segunda-feira, 30 de julho de 2018

Vantagens da medicação hormonal na menopausa

Muitas mulheres poderão beneficiar da terapêutica hormonal (TH) durante e após a menopausa.
Um plano terapêutico hormonal baseado numa seleção cuidadosa das doentes, uma análise precisa da relação risco- benefício e as estratégias para minimizar os riscos podem ajudá-las a alcançar uma melhoria da qualidade de vida.

À medida que as mulheres entram em menopausa, verifica-se uma redução gradual mas substancial da produção de hormonas ováricas, precipitando uma grande variedade de sintomas que podem afetar as atividades diárias e a qualidade de vida.

A perda das hormonas ováricas (estrogénios e progesterona) põe igualmente em marcha uma alteração no metabolismo ósseo, conduzindo a perdas significativas da densidade e da resistência ósseas. Além disso outros sistemas do organismo, incluindo o urogenital, vascular e nervoso central, são igualmente afetados pela perda das hormonas ováricas.

A possibilidade da terapêutica hormonal poder ser utilizada com segurança para prevenir estas alterações constitui uma questão importante que as mulheres na menopausa, bem com os seus médicos, devem equacionar. No entanto, não existe apenas uma resposta correta, cada mulher e o seu médico devem decidir se a terapêutica hormonal é uma opção de tratamento apropriada para a primeira. Um grande número de estudos com evidência cientifica aborda esta questão; a resposta dependerá da realização de uma análise de risco-beneficio. Quando se procede a essa avaliação é importante ter em consideração três fatores que afetam profundamente o perfil risco- beneficio da terapêutica hormonal: a idade quando do seu início, a dose de hormonas e a via de administração.

Idade quando do inicio da terapêutica hormonal
A ação benéfica dos estrogénios consiste na sua capacidade para prevenir as alterações nos tecidos saudáveis.

A deficiência de estrogénios ao longo de um período de muitos anos pode resultar em alterações significativas e irreversíveis, tais como pode resultar em alterações significativas e irreversíveis, tais como perda de massa óssea, atrofia vaginal e da bexiga e uma elasticidade reduzida da pele. Ao administrar a terapêutica hormonal para restabelecer os níveis baixos de estrogénios na pré-menopausa, as lesões dos tecidos podem ser retardados ou interrompidas.
O momento do início da terapêutica hormonal é crítico para compreender a ação terapêutica das hormonas. Esta hipótese é apoiada por um grande número de estudos que mostram consistentemente uma janela terapêutica para o início da terapêutica para diversos tipos de tecidos, incluindo o osso e apele, bem como os aparelhos urogenital, cardiovascular e o sistema nervoso central.
O inicio da TH por volta dos 50 ou dentro dos primeiros dez anos da menopausa maximiza o perfil risco- benefício.

Posologia da terapêutica hormonal
Uma segunda influência comum sobre o perfil risco benefício da terapêutica hormonal é a dose de estrogénios e de progestagénios.

Existe uma evidência significativa de que a terapêutica hormonal em doses baixas é eficaz na prevenção da perda óssea e no tratamento dos sintomas menopáusicos, com menos hemorragias e com uma menor incidência de outros efeitos em comparação com as doses mais elevadas. O mais importante é que as doses mais baixas estão igualmente associadas a riscos mais baixos.

Nurses health Study (NHS) foi um estudo de coorte, prospetivo, observacional realizado em 70.533 mulheres pós- menopáusicas que investigou a duração, a dose e o tipo de terapêutica hormonal na prevenção da doença cardiovascular ao longo de vinte anos de seguimento. Os investigadores verificaram que uma dose de 0.3mg/ dia de estrogénios foi associada a um risco mais baixo, estatisticamente, significativo, tanto de doença cardiovascular como de acidente vascular cerebral, enquanto doses mais elevadas foram associadas a um risco aumentado de acidente vascular cerebral mas a um risco reduzido de doença cardiovascular.

Avaliação dos benefícios da terapêutica hormonal
Se for iniciada dentro da janela terapêutica, a terapêutica, com estrogénios apresenta benefícios evidentes referidos em múltiplos estudos.


Entre eles salientam-se o alívio dos sintomas vasomotores, a proteção relativamente à perda óssea e a fraturas osteoporóticas e a proteção e tratamento da atrofia urogenital. Além disso, os estudos indicaram que a terapêutica com estrógenios pode prevenir a doença cardiovascular, diminuir a mortalidade global, reduzir a redistribuição de gordura relacionada com a menopausa, conferir proteção contra a perda de colagénio relacionada com a menopausa ao nível da pele e a subsequente formação de rugas, reduzir as taxas de doenças reumáticas, de cancro do colon e a perda de dentição, diminuir a incidência de doença de Parkinson, de demência e de doença de Alzheimer e prevenir a perda de memória para factos recentes e melhorar o funcionamento cognitivo.

Os estrogénios encontram-se aprovados sob diversas formas e pela US Food and Drug Administartion (FDA) para a prevenção da perda óssea e da osteoporose relacionadas com a menopausa.
O estudo WHI referiu reduções significativas nas fraturas nas mulheres tratadas com estrógenios numa população geral menopáusica (sem osteoporose conhecida). Especialmente, o estudo WHI constatou s existência de menos 44 a 47 fraturas totais e menos fraturas do colo do fémur por 10.000 mulheres- ano nas paricipantes do estudo medicadas com uma TH combinado e menos seis fraturas do colo do fémur e menos 50 fraturas osteoporóticos em geral no da terapêutica com estrogénios isolados.
Além disso, em termos de proteção contra a perda óssea e fraturas femorais, os estrogénios não estão associados a fraturas femorais, os estrogénios não estão associadas a fraturas a fraturas femorais atípicas, a displasia mandíbular e a cancro esofágico que foram atribuídos à utilização prolongada de bifosfonatos para a proteção óssea.

Mais de 40 anos de ensaios clínicos indicam a presença de uma proteção cardiovascular significativa com a terapêutica com estrogénios isolados nas mulheres menopáusicas, particularmente se for utilizada uma dose baixa e se  a terapêutica for iniciada dentro da janela terapêutica. Os estudos ELITE e KEEPs constituem ensaios clínicos prospetivos, aleatorizados, desenhados para melhor documentar e definir os benefícios cardiocvasculares da TH.
O WHI revelou a existência de uma redução não significativa na doença cardiovascular (menos cinco casos/ ano por 10.000 mulheres- ano) nas mulheres sob terapêutica com estrogénios isolados em comparação com o placebo durante a fase de intervenção. Durante a fase pós intervenção, os resultados variaram significativamente em função da idade, embora continuasse a existir uma doença cardíaca entre os grupos medicados com estrogénios isolados e com placebo. As mulheres com idade compreendida entre os 50 e os 60 anos apresentavam uma taxa significativamente reduzida de ataques cardíacos enquanto as mulheres com idade compreendida entre os 70 e 80 anos tinham um risco aumentado.
Os novos resultados do estudo WHI sobre a calcificação das artérias coronários recentemente a existência de um efeito cardioprotetor nas mulheres que iniciaram a terapêutica entre os 50 e os 59 anos. Após um período médio de 8, 7 anos, as mulheres do ramo medicado com estrogénios isolados apresentavam deposições significativamente menores de cálcio nas artérias coronárias em comparação com as que receberam placebo. As mulheres que aderiram à terapêutica durante pelos menos cinco anos apresentavam uma redução de 64% na deposição de cálcio nas artérias coronárias. Ambas os braços do estudo WHI referiram uma redução acentuada nos novos casos de diabetes durante os sete anos de ensaio clínico.

Ao selecionar uma opção hormonal para uma doente, devem ser tomadas em consideração os seguintes aspetos para maximizar os benefícios e minimizar os riscos:

A altura em que é iniciada a terapêutica é importante
O início da TH nas mulheres saudáveis com idade inferior a 60 anos ou nos dez anos que se seguem ao início da menopausa não se encontra associado a um aumento de risco de doença cardíaca. Muitos estudos indicam que a terapêutica com estrogénios, na realidade, protege os vasos coronários e reduz de eventos cardiovasculares.

A continuação de uma terapêutica
Com uma dose baixa até aos 60 anos de idade ou para além desta parece prolongar essa proteção

Minimize a dose
A seleção da dose mais baixa eficaz para os sintomas menopáusicos diminui o risco de efeitos secundários e de problemas hemorrágicos. A terapêutica com uma dose baixa está associada a efeitos benéficos sobre o metabolismo está associada ósseo e o tecido vaginal. À medida que as mulheres envelhecem, a sua taxa metabólica diminui, devendo ser considerada uma redução da dose.

Fonte: ISDIN

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sexta-feira, 20 de julho de 2018

Como usar o BIO-OIL na gravidez

BIO-OIL pode ser utilizado durante toda a gravidez. Para prevenir as estrias é especialmente importante a aplicação a partir do segundo trimestre, altura em que a pele sofre maiores alterações
Deve aplicar nas zonas propensas ao aparecimento de estrias.
Repetir a aplicação duas vezes por dia, de manhã e à noite, durante um período mínimo de 3 meses.
Ao fim de 8 semanas 100% das mulheres registaram melhorias evidentes na aparência das estrias.

BIO-OIL
PURCELLIN OIL
O ingrediente revolucionário que altera a consistência geral da fórmula tornando-a rapidamente absorvível.

VITAMINA A e E
Antioxidantes ajudam a manter a pele sã e a combater os sinais do envelhecimento
Ajudam na retenção de água, lubrificando e hidratando.

ÓLEO DE CAMOMILA;LAVANDA; ALECRIM E CALÊNDULA
Produtos naturais com poder suavizante, hidratante e revigorador da pele
Ajudam a melhorar a aparência de cicatrizes e estrias.

Fonte: OMEGA PHARMA

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Tratar calores da menopausa com Activelle


Quem está na menopausa sabe muito bem como são desagradáveis e por vezes constrangedores os afrontamentos (sensações de calor sobretudo na parte superior do corpo e rosto).

O Activelle é um medicamento que é normalmente usado para tratar estes sintomas.

Activelle 0,5mg/0,1mg
0,5 mg estradiol + 0,1mg de acetato de noretisterona.

Ultra baixa dose de terapêutica hormonal (TH) para redução eficaz dos sintomas da menopausa.
  • TH (terapêutica Hormonal na menopausa) indicada para mulheres pós- menopáusicas com útero intacto
  • Alivio dos sintomas vasomotores e proteção endometrial
  • Ultra baixa dose
Vantagens:
  • Redução sintomas vasomotores (afrontamentos)
  • Melhorias significativas nos padrões do sono
  • 95% das mulheres sem hemorragia no final do 1º mês
  • 89% das mulheres sem hemorragias no final do 6º mês
  • Sem alterações da densidade mamária
  • Sem alterações do endométrio (revestimento interno do útero)
  • Fraca associação a eventos cardiovasculares
  • Bom perfil de segurança
  • Boa tolerabilidade

Fonte: ISDIN

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quarta-feira, 4 de julho de 2018

Contracepção Injetável

Contracepção injetável progestativa
O fármaco utilizado é o acetato de medroxiprogesterona, na dose de 150mgr, por via intramuscular, de três em três meses.
Foi a primeira e, por muito tempo, a única formulação disponível para contracepção hormonal de longa duração. Teve grande utilização mas está em desuso, atendendo que outras opções foram criadas, com maior duração e melhor aceitação por parte da mulher.

É um método de elevada eficácia contraceptiva. Quando administrado nos primeiros 5 dias do ciclo adquire logo eficácia contraceptiva com concentrações plasmática máximas que baixam progressivamente nas 12 semanas seguintes, mantendo até então níveis de eficácia, devendo ser realizada nova injeção.

Está particularmente indicado nas situações que requeiram uma contracepção eficaz, reversível, não dependente da utilizadora (défice cognitivo ou outros) com vantagem de ter baixo custo.
Poderá ser também opção em algumas situações clínicas:
  • Anemia de células falsiformes- diminui a frequência de falsiformações
  • Epilepsia- diminui a excitabilidade do SNC e o número de crises epilépticas
  • Trombofilias
As contraindicações são comuns aos contraceptivos com progestativos isolados,(como a pílula sem estrogénios - CPO e o implante subcutâneo) mas tem algumas reservas específicas.
  • Pode afetar o pico de massa óssea, o que contradica o uso em adolescentes e reservas em mulheres até as 25-30 anos.
  • Pode ocorrer ligeiro aumento do risco de cancro da mama nos primeiros 4 anos de uso
  • Pode ocorrer desenvolvimento de diabetes mellitus de tipo 2 em mulheres com diabetes gestacional e IMC (Índice de massa corporal) elevada.
  • Não esta indicada no LES (Lupus Eritematoso Sistêmico)
  • O retorno aos ciclos ovulatórios é irregular e pode ficar comprometido por 6 a 18 meses.
Fonte:Gedeon Richter

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quarta-feira, 27 de junho de 2018

Quem pode e quem deve fazer a pílula sem estrogénio

Para escolher um método contraceptivo devemos ter em conta as características do método no contexto dos elementos pessoais da mulher.
  • Preferências
  • Parâmetros menstruais (abundância e duração do fluxo, dores. etc)
  • Presença e importância de factores de risco para eventos cardiovasculares (IMC- Índice de massa corporal, hipertensão, tabagismo, trombofilia pessoal ou familiar, cefaleias intensas em particular com aura e antecedentes de tromboembolismo).
  • Puerpério/amamentação.
  • Antecedentes tumorais ou outros.

A COP (Contracepção oral progestativa/ pílula sem estrogénio) implica a toma de um comprimido diário sem pausas, o que é comum e perfeitamente aceitável pelas mulheres, com exceção daqueles que apresentam perturbações cognitivas que tornam mais indicado o uso de método de longa duração não sujeitos a ao défice da sua autonomia.

Com a utilização da COP (Contracepção oral progestativa) fora do puerpério a mulher vai alterar o seu padrão menstrual o que lhe deve ser explicado, para que esteja preparada para lidar com a situação e optimizar o método.

De uma forma geral a COP (Contracepção oral progestativa, / pílula sem estrogénios) pode ser usada  por qualquer mulher, mas está particularmente indicada nas situações de intolerância, reserva ou contraindicação aos estrogênios

A grande vantagem da COP é a redução do risco tromboembólico e dos efeitos metabólicos sobre os glúcidos e lípidos, comparativamente aos contraceptivos combinados.

Quem pode fazer?
Todas as mulheres saudáveis.

Quem deve fazer?
  • Intolerância ao uso de estrogênios (náuseas, tensão mamária cefaleias e edemas)
  • Fumadoras independentemente da idade.
  • Hiperestrogenismo
  • Síndrome pré- menstrual
  • Cefaleias catameniais (dores de cabeça durante a menstruação) sem e com aura
  • Antecedentes da TEV ou após trombose venosa superficial
  • Menorragias
  • Endometriose.
  • Hipertensão arterial controlada
  • Doenças sistêmicas crônicas
  • Amamentação após 3 semanas do parto.

terça-feira, 19 de junho de 2018

Factores que afetam a fertilidade do casal.

De forma a alcançar uma gravidez com sucesso, vários pré- requisitos são indispensáveis:
Uma boa qualidade ovocitária e espermática (das células reprodutoras femininas e masculinas);
A integridade e permeabilidade das trompas de Falópio (assegurar que o canal que capta o óvulo feminino e onde se dá a fecundação esteja funcional);
Capacidade espermática para penetrar e fertilizar o óvulo;
Um útero anatomicamente normal e um endométrio receptivo à nidação do ovo (a cavidade uterina onde o embrião se irá implantar deverá estar morfológica e funcionalmente preparada).

Uma alteração em qualquer um destes fatores poderá reduzir a fertilidade do casal e pode ser uma causa de infertilidade
A taxa normal de sucesso mensal é de 25% aos 25 anos. Contudo, esta diminui com o aumento da idade feminina. Sobretudo após os 35 anos de idade, verifica-se uma diminuição da ovulação e da qualidade dos óvulos.
Com um tratamento adequado, 85% dos casais passa por ser uma doente informada.

Factores que intervenientes na fertilidade
Existe um conjunto de factores que podem intervir na fertilidade do casal, como sejam a idade (Sobretudo do elemento feminino), o peso a frequência semanal de relações sexuais, o tabaco, o álcool, doenças sexualmente transmissíveis, consumo de drogas e factores ambientais ( pesticidas, entre outros)

A idade da mulher é muito importante no que se refere à probabilidade de obtenção de uma gravidez.
Esta questão relaciona-se com a quantidade de ovócitos e a sua qualidade (diretamente implicada na qualidade embrionária após a fecundação).
Muitos casais necessitam de tratamento mais avançados de fertilidade, nomeadamente Procriação Medicamente Assistida (PMA), em resposta ao declínio da qualidade ovocitária e resultante do aumento da idade.

A obesidade

A obesidade afeta negativamente o potencial reprodutivo, pois interfere com mecanismos metabólicos e hormonais, resultando numa menor frequência ovulatória e reduzidas hipóteses de gravidez. O risco de diabetes gestacional (que pode ocorrer durante a gravidez) está aumentado duas (no caso de obesidade) a oito vezes (no caso de obesidade mórbida). Os recém -nascidos de mulheres obesas têm um risco aumentado de morte perinatal e de anomalias congénitas e cardíacas.

 Tabaco
O tabaco duplica o risco de infertilidade e pode promover os seguintes acontecimentos:
declínio das taxas de gravidez em cerca de metade; aumento das taxas de aborto;
depleção prematura da reserva ovárica (menopausa mais cedo); aumento da mobilidade e da normal morfologia dos espermatozoides; diminuição da capacidade de fecundação; e,tem ainda efeitos negativos no feto (baixo peso à nascença, maior risco de fendas leporinas e de síndrome de morte súbita do recém-nascido).

O consumo de álcool

O consumo de álcool condiciona, na mulher, um decréscimo nas taxas de gravidez e um aumento das taxas de aborto e infertilidade de causa ovulatória; no homem, uma diminuição dos níveis de testosterona e da produção espermática, e impotência. Também provoca efeitos negativos no feto, morte fetal, parto prematuro e compromisso do crescimento fetal.

Prazer com moderação
  • Deverá manter uma alimentação saudável, variada e poli-fracionada em complemento com um suplemento de ácido fólico e outros micronutrientes essenciais;
  • Mantenha um estilo de vida saudável;
  • Pratique exercícios físico.

Fonte: EFIK

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quinta-feira, 14 de junho de 2018

Infertilidade o que é?

A infertilidade é uma doença que pode ser definida como a incapacidade de engravidar após 12 meses de vida sexual regular sem a utilização de um método contraceptivo, ou a inabilidade de se conseguir um desfecho de gravidez com sucesso, estando assim incluído na definição os abortos de repetição.
Pelo menos um em cada seis casais necessitam de ajuda especializada em qualquer momento das suas vidas devido a dificuldade em conceber o número de crianças que desejam.
A esterilidade ocorre quando não há qualquer hipótese de ocorrer uma gravidez.

Quando recorrer a um especialista?
Em geral, é adequado ser avaliado no contexto de infertilidade após 12 meses sem sucesso na tentativa de obter uma gravidez (ou após seis meses se a mulher tiver mais 35 anos de idade).
Muitos casais iniciam a avaliação diagnóstica da sua infertilidade com o seu ginecologista, enquanto outros preferem recorrer diretamente a uma consulta de apoio à fertilidade- Consulta da medicina da reprodução.
Ambas as vias são adequadas, devendo a referenciação ao especialista precocemente se a mulher tiver 35 ou mais anos de idade.

Incidência da infertilidade
Em condições completamente normais ocorrem 20 a 25% de gravidezes por ciclo ovulatório.
A infertilidade é um problema comum que afeta 10 a 15% dos casais em idade fértil.
No nosso país, de acordo com os dados do primeiro estudo sobre a infertilidade realizado pela Sociedade Portuguesa da Medicina da Reprodução, existem 290 mil casais portugueses afetados por problemas de infertilidade.
Cerca de dois terços dos casais que procuram uma intervenção médica conseguem ter um filho.
Apenas 10% dos casos de infertilidade são tratados com recurso a técnicas de procriação medicamente assistida (PMA).
Apenas 1% das crianças nascidas em Portugal, cerca de mil por ano, advêm de técnicas de PMA.

Problemas de infertilidade mais frequentes
Na mulher
  • 40% corresponde a disfunção ovulatória
  • 40% A fator tubário e pélvico
  • 10 % A causa inexplicada
  • 10% Outros fatores

No Homem
  • 90% Corresponde a alterações na espermatogénese
  • 6% Obstrução
  • 4% Disfunção sexual.

Casal
  • 35% corresponde a factor tubário e pélvico
  • 35% Fator masculino
  • 15% Disfunção ovulatória
  • 10% Causa inexplicada
  • 5% Outras causas

Infertilidade inexplicada ou idiopática
Cerca de 10 a 15% dos casais inférteis têm uma avaliação global completamente normal.

O diagnóstico da infertilidade
A Avaliação do casal tem como objetivos encurtar o tempo necessário para a obtenção da gravidez pretendida, identificar a(s) causa(S) de infertilidade, avaliar riscos, estabelecer o prognóstico avaliar a necessidade de suporte emocional e possibilitar o interromper do diagnóstico e da terapêutica quando necessário.
A primeira consulta de avaliação é a mais importante. A infertilidade é discutida como um problema do casal, pelo que ambos devem estar presentes.

Nesta consulta é feita a recolha dos dados clínicos, elaborada a história clínica de ambos os elementos do casal e realizado o exame clínico da mulher (com avaliação dos parâmetros biométricos, sinais clínicos de androgenidade e exame ginecológico), o que vai permitir delinear um plano diagnóstico e terapêutico.


Esquema de investigação da infertilidade

O esquema de investigação da infertilidade compreende a realização de exames dirigidos a estabelecer a causa de infertilidade.
Estão ao dispor do médico especialista as ferramentas laboratoriais para o estudo de eventuais infeções e o estudo hormonal nas situações de alterações da ovulação, exames de imagem como Ecografia e a histerosssonografia (HSSG), a histerossalpingografia (HSG) para estudo indireto da anatomia pélvica e avaliação da permeabilidade das trompas, o espermograma, que permite avaliar a quantidade, a qualidade e a capacidade de migração e de sobrevivência dos espermatozoides. Também a Histeroscopia e a Laparoscopia diagnóstica para avaliação direta da anatomia uterina e pélvica e da permeabilidade das trompas.

Fonte: EFIK

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