terça-feira, 29 de março de 2016

O que é a Síndrome da Bexiga Dolorosa/ Cistite Intersticial?

A Síndrome da Bexiga Dolorosa/ Cistite Intersticial(SBD-CI), é uma das perturbações de dor pélvica crónica, é uma condição que resulta da ocorrência de desconforto ou dor recorrentes na bexiga e na região pélvica circundante. A doença, que é mal diagnosticada com muita frequência, tem um impacto negativo significativo na vida dos doentes, implicando necessidade frequente de urinar e dor crónica.

Qual é a causa da Síndrome da Bexiga Dolorosa/ Cistite Intersticial (SBD-CI)?
A causa é desconhecida. Ao contrário da cistite "vulgar", que é causada por bactérias e é sensível aos antibióticos, acredita-se que a SBD-CI não é provocada por uma infeção bacteriana e não responde à antioterapia convencional.

Quais são os sintomas da SBC-CI?
Os sintomas características da SBD-CI são:
  • Frequência: Frequência de mição durante o dia e/ou noite (até mais de 40 vezes por dia nos casos graves). Nos casos iniciais ou muito ligeiros, muitas vezes o único sintoma é a frequência.
  • Urgência: sensação de ter de urinar imediatamente, que também pode ser acompanhada por dor, pressão ou espasmos.
  • Dor: Pode existir dor na região abdominal baixa, na uretra ou vagina.É também frequente haver dor durante as relações sexuais.
Os homens com SBD-CI podem sentir dor testicular, escrotal e/ou perianal, bem como ejaculação dolorosa.

Como diagnosticar a Síndrome da Bexiga Dolorosa/ Cistite Intersticial (SBD-CI)?
Infelizmente, até à data não existe ainda nenhum teste de diagnóstico específico e reconhecido universalmente. Normalmente, o diagnóstico baseia-se em:
Sintomas: urgência, frequência ou dor pélvica ou dor na bexiga.
Achados cistoscópicos (exame ao interior da bexiga e das outras partes do sistema urinário feito por meio de um instrumento)
Exclusão de outras doenças da bexiga (infeção do trato urinário, tumor, tuberculose, etc.).

As dificuldades no diagnóstico diferencial de SBD-CI podem levar o doente a passar por um longo e doloroso processo até à sua obtenção.
Os doentes podem ser classificados em duas categorias distintas. A grande maioria (90%-95%) dos doentes é diagnosticada SBD-CI "inicial não ulcerativa". Acredita-se que os doentes que apresentam a doença "ulcerativa clássica" se enquadram na segunda categoria de  SBC-CI, a mais grave, podendo mesmo sofrer já de redução da capacidade e endurecimento das paredes da bexiga.

Por que motivo é difícil diagnosticar a SBD-CI?
O diagnostico de SBD-CI é difícil por vários motivos:
A origem da síndrome tem sido controversa. Só muito recentemente é que foi estabelecida, e se tornou prevalente, a teoria de que existe uma deficiência da camada bioprotetora da bexiga
São ainda utilizadas diferentes definições e terminologias: síndrome de bexiga irritativa, síndrome de urgência/frequência,síndrome de dor pélvica, cistite não bacteriana, etc.

A SBD-CI pode ser facilmente confundida com muitas outras doenças da bexiga, como a infeção do trato urinário (ITU), porque os sintomas de frequência e de urgência são comuns a maioria das doenças da bexiga. É normal uma doente do sexo feminino ser inicialmente diagnosticada erradamente como uma infeção bacteriana (cistite). Aos homens com sintomas de SBD-CI é frequentemente confundido com o diagnóstico de prostatite ou obstrução da saída da bexiga.

Deficiência da barreira sangue- urina da bexiga
Existe uma camada protetora da bexiga, a chamada de glicosaminoglicanos (GAG), que constitui uma bio-barreira contra os microrganismos, carcinógénios, cristais e outros agentes presentes na urina. Esta "biocamada" existente na superfície interna da parede da bexiga foi identificada como sendo a principal mecanismo de defesa para a proteção do epitélio transicional (camada mais externa do tecido dos órgãos), contra agentes irritativos urinários.

No entanto, os estudos demonstram que nos doentes com SBD-CI existe uma deficiência nesta camada protetora, o que permite que as substâncias existentes na urina se tornem agressivas para a parede da bexiga e despoletem os sintomas da SBD-CI. Consequentemente, foi feito um grande esforço de investigação para o desenvolvimento de um revestimento protetor da bexiga, como o Cystistat (hialuronato de sódio), o que reveste a bexiga, restaura a camada protetora da mesma e consequentemente reduz a irritação.

Quantas pessoas sofrem de SBD-CI?
  • Aproximadamente 16500 em cada 100.000 indivíduos da população feminina
  • Aproximadamente 90% dos doentes com SBD-CI são mulheres.
  • A média de idades de aparecimento da doença é de 40 anos
  • É invulgar ocorrer uma deterioração tardia dos sintomas.
  • 50% dos doentes com SBD-CI sentem dor ao viajar de automóvel
  • Quase 2/3 dos doentes não conseguem trabalhar a tempo inteiro.

A dieta é importante?
É sempre importante ingerir quantidades razoáveis de fruta  e de vegetais. Tem eliminar da sua dieta alimentos muito condimentados. As informações obtidas nos estudos revelam que os seguintes alimentos e bebidas aumentam o nível de dor: álcool, bebidas gaseificadas, todos os alimentos que contêm cafeína (chá, café, chocolate, etc), alimentos e bebidas com elevado teor de acidez (laranjas, toranja, limões e tomates), queijo curado,iogurte e pickles. Adoçantes artificiais, açúcar e aspirina também são irritantes.

Viver de novo
Cystistat contém hialuronato de sódio, que é o principal componente da camada protetora da bexiga. É uma solução que é instilada num procedimento seguro e simples, diretamente para dentro da bexiga, Atua como substituto temporário da camada de GAG deficiente. Cystistat só deve ser administrado por pessoal médico qualificado ou doentes que tenham recebido formação apropriada.

Efeitos secundários mínimos
Como Cystistat é administrado através de instilação intravesical, é praticamente isento de efeitos secundários sistémicos.
Cystistat foi utilizado no tratamento de várias formas de cistite (inflamação da bexiga) com um excelente perfil de segurança.

Noutras formas de cistite
Ao substituir e proporcionar a restauração da camada protetora da parede da bexiga, Cystistat provou que alivia com êxito a dor e o desconforto da cistite intersticial, bem como de outras formas de cistite, como a cistite induzida por radiação, servindo também para fazer a prevenção de ITUs causadas por cateter e a prevenção da cistite bacteriana recorrente.

Prevenção da cistite bacteriana recorrente
As infeções do trato urinário (ITU) encontram-se entre as infeções bacterianas mais comuns, afetando as mulheres com uma frequência muito mais elevada do que os homens. As estimativas sugerem que cerca de um terço das mulheres terão tido pelo menos um episódio de ITU a exigir tratamento com antibiótico quando tiverem atingido os 24 anos de idade. Durante a vida, metade das mulheres terão tido pelo menos uma ITU. Observa-se também um nível elevado de recorrência de ITU, com uma taxa decerca de 25-35% no prazo de 3-6 meses.
Estudos realizados na Europa utilizando Cystistat demonstraram que o período livre de infeções aumenta até cinco vezes no caso das mulheres submetidas a terapêutica com Cystistac.

Alívio nas Complicações associadas à Radiação
A Cistite Induzida por Radiação (CIR) é um efeito secundário do tratamento dos cancros pélvicos por radiação, nomeadamente do cancro da bexiga ou da próstata, bem como do cancro do útero,do colo ou dos ovários. Os doentes com cancro pélvicos podem sofrer de complicações induzidas pela radiação nos órgãos adjacentes, nomeadamente na bexiga. Os sintomas incluem inflamação da bexiga, dor, hemorragia minor a grave e um aumento da urgência urinária. Os sintomas podem ocorrer imediatamente após a radioterapia ou podem demorar até 10 anos aparecer. Os estudos demonstraram que Cytistat tem uma taxa de êxito excelente a nível da redução da toxicidade induzida pela radiação na bexiga de doentes que estão a fazer radioterapia.

Fonte: ipsen
Innovation for patient care





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