quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

10 Mandamentos do Controlo do Tabagismo

Na prevenção dos acidentes cardiovasculares
Seja diferente previna o acidente

O tabaco representa, por si só, a maior causa de morte prematura e doença na União Europeia.
Não admira assim que a sua prevenção, a procura de espaços livres sem fumo e o incentivo à completa cessação tabágica sejam objectivos de saúde da mais alta importância, também no âmbito cardiovascular.
O inquérito Eurobarómetro sobre Tabaco mostrou que as políticas " de prevenção e controlo do tabagismo" têm cada vez mais apoiantes na Europa:
84 % são favoráveis à interdição do tabaco em escritórios e noutros locais de trabalho fechados;
77 % defendem esta interdição em restaurantes e
61 % em cafés e bares.

Colabore activamente para se libertar do tabaco e para assegurar um ambiente livre de fumo para si e seus familiares, amigos e colaboradores.
  1. Estime o seu coração, os seus vasos sanguíneos, o seu pulmão e o seu cérebro. Eles são os únicos!
  2. Não insista em alcatroar o sistema cardiovascular e as suas vias respiratórias, porque eles funcionam muito melhor "ao natural"
  3. O exercício físico regular demonstra-lhe a evidência de um melhor funcionamento do seu organismo ao ar puro e sempre que se encontra livre de fumo e poluição. Acredita nesta demonstração da natureza! Opte por uma actividade física saudável!
  4. O cheiro do tabaco impregna o ambiente do fumador. Os utensílios e móveis impregnados de tabaco transmitem mal- estar e doença. Livre-se desse fumo em terceira mão.
  5. As crianças e os demais agentes passivos de tabaco são vítimas do fumo ambiente. Não fume em casa, na viatura ou no bar. As pessoas que o rodeiam e que o amam e servem não merecem ser assim maltratadas.
  6. A grávida fumadora, ou exposta ao fumo de tabaco, prejudica a esperança de vida do seu bebé e aumento os seus riscos à nascença e na infância.
  7. O fumo do tabaco não acalma nem melhora o controlo do sistema nervoso. Só ilude o fumador com os seus efeitos narcóticos transitórios e variáveis.
  8. O consumo do tabaco pode não parecer prejudicar a saúde, mas consome as defesas do organismo e determina a sua exaustão precoce.
  9. O tabaco é um narcótico forte - se não fuma não experimente; se fuma deixe de fumar agora.
  10. A indústria tabaqueira alimenta-se do consumo dos fumadores e da sua saúde. Não seja instrumento do seu lucro.
A prevenção dos riscos cardiovasculares baseia-se na divulgação e promoção de uma vida saudável e de bons hábitos de saúde.
Não fume e não deixe que o seu ambiente seja poluído com tabaco.
As áreas livres de fumo salvam vidas.

Fonte: Fundação portuguesa de cardiologia

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Desenvolvimento intra-uterino do bebé mês a mês

Primeiro mês
4 a 8 semanas
Óvulo e espermatozoide encontram-se:
Aproximadamente ao 14º dia do ciclo menstrual, o óvulo feminino é libertado pelo ovário e dirige-se ao útero através das trompas. Do encontro com o espermatozoide ocorre a fecundação.

O óvulo fecundado transforma-se em embrião:
Entre 6 a 8 dias após a conceção, o óvulo fecundado implanta-se no útero materno e passa a denominar-se embrião. Nesta fase, este é formado por algumas centenas de células que serão precursoras da formação de todos os futuros órgãos.

O inicio de uma vida aquática:
Devidamente acomodado no útero, o embrião começa a desenvolver os sistemas de formação da placenta e do cordão umbilical, que permitem a adaptação à vida aquática dentro do útero, até o momento do nascimento.

Qual é o aspeto do bebé?
Próximo do final do primeiro mês o seu bebé é, na verdade, uma minúscula "sementinha", menor que um grão de arroz, com aproximadamente 5mm. Nas duas semanas começara a formação do tubo neural ( do qual derivam o cérebro e a medula), do coração, do aparelho digestivo, dos olhos e orelhas, dos braços e pernas.

Segundo mês
8 a 12 semanas
Começa a formação do corpo:
A partir da 5ª semana de gestação, o embrião apresenta um formato oval, parecendo-se já com a estrutura habitual final. Consegue- se perceber numa extremidade a formação do cérebro e no restante a formação da estrutura corporal e dos membros.

Um coração que bate:
É neste período que o coração do seu bebé começará a bater e começam a ser delineados os olhos, as orelhas, a boca e as fossas nasais. Está-se a formar o saco amniótico (juntamente com o líquido amniótico) que tem como função envolver o feto e protegê-lo durante toda a gravidez.

Os órgãos estão-se a formar:
Começa a formação dos dedos e também a definição da estrutura esquelética, inicialmente com a cartilagem e mais tarde com os ossos.
Inicia-se a formação do aparelho genital e dos órgãos da aparelho digestivo.

Qual o aspeto do bebé?
No final deste período, o feto tem aproximadamente 3cm de comprimento e pesa cerca de 10 gramas, tendo agora um aspeto " mais humano".

Fonte: Italfarmaco

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

O anel contraceptivo (Nuvaring)

O que é o anel contraceptivo?

É um contraceptivo hormonal que tem a forma de um anel, de textura suave, transparente, flexível, com cerca de 5 cm de diâmetro;
Este anel está impregnado de hormonas que vão sendo libertadas, de forma regular, para a corrente sanguínea.


Como actua?

As hormonas que se encontram no anel vaginal - o estrogénio e o progestagénio - são semelhantes às hormonas produzidas pelos ovários;
Estas hormonas são libertadas diariamente do anel, através das paredes da vagina, para a corrente sanguínea e inibem a ovulação, isto é, impedem que os óvulos se libertem dos ovários e que se dê a fecundação.


Como se utiliza o anel vaginal?
  • No primeiro dia da menstruação, o anel é introduzido na vagina pela própria mulher, onde permanece durante 3 semanas;
  • Passado esse tempo, a mulher deve retirá-lo. Segue-se um intervalo de uma semana até ser colocado um novo anel. Durante este período de tempo surge uma hemorragia de privação ("menstruação");
  • O anel contraceptivo é fácil de colocar e é eficaz desde que esteja dentro da vagina. Caso sinta o anel, basta empurrá-lo um pouco mais.
  • O anel vaginal não interfere com as relações sexuais;
  • Raramente a mulher ou o parceiro terão queixas relacionadas com o seu uso.
  • É possível fazer o exame ginecológico sem retirar o anel.

E se o anel vaginal sair da vagina?

Basta passa-la por água fria ou morna (nunca água quente) e tornar a colocá-lo, tendo em atenção que o anel não pode estar mais de três horas fora da vagina.

Quais as contra-indicações para o uso do anel vaginal?
  • Não deve ser utilizado durante a amamentação;
  • Não deve ser utilizado nas mulheres que têm contra-indicação para o uso da pílula.
  • Em caso de doenças do fígado em actividade, perdas de sangue entre os períodos menstruais ou após as relações sexuais, cancro da mama ou cancro do aparelho reprodutor, ataque cardíaco ou trombose, estas situações devem ser ponderadas numa consulta da especialidade.

Vantagens
  • A mulher não tem que pensar todos os dias na contraceção. Para além disso a mulher pode aderir a um sistema de alerta sms, gratuito, para ser avisada do dia de colocação e remoção do anel;
  • As hormonas contidas no anel não são absorvidas pelo aparelho digestivo, o que permite que a eficácia do método não seja posta em causa em caso de vómitos ou diarreia;
  • É um método reversível: a mulher retoma à fertilidade inicial após retirar o anel;
  • Período mais regulares;
  • Diminuição de dores menstruais.

Desvantagens
  • Tal como em outros métodos hormonais, algumas mulheres podem apresentar efeitos secundários, tais como náuseas, vómitos ou hemorragias vaginal;
  • Não protege das IST (Infecções Sexualmente Transmissíveis).


Fonte: MSD



sábado, 15 de dezembro de 2012

As doenças da tiróide e a gravidez

Que efeito tem a gravidez no funcionamento da tiróide?
Várias alterações fisilógicas próprias da gravidez obrigam a glândula tiróide a um esforço acrescido:
O aumento dos níveis de estrogénio no sangue condiciona um acrescimo das protéinas de transporte das hormonas tiroideias em circulação, o que conduz a um aumento dos níveis totais de hormonas tiroideias no sangue. Porém, as hormonas «livres» (nãoligadas às protéinas e que representam a forma activa da hormona) diminuem, embora permaneçam em geral dentro de valores normais.

Aumento do volume sanguíneo e, portanto, do volume de distribuição das hormonas tiroideas (fenómeno de diluição)
Aumento das perdas de iodo pela urina e passagem através da placenta para o feto, com eventual risco de carência de iodo, necessário para a produção das hormonas tiroideias.

Produção de hCG (gonadotrofina coriónica humana), hormona de origem placentária, que atinge os valores mais elevados no fim do primeiro trimestre da gravidez. Por semelhanças estruturais com a hormona estimulante da tiróide (TSH), pode assumir as suas funções, aumentando a produção de hormonas pela tiróide. A valores mais elevados de hCG correspondem valores mais baixos de TSH.

Estas alterações próprias da gravidez traduzem-se em alterações das análises laboratoriais utilizadas para estudar o funcionamento da tiróide e obrigam a uma correta interpretação dos resultados encontrados.

Quais as implicações para o feto?
A tiróide fetal e o sistema que normalmente regula a sua função só funcionam em pleno a partir das 20 semanas de gestação.
Até lá, o feto depende exclusivamente das hormonas tiroideias maternas que são essenciais para um normal desenvolvimento do sistema nervoso central.

As doenças da tiróide são relativamente frequentes na população em geral e, em particular, nas mulheres em idade fértil.
Na gravidez pode alterar a evolução natural das doenças da tiróide (e o seu tratamento) possam afetar a evolução normal da gravidez, a mulher grávida e o feto.

O diagnóstico é feito através do doseamento das hormonas tiroideias no sangue e da ecografia da tiróide. É importante relembrar que, na gravidez, os resultados das análises poderão ter uma interpretação diferente, porque os valores de referência habituais apresentados pelo laboratório podem não ser adequados para a gravidez.

Quais sáo as doenças mais frequentes? Que implicações têm? Como tratá-las?
Hipotiroidismo
A carência materna de hormonas tiroideias (hipotiroidismo) pode atingir mais de 3% das gestações. Em alguns casos, esta situação já era conhecida pela mulher antes de engravidar. A causa mais frequente é uma inflamação crónica da tiróide, de natureza auto-imune: a tiroidite crónica auto-imune (linfocítica ou de Hashimoto).

Se não for tratado, o hipotiroidismo provoca alterações do desenvolvimento cerebral e intelectual do feto. Relaciona-se ainda com um aumento da incidência de abortamento e de parto pré-termo. Os sianis e sintomas são inespecíficos e facilmente confundíveis com queixas frequentes na gravidez: aumento de peso, falta de forças, cansaço e obstipação. Pode haver ainda um aumento do volume da glândula tiroideia, vulgarmente conhecido por bócio. O tratamento é obrigatório e faz-se com levotiroxina (L_T4), a hormona que a tiróide produz em maior quantidade e que pode transformar em T3 de acordo com as necessidades.
Se o hipotiroidismo já era conhecido antes da gravidez, a dose de levotiroxina deve ser aumentado até 30% ou 50%, pelas 4 a 6 semanas de gestação.
Após o parto, as necessidades de levotiroxina, em geral, diminuem para as doses habituais na mulher não grávida, mesmo durante o período de amamentação.

Hipertiroidismo
O excesso materno de hormonas tiroideias (hipertiroidismo) é uma situação mais rara que a anterior, mas pode atingir até 1 % das grávidas. A causa mais frequente é a Doença de Graves, também de natureza auto-imune.
O hipertiroidismo não tratado relaciona-se com o aumento da incidência de abortamento e de parto pré-termo, baixo peso ao nascer, pré-eclampsia, insuficiência cardíaca na mãe e no feto e morte intra-uterina.

A clínica também é inespecífica, confundindo-se com queixas frequentes na gravidez: vómitos, emagrecimento, taquicardia e intolerância ao calor. O bócio e a exoftalmia (procidência dos globos oculares) são sinais mais específicos da Doença de Graves.

No tratamento do hipertiroidismo da grávida no 1º trimestre ou da mulher que pretende engravidar, é preferido um fármaco antitiroideu específico - o propiltiouracilo - que apresenta menor risco de provocar malformações no feto. No 2º e 3º trimestres, recomenda-se o tiamazol, que é menos tóxico para o fígado. Se a cirurgia for necessária (raramente por efeitos secundários graves dos fármacos), deverá ser realizada no decurso do 2º trimestre da gravidez.

O tratamento com iodo radioactivo está absolutamente contra-indicado.
O seu médico controlará regularmente a função tiroideia para ajustar as doses do medicamento. É provável que a doença melhore ao longo da gravidez, levando a uma redução das doses do tratamento. Porém, poderá haver um agravamento da doença após o parto.

Tiroidites
A tiroidite é um processo inflamatório da glândula tiroideia, em geral crónico e de natureza auto-imune. Os anticorpos antitiroideus (antiperoxidase tiroideia e antitireoglobulina) são detectados muito frequentemente (10% a 15% das grávidas). Os níveis destes anticorpos descem progressivamente durante a gravidez, mas podem subir de novo no pós-parto. Estas mulheres têm um risco aumentado de desenvolver hipotiroidismo, pelo que a função tiroideia deverá ser vigiada uma vez por trimestre.

Muitas desenvolverão um processo de tiroidite nos primeiros 6 meses após o parto - tiroidite pós parto. Caracteriza-se por uma inflamação indolor, com uma fase inicial de aumento dos níveis sanguíneos de hormonas tiroideias, seguido de normalização e posterior diminuição destes níveis sanguíneos de hormonas tiroideias, seguido de normalização e posterior diminuição destes níveis hormonais. Habitualmente, esta situação tem uma resolução espontânea, mas há tendência para voltar após a gravidez seguinte. Cerca de 20% a 60% das mulheres com história de tiroidite pós - parto desenvolverão hipotiroidismo definitivo em 5 a 10 anos.

Doença nodular
A investigação dos nódulos da tiróide durante a gestação é semelhante à da mulher não grávida e inclui uma avaliação da função tiroideia através de análises sanguíneas, da realização de uma ecografia e de uma biopsia aspirativa, se indicado. O risco de cancro na mulher grávida é semelhante ao da mulher não grávida e a gravidez não agrava o seu prognóstico. O diagnóstico de cancro da tiróide obriga a cirurgia, que geralmente se adia para depois do parto. Em situações graves, poderá optar-se por uma intervenção cirúrgica no 2º trimestre, período da gravidez em que o risco é menor para o feto. O tratamento com Iodo131, quando necessário, será sempre adiado para depois do parto.

Tendo doença tiroideia poderei amamentar? E se necessitar de medicação?
A presença de disfunção tiroideia materna persistente após o parto não é razão suficiente para não amamentar. Apesar de «passarem» para o leite, os fármacos utilizados nas doenças tiroideias podem ser utilizados durante a amamentação com pouco risco para o recém-nascido.
No hipotiroidismo, as necessidades de levotiroxina após o parto diminuem, voltando às necessidades basais.
No hipertiroidismo, o fármaco a utilizar será o tiamazol, pois o risco de provocar malformações já não se coloca. Não devem ser ultrapassadas doses de 20mg/dia.

Fonte: Merck











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