Mostrar mensagens com a etiqueta Métodos Contraceptivos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Métodos Contraceptivos. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Como funciona o DUI Mirena e o Jaydess





 








Sistema intrauterino libertador de progestativo

Trata-se de um dispositivo intrauterino que contém 52mg de levonorgestrel (Mirena) e recentemente no nosso país  encontra-se já aprovado o mesmo sistema com 13.5mg (Jaydess).
Tem um duplo mecanismo de ação: efeito de corpo estranho na cavidade uterina associada à ação predominantemente local do levonorgestrel.
O endométrio rapidamente fica atrofiado. Inibe a implantação mas sobretudo inibe a progressão dos espermatozóides, pelas alterações pronunciadas que provoca no muco cervical. Tem uma eficácia elevada. Após a remoção o endométrio rapidamente volta ao normal.

As concentrações plasmáticas progestativo atingem 100-200pg/ml nas primeiras semanas, diminuindo progressivamente, mas com grande variabilidade individual.
A frenação folicular dos ovários  é irregular, após o primeiro ano podem provocar alguns efeitos secundários adversos locais ou sistémicos, dos quais os mais comuns são: hemorragias uterinas irregulares (principalmente nos primeiros meses) tendendo a perdas progressivamente mais escassas para o que a mulher deve estar preparada, acne, alterações do humor, aumento da sensibilidade mamária e redução da libido.


É recomendando para 5 anos, mas há evidência que a eficácia se mantém até aos 7 anos (Mirena)
Tem uma taxa de expulsão que ronda 6% e de remoção à volta dos 15%. Tem benefícios não contraceptivos importantes sobretudo nas mulheres que apresentam fluxo menstrual abundante com ou sem anemia associada. Diminui a incidência de infeções pélvicas. Há ligeiro aumento da incidência de quistos nos ovários que resolvem de forma espontânea.

Está contraindicado nos casos de processos inflamatórios/infeciosos pélvicos, tumores hormonodependentes e quando o tamanho do útero é superior a uma gestação de 12 semanas ou na presença de distorção importante da cavidade uterina, sobretudo na presença de miomas submucosos.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Contracepção Injetável

Contracepção injetável progestativa
O fármaco utilizado é o acetato de medroxiprogesterona, na dose de 150mgr, por via intramuscular, de três em três meses.
Foi a primeira e, por muito tempo, a única formulação disponível para contracepção hormonal de longa duração. Teve grande utilização mas está em desuso, atendendo que outras opções foram criadas, com maior duração e melhor aceitação por parte da mulher.

É um método de elevada eficácia contraceptiva. Quando administrado nos primeiros 5 dias do ciclo adquire logo eficácia contraceptiva com concentrações plasmática máximas que baixam progressivamente nas 12 semanas seguintes, mantendo até então níveis de eficácia, devendo ser realizada nova injeção.

Está particularmente indicado nas situações que requeiram uma contracepção eficaz, reversível, não dependente da utilizadora (défice cognitivo ou outros) com vantagem de ter baixo custo.
Poderá ser também opção em algumas situações clínicas:
  • Anemia de células falsiformes- diminui a frequência de falsiformações
  • Epilepsia- diminui a excitabilidade do SNC e o número de crises epilépticas
  • Trombofilias
As contraindicações são comuns aos contraceptivos com progestativos isolados,(como a pílula sem estrogénios - CPO e o implante subcutâneo) mas tem algumas reservas específicas.
  • Pode afetar o pico de massa óssea, o que contradica o uso em adolescentes e reservas em mulheres até as 25-30 anos.
  • Pode ocorrer ligeiro aumento do risco de cancro da mama nos primeiros 4 anos de uso
  • Pode ocorrer desenvolvimento de diabetes mellitus de tipo 2 em mulheres com diabetes gestacional e IMC (Índice de massa corporal) elevada.
  • Não esta indicada no LES (Lupus Eritematoso Sistêmico)
  • O retorno aos ciclos ovulatórios é irregular e pode ficar comprometido por 6 a 18 meses.
Fonte:Gedeon Richter

Artigos relacionados:
 Pílula sem estrogénios
Implante Contraceptivo

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Quem pode e quem deve fazer a pílula sem estrogénio

Para escolher um método contraceptivo devemos ter em conta as características do método no contexto dos elementos pessoais da mulher.
  • Preferências
  • Parâmetros menstruais (abundância e duração do fluxo, dores. etc)
  • Presença e importância de factores de risco para eventos cardiovasculares (IMC- Índice de massa corporal, hipertensão, tabagismo, trombofilia pessoal ou familiar, cefaleias intensas em particular com aura e antecedentes de tromboembolismo).
  • Puerpério/amamentação.
  • Antecedentes tumorais ou outros.

A COP (Contracepção oral progestativa/ pílula sem estrogénio) implica a toma de um comprimido diário sem pausas, o que é comum e perfeitamente aceitável pelas mulheres, com exceção daqueles que apresentam perturbações cognitivas que tornam mais indicado o uso de método de longa duração não sujeitos a ao défice da sua autonomia.

Com a utilização da COP (Contracepção oral progestativa) fora do puerpério a mulher vai alterar o seu padrão menstrual o que lhe deve ser explicado, para que esteja preparada para lidar com a situação e optimizar o método.

De uma forma geral a COP (Contracepção oral progestativa, / pílula sem estrogénios) pode ser usada  por qualquer mulher, mas está particularmente indicada nas situações de intolerância, reserva ou contraindicação aos estrogênios

A grande vantagem da COP é a redução do risco tromboembólico e dos efeitos metabólicos sobre os glúcidos e lípidos, comparativamente aos contraceptivos combinados.

Quem pode fazer?
Todas as mulheres saudáveis.

Quem deve fazer?
  • Intolerância ao uso de estrogênios (náuseas, tensão mamária cefaleias e edemas)
  • Fumadoras independentemente da idade.
  • Hiperestrogenismo
  • Síndrome pré- menstrual
  • Cefaleias catameniais (dores de cabeça durante a menstruação) sem e com aura
  • Antecedentes da TEV ou após trombose venosa superficial
  • Menorragias
  • Endometriose.
  • Hipertensão arterial controlada
  • Doenças sistêmicas crônicas
  • Amamentação após 3 semanas do parto.

terça-feira, 13 de março de 2018

Como usar o anel vaginal Circlet

Antes de iniciar a utilização do Circlet é importante que leia o folheto informativo que se encontra dentro da embalagem.

A sua vida com Circlet
O seu médico prescreveu-lhe Circlet. É natural que tenha várias questões sobre um método contraceptivo que lhe é desconhecido
Para ajudar reunimos algumas questões que surgem frequentemente às mulheres sobre a utilização de Circlet.

O que é o Circlet?
O Circlet é um anel contraceptivo usado para prevenir a gravidez
Cada anel contém uma pequena quantidade de duas hormonas sexuais femininas- etonogestrel e etinilestradiol. O anel liberta lentamente estas hormonas para a circulação sanguínea.
O Circlet funciona como uma pílula contraceptiva combinada, mas em vez de uma toma díaria, o nale é usado durante 3 semanas seguidas.

Como é que uso o Circlet?
O seu médico irá dizer-lhe quando deverá iniciar a administração de Circlet pela primeira  vez.
O anel vaginal deve ser colocado no dia correto do seu ciclo menstrual e deverá permanece colocado por 3 semanas seguidas.

Semana1-Dia1:Inserção do anel
Semana2
Semana3
Semana4-Dia 21: Remover o anel

Para inserir o anel
  1.  Lave as mãos
  2. Segure o anel entre o seu polegar e o indicador
  3.  Quando o Circlet estiver colocado não o deverá sentir. Se se sentir desconfortável deverá empurrar o Circlet mais para dentro da vagina.

Alternativamente poderá inserir o anel utilizando o aplicador de Circlet:
1- Aperte os lados apostos do anel em conjunto e coloque o anel no interior do aplicador.
2- Empurre cuidadosamente o anel para dentro da cânula. Aponta do anel deverá ficar um pouco para fora da abertura da cânula.
3- Insira suavemente o aplicador na vagina. Use o seu dedo indicador para empurrar suavemente o êmbolo totalmente para o interior da cânula.

Remover o anel após 3 semanas
1- Lave as mãos
2- Alcance o anel com o seu dedo indicador e puxe-o
3- Coloque o anel no lixo doméstico preferencialmente dentro de um saco fechado.

Vou sentir o Circlet?
Se o Circlet estiver no sítio certo, não deverá senti-lo
Se se sentir desconfortável deverá empurrar o Circlet mais para dentro da vagina
A maioria dos parceiros não sentirá o anel durante a relação sexual e aqueles que sentem não referem desconforto

E se me esquecer de retirar o Circlet?
Se o seu anel permanecer colocado entre a 3ª e a 4ª semanas, ainda estará protegida de uma gravidez. Faça o intervalo sem o anel de uma semana normalmente e depois insira outro anel.
Se o seu anel estiver colocado durante mais 4 semanas existe a possibilidade de ficar grávida. Fale com o seu médico antes de colocar um novo anel.

É importante o local onde o Circlet fica posicionado?
A posição exata do anel dentro da vagina não é importante.
Se o anel estiver fora da vagina por um período inferior a 3 horas ainda estará protegida de uma gravidez. Poderá passar o anel por água fria ou norma (não utilize água quente) e volte a inseri-lo. Se o anel estiver fora da vagina mais de 3 horas, poderá não estar protegida de uma potencial gravidez, para mais detalhes sobre este assunto consulte o folheto informativo na embalagem de Circlet.

Será o Circlet menos eficaz se usar...
Tampões? Poderá usar tampões em simultâneo com o anel. Insira o anel antes de inserir o tampão. Deverá ter cuidado ao retirar o tampão, certificando-se que o anel não é retirado também. Se o anel sair deverá passá-lo por água fria ou norma (não utilize água quente) e colocá-lo de imediato.
Tratamento vaginais ou espermicidas? É pouco provável que o uso de espermicidas ou produtos para infecções vaginais (antimicóticos) reduza o efeito contraceptivo
E quando tiver vômitos ou diarreias? Uma vez que o Circlet não tem absorção intestinal, a eficácia não é afetada quando está doente ou tem episódios da diarreia.

Onde devo guardar o Circlet?
Guarde o Circlet fora do alcance das crianças. Guarde o seu Circlet na embalagem original abaixo dos 30ºC de modo a protegê-lo da luz e da humidade.
Não deverá utilizar uma embalagem de Circlet que lhe foi dispensada há mai 4 meses ou se a data de validade tiver expirado. A data de dispensa e a data de validade são visíveis na embalagem e na caixa. Não use o anel caso note que a cor do anel se alterou ou se houver sinais de deterioração.

O Circlet pode sair da vagina?
O Circlet pode ser acidentalmente expulso da vagina- por exemplo, se não foi colocado corretamente, aquando da remoção de um tampão, durante uma relação sexual. durante um episódio de obstipação, ou se tiver um prolapso dos órgãos pélvicos. Deste modo, deverá verificar regularmente se o anel se mantém na sua vagina.

Sentirei alguns efeitos secundários?
Tal como todos os medicamentos, o Circlet pode ter efeitos secundários..
Deve comunicar todos os efeitos secundários ao seu médico ou farmacêutico
para mais detalhes sobre este assunto o folheto informativo na embalagem de Circlet.

Fonte:MSD



domingo, 11 de março de 2018

Como atuar com hemorragias irregulares associadas ao Implanon

01-Realizar a história clínica
O médico deve saber a quanto tempo a mulher colocou o implante, como era o seu padrão hemorrágico anterior e como é o atual
Averiguar comorbilidades, consumo de drogas, tabaco, ou álcool, medicação concomitante, risco de IST (Infecções Sexualmente Transmissíveis)

02- Episódio de hemorragia
Perante um episódio de hemorragia uterina anômala, deve se excluída a hipótese de gravidez. O despiste de gravidez é recomendado em situações de suspeita de gravidez na altura em que o implante foi inserido ou na possibilidade de interações farmacológicas.

Dependendo das situações e da história clínica, deve ser também recomendada a realização de citologia despiste de IST ou outras causas.

03- Se surgir nos 3 primeiros meses
Se o episódio de hemorragia uterina anômala surgir nos primeiros três a seis meses de colocação do implante, é necessário aconselhar a doente e providenciar uma consulta de seguimento.
Nesta consulta se as queixas se mantiverem proporcionar tratamento farmacológico.

Opções farmacológicas
No controle da hemorragia uterina anômala com a utilização do implante contraceptivo

1ªOpção
Pílula oral combinada com 30 de Etinilestradiol- 21 dias. com pausa de 7 dias, 1-3 meses.

2ª Opção 
Acetato de MEdroxiprogesterona 10 mg, per os, 2* ao dia, 21 dias com uma pausa de 7 dias, até 3 meses ou Noretisterona, per os. 2* ao dia, 21 dias com uma pausa de 7 dias, até 3 meses

3ª Opção
Pílula oral progestativa de Desogestrel per os, diariamente, até 3 meses.

4ª Opção
Acido mefenâmico 500mg, per os, 5 dias, 2-3*/dia ou Ibuprofeno 400mg, peros, 3*/dia, 5 dias ou Celecoxib 200mg/dia, per os, 5 dias

5ª Opção
Estradiol 2mg/dia, per os, 7 dias ou 0,1mg/dia, via transérmica, 7 dias

6ª Opção 
Doxicilina 100mg, peros, 1-2 */dia , 5 dias.

Fonte: MSD

Artigos relacionados:
Vantagens e desvantagens do Implante contraceptivo 

sábado, 10 de março de 2018

Como tomar a pílula de 21 dias

 Inicie um novo Blister tomando o comprimido marcado com o correspondente dia da semana.
Tome um comprimido por dia, seguindo a direção das setas e até acabar o blister (21) dias.
Noa 7 dias seguintes não tome comprimidos
Nestes 7 dias deverá ter uma hemorragia de privação, que normalmente surge 2 ou 3 dias depois da toma do último comprimido
Deverá iniciar a toma de um novo blister no 8º dia após a toma do último comprimido.

Caso se tenha esquecido de um comprimido
O comprimido esquecido deve ser tomado o mais rapidamente possível e os restantes à hora habitual
A eficácia contraceptiva não terá sido afetada.

E passaram mais 12 horas
Deverá tomar o comprimido esquecido, mesmo que isso implique tomar 2 comprimidos num dia, e continuar a tomar os comprimidos seguintes à hora habitual.Precauções contraceptivas adicionais não serão necessárias nos 7 dias seguintes se o número de dias de contracepção, com toma correta prévia, for de pelo menos 7.

Outra opção pode ser não terminar o blister presente, se tomados pelo menos 14 comprimidos e, iniciar o período de intervalo, que nunca deverá ultrapassar os 7 dias. Deverá iniciar a toma de um novo blister no 8º dia após a toma do último comprimido.

Artigos relacionados:

Vantagens da Pílula 
Pílula sem estrogénios 
Fumar e tomar pílulas combinadas que contém estrogénio aumenta o risco vascular

segunda-feira, 5 de março de 2018

Contracepção de longa duração, qual a vantagem?


A contracepção de longa duração compreende um conjunto de métodos contraceptivos reversíveis de elevada eficácia que actuam por um longo período de tempo, como o SIU hormonal; o DIU de cobre e o Implante subcutâneo,

Porquê escolher um destes métodos e não a pílula?
 Cada vez mais mulheres em Portugal evitam a pílula devido os seus potenciais efeitos secundários: Ganho de peso, dores de cabeça. falta de apatite sexual, mau humor, coágulos de sangue, entre outros. Para além disso, a pílula acarreta consigo uma prisão à rotina diária da toma de um comprimido - para evitar o esquecimento, muitas mulheres trocaram já este método pela contracepção de longa duração. Acima de tudo, cada mulher é diferente com corpos diferentes, e um mesmo método não tem de se solução para todas.

Como posso obter uma destas alternativas?
Fala com o teu médico
Agenda com o teu médico a colocação e a consulta de acompanhamento
Questione o teu médico: um método de longa duração é ideal para mim?
Não penses mais nisso durante uns tempos. Estes métodos tem um período de eficácia entre 3 a 5 anos.

Quais são os benefícios para mim?
AS mulheres querem que a sua contracepção seja eficaz, com bom perfil de segurança, e reversível no momento em que optem por tentar engravidar.
Também é o que queres, certo?

Vantagens da contracepção de longa duração?
  • É reversível
  • Baixa dose hormonal
  • Liberta a mulher do esquecimento
  • É comparticipada pelo serviço nacional de saúde
  • Não influência o peso
Para mais informações:
www.contradelongaduracao.pt

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Nuvaring com aplicador oferece mais confiança e satisfação


A maioria das utilizadoras concorda plenamente que o aplicador aumentou a sua confiança na inserção
A maioria das utilizadoras que experimentou o aplicador concorda plenamente com a continuação de utilização.

Satisfação e facilidade de utilização do aplicador
Afirmações de satisfação das utilizadoras do aplicador Nuvaring
  • 81% É provável que continue a usar o aplicador
  • 82% O aplicador tornou-me mais confiante com a inserção de Nuvaring
  • 81% O aplicador tornou a utilização de Nuvaring mais fácil
  • 87% Estou satisfeita com o aplicador
  • 86% O aplicador é fácil de utilizar
  • 80% O aplicador aumentou o meu nível de conforto ao utilizar Nuvaring
* Numa escala de 1 a 7 onde 1 é discordo plenamente e 7 concordo plenamente
Top3 box é o somatório das percentagens de escolha dos números 5,6 e 7

Desenho do estudo:
 Estudo qualitativo de avaliação da satisfação das utentes do aplicador de Nuvaring
Feito a partir de um questionário online de duração de 10 minutos (n=287mulheres) das quais 36 eram portuguesas.


Vantagens do aplicador:
  • O anel fica bem posicionado
  • Facilita a colocação do anel
  • Sem contacto directo durante a inserção do anel

Fonte: MSD

Artigos relacionados: 
 O anel contraceptivo (Nuvaring)
Informação prática para as utilizadoras de Nuvaring (Anel vaginal)

sexta-feira, 19 de junho de 2015

ESSURE contraceção permanente


É um novo método de contraceção, pode substituir a laqueação das trompas.
É permanente, não é reversível, deve ter a certeza que não quer ter mais filhos.
O sistema Essure é um micro- dispositivo de oclusão das trompas para fins de contraceção permanente.
A colocação deste micro-dispositivo é realizado no serviço do ambulatório hospitalar, sem anestesia, sem cicatrizes e incisões. Não possui qualquer tipo de hormonas.
É um procedimento rápido, leva cerca de 15 minutos a realizar.
Durante este período, deve continuar a usar outro método de contraceção até à próxima consulta de revisão.
O sistema é colocado dentro da porção inicial das trompa através de vagina e cavidade do útero, sempre com visualização de uma micro-câmara (histeroscópio).
O dispositivo fica fixo às trompas e provoca uma resposta benigna de fibrose que leva à oclusão das trompas.
Três meses após a colocação do dispositivo (ESSURE), fará um teste de confirmação (Histerossalpingografia), para confirmar o posicionamento dos implantes e verificar a oclusão das trompas.

Contraindicações:
  • Infeção pélvica ativa ou recente
  • Gravidez ou suspeita de gravidez
  • Cavidade uterina ou trompas com alguma anomalia
  • Sangramento vaginal recente inexplicado
  • Alergia aos meios de contraste, titânio ou níquel
  • Toma atual de corticosteróides
  • Tumor maligno ginecológico suspeito ou conhecido

Possíveis efeitos secundários durante e depois a colocação do micro-dispositivo (ESSURE)
  • Sangramento vaginal
  • Sensação de desmaio
  • Dor pélvica ligeira a moderada

Importante saber:
  • Nem todas as mulheres que se submetem ao procedimento ESSURE conseguem a colocação correta de ambos os implantes.
  • Tal como todos os métodos de contraceção, não deverá ser considerado 100% eficaz.
  • Tem de utilizar outro método de contraceção pelo menos três meses após o procedimento.
  • A remoção dos implantes ESSURE requer cirurgia.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Pílula sem estrogénios

Contraceção sem estrogénios
O que deve saber
Adequada para mulheres que  não podem ou não querem utilizar estrogénios.

A pílula sem estrogénios ou contraceção oral só com progestagénio (COP), é um método anticoncetivo que é diferenciado dos contracetivos combinados por não conter estrogénios na sua composição e conter apenas um progestativo.


O efeito contracetivo da pílula sem estrogénios deve-se a:
  • Inibição da ovulação (tal como nas pílulas combinada)
  • Espessamento do muco cervical que impede a entrada dos espermatozoides no útero.
  • Alteração do endométrio não favorecendo a gravidez

A eficácia contracetiva de uma pílula só com progestagénio é similar à da pílula combinada.
A contraceção oral sem estrogénios é um método adequado para as mulheres que apresentam efeitos secundários relacionados com o uso de estrogénios, que têm alguma contraindicação médica para o seu uso e para mulheres que pretendam um método de contraceção sem estrogénios com elevada eficácia contracetiva.

Características principais:
  1. Eficácia a 99%
  2. Toma diária durante 28 dias
  3. Não contém estrogénios na sua composição
  4. Adequada para o puerpério e a amamentação
  5. Adequada para mulheres: fumadoras com mais de 35 anos, mulheres com enxaqueca com e sem aura, obesas, hipertensas, e com diabetes.

Como funciona a pílula sem estrogénios?
O efeito contracetivo da pílula sem estrogénios baseia-se fundamentalmente nas seguintes atividades do progestagénio:
Ao nível do ovário, bloqueando a ovulação
Ao nível do útero, aumentando a espessura e a viscosidade do muco cervical, impedindo assim a passagem dos espermatozoides.

Quando iniciar a pílula sem estrogénios?
Início sem estar a tomar nenhuma contaceção hormonal
Deverá iniciar a toma da sua pílula sem estrogénios no 1º dia da menstruação
Também é possível em qualquer dia do ciclo. Nata situação deve usar um método de barreira (preservativo) durante 7 dias. Se não o fizer e tiver relações sexuais desprotegidas deve usar contaceção de emergência.

Início pós-parto
Não interfere com amamentação e pode ser iniciado nos primeiros 21 dias depois do parto. Se iniciar depois (menos de 6 meses depois do parto) e tiver a amamentar exclusivamente não precisa de outra contraceção adicional. Se não o fizer e tiver relações sexuais desprotegidas deve usar contarceção de emergência.


Mudando de outro contracetivo hormonal combinado (pílula, sistema trandérmico e anel vaginal)
Mundando de outro contracetivo hormonal pílula combinada, adesivo e anel vaginal) pode começar a tomar a pílula sem estrogénios no dia seguir à toma do último comprimido da embalagem da pílula corrente ou no dia de remoção do seu anel vaginal ou adesivo (isto significa que não há um intervalo sem comprimido, sem anel vaginal ou sem adesivo).
Se a embalagem da sua pílula também contém comprimidos inativos, pode começar a tomar a pílula sem estrogénios no dia a seguir à toma do último comprimido ativo, (se não tem a certeza qual deles é, pergunte ao seu médico ou farmacêutico). Se seguir estas instruções, não terá de tomar precauções contracetivas  adicionais. Pode começar no dia em que deveria tomar a sua pílula corrente, colocar o anel vaginal ou o adesivo. Nesta situação deve usar um método contracetivo de barreira (preservativo) durante os primeiros 7 dias de toma de comprimidos, se não o fizer  e tiver relações sexuais desprotegidas deve usar contraceção de emergência.

Mudando de outro contracetivo oral só com progestagénios
Pode deixar de a tomar em qualquer dia e começar a tomar a nova pílula sem estrogénios, imediatamente, não precisando de tomar precauções contracetivas adicionais.

Mudando de um Injétavel, implante, dispositivo intrauterino (DIU) ou de um diapositivo intrauterino medicado (SIU)
Comece a utilizar a pílula sem estrogénios assim que se aproxime o dia de uma nova injeção ou, no dia em que seu implante ou DIU for removido. Não precisa de tomar precauções contracetivas adicionais.
Se começar a tomar a pílula sem estrogénios no dia de remoção do implante, DIU ou SIU ou no dia em que deveria fazer a injeção deve usar um método adicional (preservativo) durante 7 dias.

Depois de um aborto no primeiro trimestre

Recomenda-se que se comece imediatamente após o aborto. Neste caso não é necessário utilizar um método contracetivo adicional.

Como tomar a pílula sem estrogénios?

Cada blister contém 28 comprimidos de de toma diária. Todos os comprimidos são ativos e da mesma cor (não tem comprimidos placebo). Com a pílula sem estrogénios, não existem intervalos ou descansos, deverá tomar todos os dias. Tome o comprimido diariamente e aproximadamente a mesma hora. Recomenda-se que o comprimido seja tomada com água. Na parte de frente do blister estão impressas setas e o respetivo dia da semana em que se deverá tomar cada comprimido.
Poderá ocorrer alterações no padrão menstrual?
É possível que surjam algumas perdas de sangue durante a toma de um contracetivo sem estrogénios, no entanto dever continuar a fazer a terapêutica diária, tomando os comprimidos diariamente. Consulte o seu médico ou farmacêutico no caso de ter alguma dúvida.
Durante a utilização da pílula sem estrogénios, o padrão menstrual fica alterado. No entanto também se poderá dar o caso de continuar a ter  menstruações regulares. Estas alterações são mais frequentes durante os primeiros meses de uso e tendem a diminuir com a duração do tratamento. No entanto deve continuar a toma diária.

As alterações do padrão de menstruação mais frequentes são:
  • Ausência de menstruação (Amenorreia).
  • Alterações  na frequência do aparecimento da menstruação, perda escassa irregular e não previsível.
  • Período menstrual mais prolongado, perda tipo menstrual regular mas mais escassas em quantidade,podendo ter uma duração mais curta ou mais prolongada que a menstruação habitual.
  • Diminuição do período menstrual.

Alertamos que, o aparecimento de um sangramento não esperado não compromete a eficácia contracetiva da pílula sem estrogénio, desde que a toma dos comprimidos tenha sido correta.
Para manter a eficácia de um contracetivo oral sem estrogénios, é importante tomar a pílula todos os dias à mesma hora, mesmo que surjam alterações no padrão hemorrágico.
Consulte um profissional de saúde em caso de dúvida.

Como atuar perante o esquecimento?
A proteção contracetiva pode ser reduzida  se o atraso for superior a 36 horas.

Se o atraso for inferior a 36 horas tome o comprimido assim e tome o comprimido seguinte à hora habitual. A ação contracetiva da pílula mantém-se.

Se o atraso for superior a 36 anos horas
Pode engravidar. Nestas circunstâncias continua a pílula sem estrogénios e tem de utilizar um método de barreira ( preservativo) durante os 7 dias seguintes. Se tiver relações sexuais desprotegidas deve fazer contraceção de emergência.

Se vomitar ou utilizar médico no período de 3 -4 horas após a toma da pílula ou tiver uma diarreia grave, a substância ativa pode não ter sido complemente absorvida. Siga os conselhos descritos para o caso de esquecimento.

A eficácia da pílula sem estrogénio pode ser influenciada pelo uso de alguns medicamentos indutores enzimáticos. Consulte um profissional de saúde em caso de dúvida.

Posso tomar a pílula sem estrogénios durante o período de amamentação?
Os contracetivos orais sem estrogénios são o método de eleição para as mulheres que se encontram a amamentar. Uma vez que não contém estrogénios não interfere na quantidade e qualidade do leite materno e em estudos que foram realizados não foram observados efeitos negativos no desenvolvimento e crescimento dos lactentes.

Perguntas mais frequentes
Que poderá acontecer se tiver vómitos ou diarreia durante o uso de um contracetivo oral sem estrogénios?
No caso de ter  alterações gastrointestinais graves a absorção pode ser comprometida  e deverá. Se tiver vómitos no período de 3- 4 horas após a ingestão do comprimido, deverá seguir as mesmas recomendações da toma de um comprimido.

A pílula sem estrogénios é tão eficaz quando a pílula combinada?
Sim, a eficácia da pílula sem estrogénios é comparável com a dos contracetivos orais combinados.

A toma de alguns medicamentos pode diminuir a eficácia da pílula sem estrogénios?
Sim, existem alguns fármacos que podem interferir  com os contracetivos hormonais podendo diminuir a sua eficácia. Alguns deles são:
Medicamentos, para tratar a epilepsia: Fenobarbital, primidona, carbamazepina, felbamato
Medicamentos, para o tratamento infeções virais: ritonavir, nelfinalvir
outros medicamentos: griseofulvina, produtos contendo hipericão (Erva de São João).
Antibióticos: rifampicina, rifanbutina...

No caso de se encontrar a fazer tratamento com um destes medicamentos, deverá utilizar um método de barreira durante o período  de administração concomitante do fármaco e durante 28 dias após a sua descontinuação.

A pílula sem estrogénios protege contra as doenças sexualmente transmitidas?

Não, nenhum método anticoncecional hormonal protege contra as doenças sexualmente transmissíveis, tais como HIV/ SIDA. Nas relações de risco é recomendado o uso de um método de barreira (preservativo).

Que efeitos secundários podem surgir com os contracetivos orais sem estrogénios?

O efeito secundário mais frequente associado à pílula sem estrogénio é
a alteração do padrão menstrual que pode ocorrer em cerca de metade das utilizadoras. Outros efeitos indesejáveis que poderão ocorrer, incluem cefaleias, náuseas, tensão e dor mamária, etc. Em caso de dúvida consulte um profissional de saúde.

Fonte:Gedeon Richter

Artigos relacionados:
 Quem pode e quem deve fazer a pílula com estrogénios
Como tomar a pílula de 21 dias
Fumar e tomar pílulas combinadas que contém estrogénio aumenta o risco cardiovascular
Vantagens da pílula

terça-feira, 9 de junho de 2015

O que é o Circlet


Circlet é um anel vaginal contracetivo utilizado para prevenir a gravidez. Cada anel contém uma pequena quantidade de duas hormonas sexuais femininas - etonogestrel e etinilestradiol. O anel liberta lentamente pequenas quantidades destas hormonas para a corrente sanguínea. devido a esta baixa libertação diária de hormonas, Circlet é considerado um contracetivo de ultra - baixa dosagem. Como Cirlclet liberta dois tipos diferentes de hormonas, é um contracetivo hormonal combinado.
Circlet tem o mesmo efeito da pílula contracetiva, mas em vez de tomar um comprimido todos os dias, basta colocar o anel na vagina uma vez por mês (liberta de forma contínua as hormonas contracetivas através da vagina).

Como utilizar Circlet?
A partir do momento em que coloca o anel vaginal, este não deve ser retirado durante 3 semanas. Ao fim de 3 semanas, retirar o anel no mesmo dia da semana em que foi colocado e, se possível, aproximadamente à mesma hora. Por exemplo, se colocou Circlet numa 4ª feira, por volta das 10 horas da noite, deverá retirá-lo 3 semanas mais tarde, por volta das 10 horas da noite.
Após ter removido o anel, não use outro anel durante uma semana. Cerca de 2 a 3 dias após a remoção do anel deverá surgir uma hemorragia vaginal (privação).
Ao fim de uma semana de interrupção do uso do anel, colocar um novo anel, exatamente no mesmo dia da semana e, se possível, aproximadamente à mesma hora em que retirou o anterior, mesmo que a hemorragia não tenha terminado.

Como inserir e remover Circlet?
  1. Segure no anel entre o polegar e o indicador, aperte-o para introduzir na vagina
  2. Escolha a posição que achar mais confortável para si, como por exemplo, de pé e com uma das pernas elevada, de cócoras ou deitada. Insira o anel na vagina com uma mão e empurre o anel para o interior da vagina até se sentir confortável. A posição exata do Circlet dentro da vagina não é importante.
  3. Deixe o anel assim colocado durante 3 semanas.
  4. Circlet pode ser retirado prendendo o dedo indicador no bordo do anel ou prendendo o anel entre os dedos indicador médio e puxando-o para fora.

Quando iniciar Circlet?
Não usou nenhum contracetivo hormonal durante o mês anterior
Não coloque nenhum anel vaginal se achar que pode estar grávida. Insira o primeiro Circlet no primeiro dia da menstruação ( ou seja, no primeiro dia do ciclo menstrual). Circlet começa a exercer a sua ação imediatamente e,por este motivo, não necessita de utilizar qualquer outra medida contracetiva. Poderá também iniciar Circlet entre o dia 2 e o dia 5 do seu ciclo, mas se tiver relações  sexuais durante os primeiros 7 dias de utilização de Circlet, não se esqueça de usar também método contacetivo de barreira (por exemplo, um preservativo). Deverá seguir este conselho apenas quando usa Circlet pela primeira vez.

Usar uma pílula combinada durante o mês anterior
Comece a usar Circlet o mais tardar no dia seguinte ao intervalo de tempo sem comprimidos da sua pílula atual. Se a embalagem da sua pílula atual também contém comprimidos inativos, comece a utilizar Circlet o mais tardar no dia seguinte a ter tomado o último comprimido inativo. Se a não tiver a certeza qual é o comprimido, pergunte ao seu médico ou farmacêutico. Nunca prologue o intervalo de tempo sem hormonas da sua atual embalagem para além do tempo recomendado. Se tiver usado a sua pílula em conformidade  e de forma correta, e se  tiver certeza que não está grávida, poderá, também, parar a toma da pílula em qualquer dia da sua embalagem atual e começar a usar Circlet imediatamente.

Usou um contracetivo injetável, implante ou sistema intrauterino (SIU) libertador de progestagénio durante o último mês.
Comece a utilizar Circlet no dia em que deveria tomar a sua próxima injeção ou no dia em que o implante ou o SIU libertador de progestágenio são removidos. Use sempre um método contacetivo de barreira (por exemplo, um preservativo) durante os primeiros 7 dias de utilização.

Dúvidas mais frequentes
Sente-se o anel durante as relações sexuais?
Quando está bem colocado, o anel vaginal não se sente. Este fica colocado na parte superior da vagina, que não tem sensibilidade ao tato. Além disso, há muitos homens que não sentem o anel durante as relações sexuais.

O anel pode ficar "perdido" dentro de mim?
Não. Não há perigo do anel ser empurrado para outros locais que náo a vagina ou "ficar perdido". O anel não passa o Cérvix uterino.

É preciso retirar o anel para fazer um exame ginecológico?
Não há necessidade de remover o anel para realizar a citologia morfológica do colo, exames de colposcopia ou ecografia pélvica transvaginal.

Leia também: Informação prática para as utilizadoras de Nuvaring

Fonte:MSD


terça-feira, 6 de maio de 2014

Circlet



 Circlet é o novo nome do NuvaRing (anel contracetivo) em Portugal.

Leia este post: O anel contracetivo (NuvaRing)

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Fumar e tomar pílulas combinadas que contêm estrogénio aumenta o risco cardiovascular


Fumas e usas pílulas combinadas com estrogénios?
Se disseste que sim podes estar em risco de ter um efeito secundário considerado grave. Fumar e tomar a pílula combinada aumenta o risco de doenças cardiovasculares.

Fumar aumenta o risco quando se usa a pílula com estrogénio
Quanto mais idade tiveres e mais cigarros fumares, maior é a probabilidade de um evento cardiovascular (enfarte, AVC).

Existem outras opções
Que outras alternativas existem? Se fumares e queres ter um método contracetivo adequado, deves considerar deixar de fumar ou tomar um método contracetivo sem estrogénio. A Organização Mundial de saúde aconselha a contraceção sem estrogénio a partir dos 35 anos para quem é fumadora.

Método sem estrógenios, uma alternativa para mulheres que fumam
Uma alternativa contracetiva para as mulheres que fumam é a contraceção sem estrogénios: pílula, implante ou dispositivo intra-uterino. Com estes métodos, terás menor probabilidade de ter os efeitos associados aos estrogénios. dores de cabeça, náuseas, dor e tensão mamária.

Fala com o teu médico
Existem vantagens em usar métodos sem estrogénios. Fala com o teu médico qual o contracetivo adequado para ti.

Leia também este post: Vantagens da pílula
Leia também este post: Métodos contracetivos

Fonte: MSD

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

O anel contraceptivo (Nuvaring)

O que é o anel contraceptivo?

É um contraceptivo hormonal que tem a forma de um anel, de textura suave, transparente, flexível, com cerca de 5 cm de diâmetro;
Este anel está impregnado de hormonas que vão sendo libertadas, de forma regular, para a corrente sanguínea.


Como actua?

As hormonas que se encontram no anel vaginal - o estrogénio e o progestagénio - são semelhantes às hormonas produzidas pelos ovários;
Estas hormonas são libertadas diariamente do anel, através das paredes da vagina, para a corrente sanguínea e inibem a ovulação, isto é, impedem que os óvulos se libertem dos ovários e que se dê a fecundação.


Como se utiliza o anel vaginal?
  • No primeiro dia da menstruação, o anel é introduzido na vagina pela própria mulher, onde permanece durante 3 semanas;
  • Passado esse tempo, a mulher deve retirá-lo. Segue-se um intervalo de uma semana até ser colocado um novo anel. Durante este período de tempo surge uma hemorragia de privação ("menstruação");
  • O anel contraceptivo é fácil de colocar e é eficaz desde que esteja dentro da vagina. Caso sinta o anel, basta empurrá-lo um pouco mais.
  • O anel vaginal não interfere com as relações sexuais;
  • Raramente a mulher ou o parceiro terão queixas relacionadas com o seu uso.
  • É possível fazer o exame ginecológico sem retirar o anel.

E se o anel vaginal sair da vagina?

Basta passa-la por água fria ou morna (nunca água quente) e tornar a colocá-lo, tendo em atenção que o anel não pode estar mais de três horas fora da vagina.

Quais as contra-indicações para o uso do anel vaginal?
  • Não deve ser utilizado durante a amamentação;
  • Não deve ser utilizado nas mulheres que têm contra-indicação para o uso da pílula.
  • Em caso de doenças do fígado em actividade, perdas de sangue entre os períodos menstruais ou após as relações sexuais, cancro da mama ou cancro do aparelho reprodutor, ataque cardíaco ou trombose, estas situações devem ser ponderadas numa consulta da especialidade.

Vantagens
  • A mulher não tem que pensar todos os dias na contraceção. Para além disso a mulher pode aderir a um sistema de alerta sms, gratuito, para ser avisada do dia de colocação e remoção do anel;
  • As hormonas contidas no anel não são absorvidas pelo aparelho digestivo, o que permite que a eficácia do método não seja posta em causa em caso de vómitos ou diarreia;
  • É um método reversível: a mulher retoma à fertilidade inicial após retirar o anel;
  • Período mais regulares;
  • Diminuição de dores menstruais.

Desvantagens
  • Tal como em outros métodos hormonais, algumas mulheres podem apresentar efeitos secundários, tais como náuseas, vómitos ou hemorragias vaginal;
  • Não protege das IST (Infecções Sexualmente Transmissíveis).


Fonte: MSD



sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

O que é um adesivo contracetivo transdérmico (Evra)

O adesivo contracetivo é um novo método contracetivo, desenvolvido sob a forma de adesivo. Trata-se de um adesivo fino e de cor bege, para aplicação na pele. O lado aderente fica colado à pele, após a remoção do revestimento protetor transparente. Em contacto com a pele, o adesivo permite a libertação contínua para a corrente sanguínea das substâncias ativas.

Como se utiliza?
O adesivo deve ser colocado sempre no mesmo dia de cada semana, já que foi concebido para atuar ao longo de 7 dias.
Cada adesivo não deve permanecer em contacto com a pele durante mais 7 dias seguidos
Deve ser utilizado apenas um adesivo de cada vez. O adesivo não deve ser aplicado em pele vermelha, irritada ou esfolada.
O adesivo deve aderir firmemente à sua pele de modo a atuar de forma adequada. O adesivo deve ser pressionado firmemente contra a pele até os bordos aderirem bem.
Não devem ser utilizado cremes, óleos, loções, pó ou maquilhagem na pele sobre a qual irá ser aplicado um adesivo ou na área circundante. Estes produtos poderão causar o descolamento do adesivo.
O novo adesivo não deve ser aplicado na mesma zona da pele onde se encontrava o adesivo anterior. Se assim acontecer, a probabilidade de ocorrer irritação no local de aplicação é maior.
Deve ser verificado diariamente se o adesivo se mantém colado na pele.
Os adesivos devem ser aplicados mesmo na ausência de relações sexuais muito frequentes.
Quando é utilizado pele primeira vez, deve aguardar-se pelo o primeiro dia da menstruação.
O primeiro adesivo deve ser aplicado durante as primeiras 24 horas do período menstrual.
Se o adesivo for aplicado após o 1º dia do período de menstruação, deverá ser utilizado adicionalmente um método contracetivo não hormonal durante a primeira semana (até ao dia de mudança para o novo adesivo).
O dia em que é aplicado o primeiro adesivo é designado por Dia 1, passando o dia da semana respetivo a ser o "Dia de Mudança" do adesivo.
O adesivo pode ser aplicado na nádega, abdómen, parte externa do braço ou parte externa do braço,ou parte superior das costas.
 O adesivo deve ser aplicado em pele limpa, seca, sem pêlos, num local onde não seja friccionado pela roupa apertada.
O adesivo  não deve ser aplicado na região na região mamária.
A saqueta em folha de alumínio deve ser aberta com os dedos, rasgando-a ao longo da extremidade (não utilizar tesouras).
Deve segurar-se firmemente num dos cantos do adesivo, retirando-o, com cuidado, da saqueta em folha de alumínio.
Por vezes, os adesivos podem aderir ao interior da saqueta - neste caso deve haver cuidado, para que o revestimento transparente não seja removido acidentalmente ao retiar-se o adesivo.
Depois, e conforme indicado, deve descolar-se metade do revestimento protetor transparente.
Evite tocar na superfície aderente.
O adesivo deve ser colocado sobre a sua pele, retirando-se de seguida a outra metade do revestimento.
O adesivo, deve ser utilizado durante 7 dias ( uma semana). No primeiro "Dia de Mudança" do adesivo, ou dia 8, o adesivo usado deve ser retirado.
Deve ser aplicado um novo adesivo, imediatamente.
Deve ser aplicado um novo adesivo na semana 2 (dia 8) e novamente na semana 3 (dia 15), durante um total de três semanas.
Não deve ser utilizado qualquer adesivo na semana 4 (dias 22 a 28).
A menstruação deverá surgir nesta semana.
Para que a eficácia contracetiva seja mantida, o adesivo seguinte deverá ser aplicado no dia correto.
O ciclo seguinte de quatro semanas é iniciado aplicando um novo adesivo no "Dia de Mudança" habitual, imediatamente após o dia 28 - independentemente do dia em que tenha começado ou terminado a menstruação (hemorragia de privação).

Existe algum cuidado na higiene diária e ou na prática de exercício físico?
As atividades normais como tomar banho de imersão, tomar duche, fazer sauna ou praticar exercícios físicos não afetam o adesivo. O adesivo foi concebido para manter a adesão à pele durante este tipo de atividades.

Fonte: Janseen - cilag

Leia também o post: Métodos contracetivos

sábado, 28 de janeiro de 2012

Vantagens e desvantagens do implante contracetivo

O que é o implante contracetivo?
É um pequeno bastonete flexível, com quatro centímetros, e dois milímetros de diâmetro.
É aplicado por baixo da pele, na face interna do braço, sob anestesia local.
A sua aplicação e remoção devem ser sempre realizadas por um(a) médico(a).
É eficaz durante três anos, ao fim dos quais pode ser automaticamente substituído por um novo, se a mulher assim o desejar.

Como atua?
O implante vai libertando lentamente uma pequena quantidade de hormonas - progestagénio - para a corrente sanguínea.

Atua de duas formas:
Impede a ovulação (libertação do óvulo);
Torna mais espesso o muco cervical, dificultando a entrada dos espermatozoides no útero.

Qual é a eficácia do implante?
A sua eficácia é de 99%, o que significa que menos de 1 mulher em 100 engravida, no espaço de um ano.

Importante saber:
  • Quando não é utilizada contraceção, em 100 mulheres sexualmente ativas, cerca de 80 a 90 engravidam, num espaço de um ano;
  • Alguns medicamentos podem diminuir a eficácia dos contracetivos hormonais, como por exemplo os utilizados para o tratamento da epilepsia e da tuberculose e alguns medicamentos utilizados pelas medicinas alternativas;
  • Sempre que for prescritos medicamentos deve avisar o seu médico de que está a utilizar um implante contracetivo.

Quando colocar o implante?
O implante deve ser colocado até ao 5º dia da menstruação, ficando a mulher desde logo protegida de uma gravidez não desejada;
Se o implante for colocado noutro dia do ciclo é necessário utilizar o preservativo durante os 7 dias a seguir à colocação, para que não haja risco de gravidez.
O implante pode ser colocado após o parto.

Vantagens
A mulher não ter que pensar todos os dias em contraceção.
Pode ser utilizado por mulheres que não podem ou não querem tomar estrogénios.
Ao contrário da pílula, a hormona presente no implante, não necessita de ser absorvida pelo aparelho digestivo, permitindo que a eficácia deste método não seja posta em causa, em caso de vómitos ou diarreia.
A mulher pode amamentar se estiver a usar o implante
É um método reversível: a mulher retoma a fertilidade pré - existente podendo engravidar logo depois de retirar o implante e esta decisão pode ser tomada em qualquer altura.


Desvantagens
Como o implante não contém estrogénios, as perdas sanguíneas ("períodos menstruais") são irregulares, podem deixar de existir ou tornarem-se escassas mas muito frequentes. Embora seja um efeito normal deste método, que não é prejudicial para a saúde nem para a fertilidade da mulher, é importante ser informada sobre esta alterações, antes da colocação do implante.
Tal como em outros métodos hormonais, algumas mulheres podem desenvolver quistos do ovários. Estes quistos são benignos e geralmente desaparecem sem necessitar de tratamento
Não protege das Infeções Sexualmente Transmissíveis.

Fonte: APF, apoio MSD



Artigos relacionados
 Implante contracetivo
 Como usar o anel Circlet


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Implante Contraceptivo

Implante contraceptivo, contracepção a longo-termo 3 anos.
Os avanços da medicina ao nível dos métodos contraceptivos traduzem-se em cada vez mais alternativas.
Esta oferta dá-lhe um maior controlo no planeamento familiar, assim como no seu estilo de vida. As suas exigências relativamente à contracpção vão mudar de acordo com a etapa de vida em que se encontra. É por este motivo que, quando mais alternativas tiver, mais fácil será encontrar o método contraceptivo mais certo para si. O implante contraceptivo é uma das mais recentes formas de contracepção do mercado, e é a ideal, se o que procura é uma solução simples e de longo prazo.
A inserção do implante contraceptivo demora cerca de um minuto, e protegê-la-á de uma gravidez não desejada durante três anos.
Este guia pretende responder às muitas perguntas que possa ter sobre o implante contraceptivo.
Deverá também recorrer ao seu médico.


O que é o implante contraceptivo?

sábado, 20 de novembro de 2010

Métodos contraceptivos

Embora hoje exista uma maior liberdade em abordar temas ligados à sexualidade e aos métodos contraceptivos, a realidade é que muitas mulheres ainda engravidam contra o seu desejo.

Esta situação ainda persiste porque há velhos tabus que teimam em continuar vivos:
«E se alguém descobre?»
«Os meus pais não podem saber.»
«Falar com o meu médico?»
O pensamento mais frequente quando duas pessoas estão num momento mais íntimo será: «Por uma vez, não deverá acontecer nada!» No entanto, a contracepção é uma decisão demasiado importante para se deixar para o último minuto, porque a importância das preocupações não são de menosprezar. Irá encontrar informações sobre todos os diferentes métodos de contracepção, mas cada pessoa deverá escolher o método que mais se adapta às suas necessidades.Uma decisão atempada evita consequências mais graves no futuro.

Anatomia e fisiologia da reprodução

As gónadas são os órgãos fundamentais para a reprodução, e o seu regular funcionamento é garantido por hormonas vindas da hipófise, uma glândula situada na base do cérebro. Enquanto o ovário já possui à nascença, todas as células germinativas que irá disponibilizar ciclicamente, ao longo da vida reprodutiva da mulher até à menopausa, o testículo, no homem, produz constantemente os espermatozóides até ao fim da vida. Os outros órgãos: trompas, útero, canal cervical e vagina, e canal deferente, próstata, vesículas seminais e pénis garantem a realização do coito e a condução dos gâmetas, a fecundação, o desenvolvimento duma gravidez e o parto.

A vagina é um órgão elástico, com cerca de 10-12 cm de comprimento, situa-se por baixo da bexiga ligeiramente inclinada para baixo na direcção da vulva, mas cuja cavidade é virtual não sendo um tubo oco, permitindo o uso de tampões, óvulos vaginais ou de um anel contraceptivo ou dando passagem ao feto durante o parto. Estas situações só raramente são acompanhadas de queixas de desconforto, porque sendo as paredes bem vascularizadas, a sua zona mais profunda tem pouca sensibilidade.

O ciclo menstrual (endométrio)

Um ciclo menstrual dura, geralmente, 28 dias.
A parte interna do útero transforma-se todos os ciclos , mas se não ocorrer uma gravidez, é eliminada dando origem à menstruação.

O ciclo inicia-se no primeiro dia da menstruação quando nos ovários alguns folículos começam a desenvolver-se. Entre o 12º e o 18º dia do ciclo dá-se a ovulação - Um folículo mais desenvolvido rompe-se e liberta um óvulo. Simultaneamente o endométrio- interior do útero- começa a espessar-se, preparando-se para receber um óvulo fecundado.
O óvulo desloca-se através das trompas e "viaja" até ao útero. Se o óvulo não tiver sido fecundado por um espermatozóide, dentro da trompa, é eliminado quando chega ao útero e duas semanas após a ovulação, se não existir gravidez, o endométrio é eliminado, dando origem à menstruação e inicia-se um novo ciclo.


Como se fica grávida?

Quando o homem atinge o orgasmo durante uma relação sexual, uma quantidade de líquido (sémen), contendo milhões de espermatozóides, é ejaculada através do pénis, no interior da vagina da mulher.
No coito, a ejaculação vai permitir a fecundação do óvulo e uma consequente gravidez.
Os espermatozóides dirigem-se rapidamente através do interior do útero para as trompas, onde a fecundação, que é a fusão do espermatozóide com o óvulo, acontece. O óvulo fecundado dirige-se para o interior do útero onde se irá fixar ao endométrio, que já está preparado para o receber, e dará origem a um feto. Neste caso, o endométrio não descama e por isso, um dos primeiros sinais de gravidez é o não aparecimento da menstruação.

Como evitar uma gravidez

As únicas maneiras de evitar uma gravidez não desejada são a ausência de relações sexuais ou o uso correcto de contracepção. Procura-se descrever os vários métodos anticonceptivos dando-se especial atenção a sua eficácia

Método do ritmo

Alguns casais conhecendo o ciclo menstrual usam-no como um tipo de calendário para saber quando é seguro ter relações sexuais.

Este método consiste em restringir as relações sexuais só em alguns dias: antes, durante e depois da menstruação, o chamado popularmente " período seguro".
A eficácia é muito baixa, porque a variabilidade dos ciclos poderá ser frequente, comprometendo este tipo de contracepção.


Método da temperatura

Este método consiste em determinar a data provável da ovulação através da avaliação diária da temperatura basal rectal, logo pela manhã porque a temperatura aumenta até meio grau centígrado, após a ovulação.

Oferece uma eficácia também muito baixa, uma vez que só se irá ter a percepção da elevação da temperatura após a ovulação, o que poderá ser tarde, além de que os espermatozóides após o coito podem conservar a sua vitalidade até três dias dentro do corpo da mulher. Também uma gripe ou febre podem comprometer a eficiência do método.


Coito interrompido

Este método é um dos mais antigos, sendo também pouco eficaz.
O homem, durante o coito, retira o pénis da vagina antes da ejaculação. Entre outras causas, a possibilidade da existência de espermatozóides na uretra masculina antes da ejaculação e sobretudo a dificuldade de um controlo seguro do momento da ejaculação, comprometem sobremaneira a eficácia do método.

Preservativo

Um modo de evitar a gravidez impedindo que os espermatozóides se depositem na vagina, é usar um preservativo.
É um protector de borracha muito fina que tem de ser desenrolado no pénis quando este já está erecto, antes da penetração. Quando existe ejaculação, os espermatozóides depositam-se no interior do preservativo. Este é um método bastante eficaz, se o preservativo estiver em boas condições e se for bem aplicado, sendo escolhido por alguns como o seu método habitual, principalmente em relações sexuais esporádicas, ou de risco.

Outra característica muito importante deste método é que oferece uma quase total protecção contra as doenças sexualmente transmissíveis, como a S.I.D.A.; H.P.V.; hepatite, sífilis, gonorreia, tricomonas, etc.
A melhor maneira de evitar estas doenças, principalmente a S.I.D.A., é evitar ter relações sexuais com um parceiro de risco, mas neste caso, aconselha- de sempre o uso de um preservativo, mesmo que se utilize outro método contraceptivo seguro, como por exemplo a pílula ou um anel vaginal.

Diafragma

O diafragma é outro método que serve de barreira, para ser utilizada pela mulher, evitando que os espermatozóide alcancem o óvulo.
No entanto, já não é comercializado em Portugal.

Dispositivo intra-uterino (DIU) com cobre

O DIU é um objecto de plástico, flexível, com um enrolamento de cobre. Tem que ser colocado no útero por um médico. Geralmente é recomendado a mulheres que já tiveram, pelo menos , um filho.

O DIu actua diminuindo a capacidade de fecundação dos espermatozóides ou modificando as condições de desenvolvimento do endométrio, dificultando a implantação do ovo, no caso de o óvulo ter sido fecundado. Mantém a sua eficácia contraceptiva durante 3 ou 5 anos. O DIU é um método contraceptivo muito eficaz, mas os médicos evitam recomendá-lo ás mulheres que ainda não tiveram filhos.

DIU medicado com hormonas

Além do mecanismo de contracepção citado anteriormente , liberta localmente uma pequena quantidade hormonal dificultando a nidificação de uma gravidez devido à alterações do desenvolvimento do endométrio que provoca.

Este método é usado nas mulheres que referem menstruações muito abundantes ou como parte da terapêutica de substituição hormonal na menopausa.
A sua eficácia é semelhante à dos DIus com cobre.

Contracepção hormonal

A contracepção hormonal é um dos método reversíveis mais eficaz e cómodo de usar. Durante a sua utilização, os folículos do ovários não se desenvolvem, não havendo uma ovulação, não sendo possível engravidar.

Actualmente, muitos milhões de mulheres, em todo o mundo usam a pílula como meio de contracepção, apesar dos muitos mitos e crenças, geralmente infundados, de que possa ser prejudicial para a sua saúde.
Na verdade, a pílula oferece à mulher outros benefícios para a sua saúde, para além da contracepção, como a regularidade do período e da quantidade do fluxo menstrual, melhoria da doença benigna da mama, diminuição das queixas da pele e da dor na menstruação, além da redução do risco de cancro no útero e no ovário ou protecção contra o risco da osteoporose.
Este tipo de contracepção, utilzando hormonas semelhantes ás produzidas naturalmente pelos ovários, difere entre si pela ausência ou presença em doses cada vez mais pequenas, de estrogénio ou pela melhoria da qualidade do tipo de progestagénio.
Deve aconselha-se com o seu médico, antes de iniciar este tipo de contracepção, para que avalie se será a escolha adequada para si.

Pílula sem estrogénios

A pílula sem estrogénios toma-se sem interrupção- toma contínua - diariamente e durante o tempo que precisar.
Quando quiser, pode suspender a sua toma, havendo um rápido retorno à sua probabilidade de fertilidade anterior. As queixas que podem surgir com outras pílulas combinadas com estrogénios, tais como dores de cabeça ou mamárias, náuseas, etc., praticamente não existem.

Especialmente para as mulheres que não podem ou não querem tomar estrogénios é a pílula de primeira escolha. Hoje, a pílula sem estrogénios disponível tem uma eficácia contraceptiva comparável à das pílulas combinadas clássicas.
Por ser uma medicação sem interrupções, o padrão hemorrágico é variável, com tendência para haver menos sangramento e menor frequência de hemorragia. Por vezes, poderá até haver ausência temporária de menstruação, o que poderá promover uma melhor qualidade de vida da mulher, mas não significando qualquer risco para a saúde. Oferece ainda o benefício de poder causar menos dores e outros desconfortos que se associam ao aparecimento dos períodos menstruais.
Está também aconselhada para a mulher que quer amamentar porque não provoca diminuição nem da quantidade, nem da qualidade do leite, e oferece menos riscos para mulher com hábitos tabágicos, que tenham mais de 35 anos, ou para algumas diabéticas e hipertensas.

Pílulas Combinada

As tradicionais pílulas combinadas são as mais conhecidas. Têm dois tipos de hormonas, semelhantes às que são produzidas habitualmente pelos ovários, substituindo as suas acções, impedindo assim a ocorrência da ovulação.

A sua toma tem de ser regular, um comprimido diariamente, durante 21, 22, 24 dias, conforme o tipo de pílula, fazendo-se depois uma interrupção da toma para provocar uma hemorragia uterina durante esses dias.
Embora seja parecida com a habitual menstruação, esta hemorragia, geralmente, terá menor duração, fluxo mais reduzido e associa-se a menos dor. O seu aparecimento é, em geral, mais regular do que no ciclo normal.
Nos primeiros tempos de uso da pílula poderão surgir algumas queixas ligeiras, como sangramentos irregulares, náuseas, dor de cabeça ou aumento da sensibilidade mamária, devido à adaptação do organismo a um novo ambiente hormonal, mas que terão tendência para desaparecer em alguns meses de uso.

Pílulas de emergência, pós -coital ou dia seguinte

Quando não se utiza regular ou adequadamente um dos métodos contraceptivos conhecidos e se pratica, durante o periódo fértil, um coito não protegido, pode-se-á ter de recorrer esporadicamente e, no máximo, até 72 horas após essa relação sexual, a uma contracepção hormonal só com progestagénios ou com uma associação estrogénio-progestagénios, que diferm entre si pela intensidade e freqência dos seus efeitos indesejáveis.

Procura-se evitar que ainda se dê a ovulação, ou que haja a junção de um espermatozóide comum óvulo, ou a implantação da gravidez no útero.
A sua eficácia depende do intervalo de tempo entre o coito não protegido eo uso desta contracepção. Deve ser só aconselhada em situações de emergência.

Adesivo

O adevivo para contracepção actua como uma pílula combinada, em que as hormonas são absorvidas através da pele, sendo a sua eficácia semelhante.
Associa-se a baixas doses hormonais no sangue, procurando provocar menos efeitos indesejáveis.
A mulher deverá estar atenta para o caso de sudação mais abundante, após as suas lavagens de higiene ou no uso de banhos quentes-sauna- verificar a qualidade da sua adesividade à pele.
A sua aplicação deverá ser feita em zonas afastadas das mamas, mas em locias de fácil visibilidade- braço, abdómen, nádega- o que o torna pouco discreto para a mulher. As mulheres com peso superior a 90 kg, são desaconselhadas a usá-lo.

Anel Vaginal

O anel vaginal contraceptivo é a actual inovação em contracepção. Fino, discreto, oferecendo uma baixa dose hormonal em circulação, com uma óptima eficácia, semelhante à dos outros métodos hormonais. A própria mulher só o aplica uma vez em cada ciclo, de um modo fácil e simples, libertando-a da preocupação de uma regular toma dária; um benefício não possível com a pílula.

O seu desenho e flexibilidade garantem uma adequada adaptação aos contornos vaginais, posicionando-se sem outro cuidado ou esforço, na zona mais posterior e menos sensivel da vagina, o que impede uma expulsão fácil. Este tipo de posicionamento justifica que o anel raramente seja notado durante as relações sexuais ou que, mesmo nesta situação, dificulte o coito.
A presença do anel não promove, no meio vaginal o crescimento de microorganismo nocivos, nem induz desconforto. Contudo, não actua como método de barreira, pelo que não oferece protecção contra as doenças sexualmente transmissíveis, devendo, em relações sexuais de risco, ser também utilizado, em associação, um preservativo.
Para uma maior liberdade e eficácia, a Organon desenvolveu um sistema SMS que a avisa do dia em que deve retirá-lo após 3 semanas de uso, e alerta depois para colocar um nono, após 1 semana.

Esterilização

A esterilização é um dos métodos contraceptivos cirirgicos mais eficazes. Tanto homens, como mulheres podem ser esterilizados.

A esterilização no homem é um processo simples (vasectomia), durante o qual os canais deferentes, por onde passam os espermatozóides, são laqueados. Esta cirurgia , feita em regime ambulátorio, impede que os espermatozóides sejam depositados na vagina com o líquido ejaculado.

A esterilização na mulher é uma cirurgia um pouco mais complexa que requer geralmente, um ou dois dias de hospitalização. As trompas de Falópio são laqueadas ou bloqueadas, impedindo a junção entre o óvulo e os espermatozóides.

A esterilização é díficil reversão eos médicos aconselham-na como método contraceptivo irreversível.
Por isso, a esterilização só deve ser realizada em homens ou mulheres que têm absoluta certeza ou de não querem ter mais filhos, ou que decidam não ter mesmo filhos.



Implante subcutâneo

Os avanços da medicina ao nível dos métodos contraceptivos traduzem-se num número cada vez maior de alternativos, proporcionando à mulher um maior controlo no planeamento familiar e uma melhor adaptação ao seu estilo de vida. O implante contraceptivo é uma das mais recentes formas de contracepção e é a ideal para quem procura uma solução contraceptiva hormonal simples, ao longo prazo, sem estrogénios.

A inserção do implante tem de ser efectuada por um médico treinado, demora cerca de um minuto e protegerá a mulher de uma gravidez não desejada durante três anos. O implante liberta lentamente uma hormona - progestagénio- que vai impedir a ovulação e dificulta que os espermatozóides alcancem o útero. O implante foi desenvolvido de forma a manter uma óptima eficácia durante três anos, logo desde o primeiro dia de utilização.


Fonte: Organon

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Contracepção oral de emergência

A contracepção oral de emergência (COE), designada também como pílula do dia seguinte, é um método usado na tentativa de evitar a ocorrência de uma gravidez após uma relação sexual, na ausência ou falha dos métodos contraceptivos.

A pílula do dia seguinte não se destina a ser utilizada como substituto da contracepção regular.
A sua eficácia é inferior à da pílula comum e não deve ser utilizada se já estiver grávida, porque não induz o aborto.
Não está recomendada em mulheres com probabilidade de ocorrência de gravidez ectópica.


Em que situações pode ser utilizada?

Deve ser utilizada nas 72 horas após uma relação sexual não protegida ou em caso de falha de um método contraceptivo:
  • Rompimento ou não utilização do preservativo
  • Expulsão do DIU
  • Remoção antecipada ou deslocamento de um diagrama ou de um cone contraceptivo
  • Falha no método de coito interrompido
  • Relação sexual durante o período fértil quando se optou pelo método da abstinência periódica
  • Quando a eficácia da pílula contraceptiva normal está em causa, como por exemplo, com a toma de determinados medicamentos, esquecimento de tomas, diarreias ou vómitos após a toma
  • Em caso de violação

Como utilizar COE?
  • Consiste na administração de 1 comprimido
  • Pode ser administrado em qualquer momento do ciclo menstrual.
  • Não está indicado se já tiverem ocorrido relações não protegidas no mesmo ciclo menstrual.
  • A sua eficácia é máxima quando mais cedo for a toma, até 72 horas após a relação sexual.


Efeitos secundários mais frequentes
Geralmente as pílulas de contracepção oral de emergência são bem toleradas, mas podem provocar:

  • Náuseas
  • vómitos
  • Dor de cabeça
  • Tensão mamária
  • Vertigens
  • Dor de barriga
  • Hemorragia vaginal
Se vomitar nas 2 horas após a toma, deve tomá-la novamente, porque pode ter perdido o efeito.

Quando deve consultar o seu médico ? Se após utilização de um método contraceptivo de emergência:
  • Ocorrer um atraso superior a 5 dias
  • Apresentar dor abdominal
  • A menstruação não lhe parecer de todo normal, sobretudo se sente alguns dos sinais de gravidez
  • Após utilização de um método contraceptivo de emergência, para que inicie uma contracepção regular
Depois de recorrer à contracepção oral de emergência:
  • Deve utilizar nas relações seguintes um método barreira como, por exemplo, preservativos
  • Assegure-se de que a menstruação é normal no que diz respeito à abundância e data de aparecimento
  • É aconselhável a realização de uma consulta de ginecologia
Nota: Este tipo de contracepção está disponível nas farmácias ou outras lojas de venda livre de medicamentos, não necessita de receita médica.

Fonte:
Wells
X

Tratar Saúde

Receba no seu e-mail dicas de saúde

Subscreva a newsletter gratuita.