quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Como trata o mau hálito



O que é a halitose?

A halitose (mau hálito) é um termo que descreve, um hálito desagradável com origem em alterações variadas da cavidade oral ou outras localizações.

Qual a sua frequência na população?

A frequência real na população é desconhecida mas trata-se de uma situação que provavelmente afecta todos os indivíduos pelo menos ocasionalmente e de forma transitória, apresentando repercussões sociais, afectivas e psicológicas.

Qual a principal origem da halitose?
Na maioria dos casos, a halitose tem origem na cavidade oral. No entanto, pode também representar o primeiro sinal de uma doença sistémica

Quais as causas principais que originam a halitose?
As causas são diversas. Podemos dividi-las em três grupos principais.

  • Causas orais
  • Causas exógenas ou externas
  • Causas relacionadas com outras áreas.

Quais as causas orais?
As causas orais podem estar relacionadas com vários aspectos tais como por exemplo:
  • Má higiene oral
  • Presença de cáries
  • Doenças das gengivas (gengivite e periodontite)
  • Ulcerações orais
  • Infecções orais (bacterianas, virais, ou fúngicas)
  • Próteses dentárias associadas a má higiene oral
  • Hiposialia (diminuição do fluxo salivar)
  • Cancro Oral
No entanto, existe actualmente a evidência científica que associa a acção de alguns tipos de bactérias presentes na cavidade oral (sobretudo Gram- anaeróbias) sobre substratos proteícos contendo enxofre. Ou seja, a degradação desses compostos protéicos provoca a libertação de compostos sulfurosos voláteis que vão dar a noção de hálito desagradável.

Na cavidade oral, onde estão localizadas essas bactérias?
As bactérias encontram-se em toda a cavidade oral, no entanto a língua parece formar um ecossistema ideal pela a sua grande área de superfície e a sua estrutura papilar.Juntamente com a placa bacteriana e os depósitos linguais compostos pela acumulação de células epiteliais descamativas, de resíduos alimentares e de secreções como a saliva e o corrimento nasal posterior  metabolizado pelas bactérias conduzindo à formação dos compostossulfurosos voláteis.


Quais as causas externas?
As principais causas exógenas estão ligadas à ingestão de certos alimentos no nosso dia a dia (ex: alho, cebola), que têm um efeito não só directo mas também retardado (via sistémica) sobre o hálito.
O tabaco, o consumo de álcool e de medicação que desencadeie a diminuição do fluxo salivar agrava o mau hálito. De facto, qualquer factor que conduza a uma diminuição do fluxo salivar agrava o mau hálito.

O que é hálito matinal?
De manhã, ao acordar, é natural que sintamos por vezes um hálito mais intenso que até nos pode levar a sentir necessidade de lavar os dentes. Este hálito matinal é fruto não só da diminuição da quantidade de saliva produzida durante a noite, mas também da abstinência durante várias horas na ingestão de líquidos e alimentos

Quais as causas relacionadas com outras áreas?
A otorrinolaringologia pode ser considerada a segunda área de maior importância associada à halitose (ex: sinusite, presença de corpos estranhos no nariz em crianças).
As causas de origem nos pulmões, estômago, fígado e rins são consideradas raras, Ao longo dos anos houve sempre uma ideia de associação entre patologia gástrica e halitose, a qual é considerada muito rara, mas que poderia surgir em casos de refluxo gastro-esofágico, hernia do hiato, cancro do estômago, estenose do piloro, sindroma de má absorção, ou de infecções intestinais.
A diabetes, as deficiências vitaminicas, a desidratação, assim como outras situações de carácter sistémico podem desencadear halitose .
Podem surgir também variações do hálito durante o ciclo menstrual.

Temos sempre uma noção correcta do nosso hálito?
A nossa percepção do hálito é muitas vezes errada. Pode estar subestimada por habituação, ou nalguns casos exagerada.
Vários são os factores que podem conduzir a uma auto-avaliação exagerada. A título de exemplo podemos referir:

a) A publicidade acerca do mau hálito pode preocupar pessoas sugestionáveis:
b) A noção de mau hálito pode levar à convicção de mau hálito.
c) Crianças com pais com mau hálito podem crescer inferindo que também sofrem do mesmo problema
d) Indivíduos que no passado foram chamados uma vez à atenção de forma esporádica relativamente ao seu mau hálito podem continuar com essa situação.

Como é que o médico dentista pode proceder a um diagnóstico do meu hálito?
O mau hálito de uma forma geral, pode ser prevenido e tratado através de uma boa higiene oral. Esta higiene oral inclui a escovagem, a limpeza, interdentária e o uso de raspadores linguais para a limpeza da língua
Aconselha-se a ingestão diária de água suficiente para manter uma correcta hidratação.
Com a orientação do seu médico dentista pode ainda utilizar elixires contendo agentes específicos que ajudam na prevenção e tratamento da halitose; tais como os que contêm clorhexidina, cloreto de cetilpiridínio e sais de zinco.


O seu médico dentista será a pessoa indicada para o diagnóstico da halitose. Poderá orienta-lo para outra especialidade caso se suspeite de halitose com origem noutra localização diferente da cavidade oral.
Consulte-o regularmente, pelo menos duas vezes por ano.

Fonte: Ordem dos médicos dentistas.

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Gengivite,o que é?
Cirurgia Oral

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Lista do que levar para maternidade


Na malinha da mãe
  • Boletim de gravidez e cartão de utente
  • Pasta com os documentos referentes à gravidez
  • Escova de cabelo
  • Escova + pasta dentes
  • Creme hidratante, shampoo e gel banho
  • Toalha de banho
  • Creme protector dos mamilos
  • Discos absorventes
  • Pensos higiénicos
  • Camisas de dormir com botões
  • Soutiens de amamentação
  • Cuecas descartáveis ou em algodão
  • Cinta pós-parto
  • Roupão
  • Chinelos de quarto e banho

Na malinha do bebé
  • Fraldas descartáveis
  • Fraldas de pano
  • Mantinha
  • Saquinhos da 1ª roupinha
  • Conjuntos em mudas individuais
  • Body
  • Body graws/ cueiros
  • Botinhas ou meias
  • Casaquinho
  • Gorro
  • Babetes
  • Toalhetes descartáveis
  • Escova para o cabelo
  • Gel de banho com PH neutro e sem perfume
  • Creme hidratante
  • Compressas em não tecido
  • Creme muda fralda
  • Discos de algodão
Fonte:EFFIK

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Posições de amamentação 
Cuidados com o seu bebé

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Hemorragia de origem ginecológica

A hemorragia de origem ginecológica constituí uma causa frequente de consulta médica. Em primeiro lugar, é indispensável determinar o local de proveniência da hemorragia, pois a localização poderá corresponder à vulva, vagina ou colo do útero.
Na mulher em idade fértil, a primeira causa a excluir é uma gravidez complicada por ameaça de aborto, aborto em evolução, ou gravidez ectópica. Nas mulheres não grávidas, as causas mais comuns são patologias estruturais uterinas, como hiperplasia endometrial, pólipos ou miomatose. Também pode co-existir uma anomalia do sistema de coagulação ou disfunção hormonal. As neoplasias, o traumatismo ou infecções são as causas menos frequentes.
Na pós-menopausa ,a hemorragia uterina deve ser cuidadosamente avaliada. A maior parte destes casos são originados pelo endométrio atrófico, mas a possibilidade da existência de um cancro do endométrio obriga à investigação do motivo das perdas. A hemorragia pode ser escassa e acastanhada ou profusa; em ambos em casos, a possibilidade de doença maligna endometrial deve ser despistada.
A ultrassonografia transvaginal (ecografia ginecologia com sonda vaginal) é o exame complementar mais recomendado para avaliar a espessura endometrial e a existência de pólipos, quistos ováricos e outras possíveis origens da hemorragia.

Causas de hemorragias
  • Persistência do folículo
  • Persisitência do corpo lúteo
  • Cervicite
  • Carcinoma cervical (colo do útero)
  • Endometrite
  • Endometriose
  • Pólipo endometrial
  • Carcioma de endométrio
  • Mioma
  • Carcinoma da trompa
Fonte: Italfarmaco

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Histeroscopia diagnostica ou cirúrgica
Anemia Ferropénica

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Anemia ferropénica


O ferro é um componente essencial da molécula de hemoglobina, pelo que o seu défice causa a anemia ferropénica.
Esta anemia deve-se uma dieta com baixo teor em ferro, alteração da absorção digestiva (alteração da acidez gástrica, cirurgia gástrica, doença celíaca), aumentando das perdas (hemorragia digestiva crónica, menstruação ou outras perdas ginecológicas). É a causa mais frequente de anemia.

Sintomatologia
Os sintomas desenvolvem-se lentamente, já que ser esgotados os depósitos corporais de ferro. Uma vez instalada, a síndrome anémica apresenta-se com palidez da pele e mucosas, fadiga, adinamia, irritabilidade, palpitações, náuseas, cefaleias e sensação de falta de ar. A gravidade dos sintomas varia em função da gravidade e do tempo de evolução da anemia. Os sintomas relacionados com a falta de ferro são: estomatite (inflamação da mucosa oral), glossite (inflamação da língua), atrofia da mucosa nasal, alterações das unhas, nevralgia (dor no trajecto dos nervos periféricos) e parestesias (sensação de formigueiro e adormecimento).


Diagnóstico
Na análise do sangue é notória a diminuição do número de eritrócitos e da concentração de hemoglobina. Os eritrócitos são pequenos (microcitose) e pálidos (hipocromia). O ferro circulante está diminuído, a transferrina (protéina transportadora do ferro) está aumentada, ferritina (proteína responsável pelo armazenamento de ferro) está diminuída e a saturação da transferrina está diminuida. Em casos isolados pode ser realizada a biópsia da medula óssea. É importante investigar a causa do défice de ferro.


Tratamento
Pode administra-se ferro por via oral até normalização dos depósitos que geralmente ocorre aos 3-6 meses. Em casos de intolerância oral ou em doenças digestivas  que comprometam a absorção pode administra-se ferro por via intramuscular ou endovenosa.

Artigos relacionados:
 Alimentos para a anemia, ricos em ferro
Anemia de células falciforme
Anemia das doenças crónicas 
Anemia 


Fonte: Italfarmaco

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Dor durante a menstruação, dismenorreia





A dismenorreia define-se como dor cíclica durante as menstruações, geralmente do tipo cólica, na região inferior do abdómen. É uma condição frequente na fase reprodutiva da mulher.

Classifica-se como primária quando a dor surge imediatamente após a menarca, associa-se a ciclos ovulatórios e não se relaciona com patologia pélvica demonstrada. a dismenorreia secundária manifesta-se depois da menarca e é posterior a ciclos menstruais indolores ou com dor leve, e associa-se a patologia pélvica anatómica. É comum em mulheres de 30 a 45 anos.

Estabeleceu-se como causada dismenorreia primária o aumento das prostaglandina F2 a no miométrio, proveniente do endométrio secretor durante a fase luteínica e nas primeiras 48 horas de menstruação, a qual gera diminuição do fluxo sanguíneo do miométrio e contrações uterinas mais prolongadas e dolorosas. As causas de dismenorreia secundária associam-se a diferentes condições patológicas, como endometriose, doença inflamatória pelvica crónica (DIP), patologia ovárica tumoral ou quística, estenose ou oclusão cervical, miomas ou pólipos uterinos, malformações congénitas, DIU e aderências uterinas.

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Tratamento para alivio das dores menstruais
Dores menstruias ou dismenorreia

Fonte: Italfarmaco

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Herpes labial como tratar



Irrompem nos lábios ou na cara pequenas bolhinhas, dolorosas. Mesmo quando ainda não se veem, são um episódio de herpes labial a começar.
De contágio fácil, importa dar-lhe a devida atenção para prevenir e tratar.

O herpes labial é uma infecção causada por um vírus altamente contagioso - o herpes simplex, sendo contraída, muitas vezes, na infância e adolescência. Os sintomas da primeira infecção surgem uma a três semanas após o contágio e desaparecem no fim de sete a dez dias. Após esta primeira infecção, o vírus permanece adormecido (latente) no organismo, instalando-se nas células nervosas à espera de ser reactivado, o que pode acontecer devido a uma variedade de factores - stress, febre, menstruação ou exposição ao sol. Nem sempre se consegue identificar a causa da reactivação.

É nos lábios, ou em volta deles, que geralmente se localizam as lesões típicas do herpes labial, embora também se possam estender a outras zonas como o nariz, as bochechas ou o queixo. Quando aparecem perto dos olhos é necessário cuidado médico especializado. Estas lesões são totalmente identificáveis são pequenas bolhinhas cheias de líquido, que emergem numa zona da pele vermelha e em relevo. A sua presença pode ser anunciada por comichão ou uma ligeira dor. Quando surgem, vão evoluindo até cicatrizarem: a bolsa acaba por se romper e liberta o líquido, formando-se depois uma crosta amarela.

É quando as lesões estão à vista que o risco de contágio é maior. Mas, quando elas desaparecem, esse risco por vezes mantém-se:é que o vírus, mesmo latente, pode continuar a ser transmitido. Além de que há infecções sem sintomas: o vírus pode estar activo sem que haja comichão,dor ou lesões. Beijos, partilha de objectos de uso pessoal como lâminas de barbear, toalhas, pratos, copos e talheres, batons e outros cosméticos constituem uma porta de entrada do vírus no organismo.

Fonte: +saúde.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Gripe como prevenir

Saiba como prevenir a gripe

 A gripe bate-nos à porta todos os anos, principalmente no inverno. Antes que ela chegue, defenda-se: saiba como preveni-la, quais os sintomas e como se trata.
A gripe é uma infecção respiratória provocada pelo vírus influenza. Transmitido pelo ar, nas gotículas expelidas quando se expirra, tosse ou simplesmente quando se fala, não implica contacto físico para haver contágio. Quando infetados, as pessoas espalham o vírus,contagiando outros indivíduos mesmo antes de terem sintomas que apenas surgem ao fim de dois a quatro dias. Os sintomas da gripe manifestam-se de forma súbita: primeiro arrepios, febre,alta (38ºC-40º), dores musculares, articulares e de cabeça. só depois surgem queixas respiratórias, garganta irritada e dorida,olhos inflamados, nariz congestionado ou a pingar.
Nas crianças são também frequentes náuseas, vómitos e diarreia, bem como prostração, sobretudo nas mais pequenas.
A febre tende a ser mais elevada e podem desenvolver-se infeções a nível dos ouvidos (otite).

As alternativas possíveis, sob recomendação médica ou farmacêutica, incluem:
  • Antipíreticos e analgésico, para a febre e dores;
  • Antitússicos para a tosse seca;
  • Expetorentes, para a tosse com expectoração
  • Descongestionantes para a congestão nasal (nariz entupido).

A gripe partilha sintomas com as constipações com a diferença de que se declaram subitamente, são mais graves e afectam mais profundamente o sistema respiratório.
É geralmente benigna, mas importa tratá-la sob pena de evoluir para uma doença respiratória mais grave tal como a pneumonia que é uma das complicações mais frequentes

associadas à gripe. Com uma duração média de cinco a sete dias o seu tratamento é dirigido aos sintomas.
Existem também fármacos antiviricos usados na prevenção (em condições especiais) e no tratamento da gripe: de prescrição médica, devem ser tomados no primeiro dia da infecção e ajudam a atenuar os sintomas, diminuindo  a duração da doença e o risco de complicações.
Os antibióticos não são úteis no tratamento da gripe, pois só combatem as bactérias e apenas são usados se a gripe evoluir para uma infecção bacteriana (por exemplo para pneumonia).
Além dos medicamentos deve-se ingerir líquidos em abundância, repousar, alimentar-se correctamente, evitar mudanças de temperatura e permanecer num espaço arejado.
Como me posso proteger a mim e aos outros?
Estar informado é o melhor que pode fazer para se proteger a si e aos outros.

Gestos de prevenção são meio caminho andando:
  • Evite o contacto próximo com os outros doentes;
  • Evite espaços fechados e com muitas pessoas;
  • Cubra a boca e o nariz com um lenço de papel sempre que sentir que vai tossir ou espirrar;
  • Use cada lenço de papel apenas uma vez, depois de usado deite-o no lixo;
  • Lave frequentemente as mãos com água e sabão (40 a 60 segundos) ou com um produto com álcool (líquido, gel ou toalhetes) esfregue e deixe secar sem passar por água;
  • Antes de começar Setembro de cada ano consulte o seu médico sobre a vacina da gripe. A vacina da gripe está particularmente recomendada para pessoas com mais de 65 anos, diabéticas, pessoas com doença crónica nos pulmões, coração, fígado ou rins. Crianças com mais de 6 meses e problemas respiratórios, pessoas como sistema imunitário deprimido, profissionais de saúde, profissionais de saúde e cuidadores de doentes ou idosos também devem ser vacinados.

Artigos relacionados:
Gripes e constipações

Fonte: + saúde



                                                                                                                                             
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