode ser acompanhada por dor, pressão ou espasmos.
  • Dor: Pode existir dor na região abdominal baixa, na uretra ou vagina.É também frequente haver dor durante as relações sexuais.
Os homens com SBD-CI podem sentir dor testicular, escrotal e/ou perianal, bem como ejaculação dolorosa.

Como diagnosticar a Síndrome da Bexiga Dolorosa/ Cistite Intersticial (SBD-CI)?
Infelizmente, até à data não existe ainda nenhum teste de diagnóstico específico e reconhecido universalmente. Normalmente, o diagnóstico baseia-se em:
Sintomas: urgência, frequência ou dor pélvica ou dor na bexiga.
Achados cistoscópicos (exame ao interior da bexiga e das outras partes do sistema urinário feito por meio de um instrumento)
Exclusão de outras doenças da bexiga (infeção do trato urinário, tumor, tuberculose, etc.).

As dificuldades no diagnóstico diferencial de SBD-CI podem levar o doente a passar por um longo e doloroso processo até à sua obtenção.
Os doentes podem ser classificados em duas categorias distintas. A grande maioria (90%-95%) dos doentes é diagnosticada SBD-CI "inicial não ulcerativa". Acredita-se que os doentes que apresentam a doença "ulcerativa clássica" se enquadram na segunda categoria de  SBC-CI, a mais grave, podendo mesmo sofrer já de redução da capacidade e endurecimento das paredes da bexiga.

Por que motivo é difícil diagnosticar a SBD-CI?
O diagnostico de SBD-CI é difícil por vários motivos:
A origem da síndrome tem sido controversa. Só muito recentemente é que foi estabelecida, e se tornou prevalente, a teoria de que existe uma deficiência da camada bioprotetora da bexiga
São ainda utilizadas diferentes definições e terminologias: síndrome de bexiga irritativa, síndrome de urgência/frequência,síndrome de dor pélvica, cistite não bacteriana, etc.

A SBD-CI pode ser facilmente confundida com muitas outras doenças da bexiga, como a infeção do trato urinário (ITU), porque os sintomas de frequência e de urgência são comuns a maioria das doenças da bexiga. É normal uma doente do sexo feminino ser inicialmente diagnosticada erradamente como uma infeção bacteriana (cistite). Aos homens com sintomas de SBD-CI é frequentemente confundido com o diagnóstico de prostatite ou obstrução da saída da bexiga.

Deficiência da barreira sangue- urina da bexiga
Existe uma camada protetora da bexiga, a chamada de glicosaminoglicanos (GAG), que constitui uma bio-barreira contra os microrganismos, carcinógénios, cristais e outros agentes presentes na urina. Esta "biocamada" existente na superfície interna da parede da bexiga foi identificada como sendo a principal mecanismo de defesa para a proteção do epitélio transicional (camada mais externa do tecido dos órgãos), contra agentes irritativos urinários.

No entanto, os estudos demonstram que nos doentes com SBD-CI existe uma deficiência nesta camada protetora, o que permite que as substâncias existentes na urina se tornem agressivas para a parede da bexiga e despoletem os sintomas da SBD-CI. Consequentemente, foi feito um grande esforço de investigação para o desenvolvimento de um revestimento protetor da bexiga, como o Cystistat (hialuronato de sódio), o que reveste a bexiga, restaura a camada protetora da mesma e consequentemente reduz a irritação.

Quantas pessoas sofrem de SBD-CI?
  • Aproximadamente 16500 em cada 100.000 indivíduos da população feminina
  • Aproximadamente 90% dos doentes com SBD-CI são mulheres.
  • A média de idades de aparecimento da doença é de 40 anos
  • É invulgar ocorrer uma deterioração tardia dos sintomas.
  • 50% dos doentes com SBD-CI sentem dor ao viajar de automóvel
  • Quase 2/3 dos doentes não conseguem trabalhar a tempo inteiro.

A dieta é importante?
É sempre importante ingerir quantidades razoáveis de fruta  e de vegetais. Tem eliminar da sua dieta alimentos muito condimentados. As informações obtidas nos estudos revelam que os seguintes alimentos e bebidas aumentam o nível de dor: álcool, bebidas gaseificadas, todos os alimentos que contêm cafeína (chá, café, chocolate, etc), alimentos e bebidas com elevado teor de acidez (laranjas, toranja, limões e tomates), queijo curado,iogurte e pickles. Adoçantes artificiais, açúcar e aspirina também são irritantes.

Viver de novo
Cystistat contém hialuronato de sódio, que é o principal componente da camada protetora da bexiga. É uma solução que é instilada num procedimento seguro e simples, diretamente para dentro da bexiga, Atua como substituto temporário da camada de GAG deficiente. Cystistat só deve ser administrado por pessoal médico qualificado ou doentes que tenham recebido formação apropriada.

Efeitos secundários mínimos
Como Cystistat é administrado através de instilação intravesical, é praticamente isento de efeitos secundários sistémicos.
Cystistat foi utilizado no tratamento de várias formas de cistite (inflamação da bexiga) com um excelente perfil de segurança.

Noutras formas de cistite
Ao substituir e proporcionar a restauração da camada protetora da parede da bexiga, Cystistat provou que alivia com êxito a dor e o desconforto da cistite intersticial, bem como de outras formas de cistite, como a cistite induzida por radiação, servindo também para fazer a prevenção de ITUs causadas por cateter e a prevenção da cistite bacteriana recorrente.

Prevenção da cistite bacteriana recorrente
As infeções do trato urinário (ITU) encontram-se entre as infeções bacterianas mais comuns, afetando as mulheres com uma frequência muito mais elevada do que os homens. As estimativas sugerem que cerca de um terço das mulheres terão tido pelo menos um episódio de ITU a exigir tratamento com antibiótico quando tiverem atingido os 24 anos de idade. Durante a vida, metade das mulheres terão tido pelo menos uma ITU. Observa-se também um nível elevado de recorrência de ITU, com uma taxa decerca de 25-35% no prazo de 3-6 meses.
Estudos realizados na Europa utilizando Cystistat demonstraram que o período livre de infeções aumenta até cinco vezes no caso das mulheres submetidas a terapêutica com Cystistac.

Alívio nas Complicações associadas à Radiação
A Cistite Induzida por Radiação (CIR) é um efeito secundário do tratamento dos cancros pélvicos por radiação, nomeadamente do cancro da bexiga ou da próstata, bem como do cancro do útero,do colo ou dos ovários. Os doentes com cancro pélvicos podem sofrer de complicações induzidas pela radiação nos órgãos adjacentes, nomeadamente na bexiga. Os sintomas incluem inflamação da bexiga, dor, hemorragia minor a grave e um aumento da urgência urinária. Os sintomas podem ocorrer imediatamente após a radioterapia ou podem demorar até 10 anos aparecer. Os estudos demonstraram que Cytistat tem uma taxa de êxito excelente a nível da redução da toxicidade induzida pela radiação na bexiga de doentes que estão a fazer radioterapia.

Fonte: ipsen
Innovation for patient care





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