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segunda-feira, 30 de julho de 2018

Vantagens da medicação hormonal na menopausa

Muitas mulheres poderão beneficiar da terapêutica hormonal (TH) durante e após a menopausa.
Um plano terapêutico hormonal baseado numa seleção cuidadosa das doentes, uma análise precisa da relação risco- benefício e as estratégias para minimizar os riscos podem ajudá-las a alcançar uma melhoria da qualidade de vida.

À medida que as mulheres entram em menopausa, verifica-se uma redução gradual mas substancial da produção de hormonas ováricas, precipitando uma grande variedade de sintomas que podem afetar as atividades diárias e a qualidade de vida.

A perda das hormonas ováricas (estrogénios e progesterona) põe igualmente em marcha uma alteração no metabolismo ósseo, conduzindo a perdas significativas da densidade e da resistência ósseas. Além disso outros sistemas do organismo, incluindo o urogenital, vascular e nervoso central, são igualmente afetados pela perda das hormonas ováricas.

A possibilidade da terapêutica hormonal poder ser utilizada com segurança para prevenir estas alterações constitui uma questão importante que as mulheres na menopausa, bem com os seus médicos, devem equacionar. No entanto, não existe apenas uma resposta correta, cada mulher e o seu médico devem decidir se a terapêutica hormonal é uma opção de tratamento apropriada para a primeira. Um grande número de estudos com evidência cientifica aborda esta questão; a resposta dependerá da realização de uma análise de risco-beneficio. Quando se procede a essa avaliação é importante ter em consideração três fatores que afetam profundamente o perfil risco- beneficio da terapêutica hormonal: a idade quando do seu início, a dose de hormonas e a via de administração.

Idade quando do inicio da terapêutica hormonal
A ação benéfica dos estrogénios consiste na sua capacidade para prevenir as alterações nos tecidos saudáveis.

A deficiência de estrogénios ao longo de um período de muitos anos pode resultar em alterações significativas e irreversíveis, tais como pode resultar em alterações significativas e irreversíveis, tais como perda de massa óssea, atrofia vaginal e da bexiga e uma elasticidade reduzida da pele. Ao administrar a terapêutica hormonal para restabelecer os níveis baixos de estrogénios na pré-menopausa, as lesões dos tecidos podem ser retardados ou interrompidas.
O momento do início da terapêutica hormonal é crítico para compreender a ação terapêutica das hormonas. Esta hipótese é apoiada por um grande número de estudos que mostram consistentemente uma janela terapêutica para o início da terapêutica para diversos tipos de tecidos, incluindo o osso e apele, bem como os aparelhos urogenital, cardiovascular e o sistema nervoso central.
O inicio da TH por volta dos 50 ou dentro dos primeiros dez anos da menopausa maximiza o perfil risco- benefício.

Posologia da terapêutica hormonal
Uma segunda influência comum sobre o perfil risco benefício da terapêutica hormonal é a dose de estrogénios e de progestagénios.

Existe uma evidência significativa de que a terapêutica hormonal em doses baixas é eficaz na prevenção da perda óssea e no tratamento dos sintomas menopáusicos, com menos hemorragias e com uma menor incidência de outros efeitos em comparação com as doses mais elevadas. O mais importante é que as doses mais baixas estão igualmente associadas a riscos mais baixos.

Nurses health Study (NHS) foi um estudo de coorte, prospetivo, observacional realizado em 70.533 mulheres pós- menopáusicas que investigou a duração, a dose e o tipo de terapêutica hormonal na prevenção da doença cardiovascular ao longo de vinte anos de seguimento. Os investigadores verificaram que uma dose de 0.3mg/ dia de estrogénios foi associada a um risco mais baixo, estatisticamente, significativo, tanto de doença cardiovascular como de acidente vascular cerebral, enquanto doses mais elevadas foram associadas a um risco aumentado de acidente vascular cerebral mas a um risco reduzido de doença cardiovascular.

Avaliação dos benefícios da terapêutica hormonal
Se for iniciada dentro da janela terapêutica, a terapêutica, com estrogénios apresenta benefícios evidentes referidos em múltiplos estudos.


Entre eles salientam-se o alívio dos sintomas vasomotores, a proteção relativamente à perda óssea e a fraturas osteoporóticas e a proteção e tratamento da atrofia urogenital. Além disso, os estudos indicaram que a terapêutica com estrógenios pode prevenir a doença cardiovascular, diminuir a mortalidade global, reduzir a redistribuição de gordura relacionada com a menopausa, conferir proteção contra a perda de colagénio relacionada com a menopausa ao nível da pele e a subsequente formação de rugas, reduzir as taxas de doenças reumáticas, de cancro do colon e a perda de dentição, diminuir a incidência de doença de Parkinson, de demência e de doença de Alzheimer e prevenir a perda de memória para factos recentes e melhorar o funcionamento cognitivo.

Os estrogénios encontram-se aprovados sob diversas formas e pela US Food and Drug Administartion (FDA) para a prevenção da perda óssea e da osteoporose relacionadas com a menopausa.
O estudo WHI referiu reduções significativas nas fraturas nas mulheres tratadas com estrógenios numa população geral menopáusica (sem osteoporose conhecida). Especialmente, o estudo WHI constatou s existência de menos 44 a 47 fraturas totais e menos fraturas do colo do fémur por 10.000 mulheres- ano nas paricipantes do estudo medicadas com uma TH combinado e menos seis fraturas do colo do fémur e menos 50 fraturas osteoporóticos em geral no da terapêutica com estrogénios isolados.
Além disso, em termos de proteção contra a perda óssea e fraturas femorais, os estrogénios não estão associados a fraturas femorais, os estrogénios não estão associadas a fraturas a fraturas femorais atípicas, a displasia mandíbular e a cancro esofágico que foram atribuídos à utilização prolongada de bifosfonatos para a proteção óssea.

Mais de 40 anos de ensaios clínicos indicam a presença de uma proteção cardiovascular significativa com a terapêutica com estrogénios isolados nas mulheres menopáusicas, particularmente se for utilizada uma dose baixa e se  a terapêutica for iniciada dentro da janela terapêutica. Os estudos ELITE e KEEPs constituem ensaios clínicos prospetivos, aleatorizados, desenhados para melhor documentar e definir os benefícios cardiocvasculares da TH.
O WHI revelou a existência de uma redução não significativa na doença cardiovascular (menos cinco casos/ ano por 10.000 mulheres- ano) nas mulheres sob terapêutica com estrogénios isolados em comparação com o placebo durante a fase de intervenção. Durante a fase pós intervenção, os resultados variaram significativamente em função da idade, embora continuasse a existir uma doença cardíaca entre os grupos medicados com estrogénios isolados e com placebo. As mulheres com idade compreendida entre os 50 e os 60 anos apresentavam uma taxa significativamente reduzida de ataques cardíacos enquanto as mulheres com idade compreendida entre os 70 e 80 anos tinham um risco aumentado.
Os novos resultados do estudo WHI sobre a calcificação das artérias coronários recentemente a existência de um efeito cardioprotetor nas mulheres que iniciaram a terapêutica entre os 50 e os 59 anos. Após um período médio de 8, 7 anos, as mulheres do ramo medicado com estrogénios isolados apresentavam deposições significativamente menores de cálcio nas artérias coronárias em comparação com as que receberam placebo. As mulheres que aderiram à terapêutica durante pelos menos cinco anos apresentavam uma redução de 64% na deposição de cálcio nas artérias coronárias. Ambas os braços do estudo WHI referiram uma redução acentuada nos novos casos de diabetes durante os sete anos de ensaio clínico.

Ao selecionar uma opção hormonal para uma doente, devem ser tomadas em consideração os seguintes aspetos para maximizar os benefícios e minimizar os riscos:

A altura em que é iniciada a terapêutica é importante
O início da TH nas mulheres saudáveis com idade inferior a 60 anos ou nos dez anos que se seguem ao início da menopausa não se encontra associado a um aumento de risco de doença cardíaca. Muitos estudos indicam que a terapêutica com estrogénios, na realidade, protege os vasos coronários e reduz de eventos cardiovasculares.

A continuação de uma terapêutica
Com uma dose baixa até aos 60 anos de idade ou para além desta parece prolongar essa proteção

Minimize a dose
A seleção da dose mais baixa eficaz para os sintomas menopáusicos diminui o risco de efeitos secundários e de problemas hemorrágicos. A terapêutica com uma dose baixa está associada a efeitos benéficos sobre o metabolismo está associada ósseo e o tecido vaginal. À medida que as mulheres envelhecem, a sua taxa metabólica diminui, devendo ser considerada uma redução da dose.

Fonte: ISDIN

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terça-feira, 19 de junho de 2018

Factores que afetam a fertilidade do casal.

De forma a alcançar uma gravidez com sucesso, vários pré- requisitos são indispensáveis:
Uma boa qualidade ovocitária e espermática (das células reprodutoras femininas e masculinas);
A integridade e permeabilidade das trompas de Falópio (assegurar que o canal que capta o óvulo feminino e onde se dá a fecundação esteja funcional);
Capacidade espermática para penetrar e fertilizar o óvulo;
Um útero anatomicamente normal e um endométrio receptivo à nidação do ovo (a cavidade uterina onde o embrião se irá implantar deverá estar morfológica e funcionalmente preparada).

Uma alteração em qualquer um destes fatores poderá reduzir a fertilidade do casal e pode ser uma causa de infertilidade
A taxa normal de sucesso mensal é de 25% aos 25 anos. Contudo, esta diminui com o aumento da idade feminina. Sobretudo após os 35 anos de idade, verifica-se uma diminuição da ovulação e da qualidade dos óvulos.
Com um tratamento adequado, 85% dos casais passa por ser uma doente informada.

Factores que intervenientes na fertilidade
Existe um conjunto de factores que podem intervir na fertilidade do casal, como sejam a idade (Sobretudo do elemento feminino), o peso a frequência semanal de relações sexuais, o tabaco, o álcool, doenças sexualmente transmissíveis, consumo de drogas e factores ambientais ( pesticidas, entre outros)

A idade da mulher é muito importante no que se refere à probabilidade de obtenção de uma gravidez.
Esta questão relaciona-se com a quantidade de ovócitos e a sua qualidade (diretamente implicada na qualidade embrionária após a fecundação).
Muitos casais necessitam de tratamento mais avançados de fertilidade, nomeadamente Procriação Medicamente Assistida (PMA), em resposta ao declínio da qualidade ovocitária e resultante do aumento da idade.

A obesidade

A obesidade afeta negativamente o potencial reprodutivo, pois interfere com mecanismos metabólicos e hormonais, resultando numa menor frequência ovulatória e reduzidas hipóteses de gravidez. O risco de diabetes gestacional (que pode ocorrer durante a gravidez) está aumentado duas (no caso de obesidade) a oito vezes (no caso de obesidade mórbida). Os recém -nascidos de mulheres obesas têm um risco aumentado de morte perinatal e de anomalias congénitas e cardíacas.

 Tabaco
O tabaco duplica o risco de infertilidade e pode promover os seguintes acontecimentos:
declínio das taxas de gravidez em cerca de metade; aumento das taxas de aborto;
depleção prematura da reserva ovárica (menopausa mais cedo); aumento da mobilidade e da normal morfologia dos espermatozoides; diminuição da capacidade de fecundação; e,tem ainda efeitos negativos no feto (baixo peso à nascença, maior risco de fendas leporinas e de síndrome de morte súbita do recém-nascido).

O consumo de álcool

O consumo de álcool condiciona, na mulher, um decréscimo nas taxas de gravidez e um aumento das taxas de aborto e infertilidade de causa ovulatória; no homem, uma diminuição dos níveis de testosterona e da produção espermática, e impotência. Também provoca efeitos negativos no feto, morte fetal, parto prematuro e compromisso do crescimento fetal.

Prazer com moderação
  • Deverá manter uma alimentação saudável, variada e poli-fracionada em complemento com um suplemento de ácido fólico e outros micronutrientes essenciais;
  • Mantenha um estilo de vida saudável;
  • Pratique exercícios físico.

Fonte: EFIK

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segunda-feira, 11 de junho de 2018

Será que tenho fluxo menstrual abundante, menorragia?

Menorragia o que é?
Este termo descreve uma menstruação em que o fluxo sanguíneo é invulgarmente abundante. Pode ser apenas um sangramento exagerado, de uma só vez, num só período que dura mais tempo (digamos mais de 7 dias), ou períodos muito frequentes de forma que a perda de sangue em qualquer mês é excessiva. Em geral só se perde cerca de 50ml de sangue em cada período - a maior parte das secreções vaginais são muco e revestimento que se desprende do útero.

Qual é a causa?
É uma situação comum nas mulheres que se aproximam da menopausa quando o revestimento do útero (endométrio) se torna muito espesso, havendo assim uma grande perda de sangue quando esse tecido se solta. A colocação recente de um DIU pode provocar períodos mais abundantes durante os meses seguintes. os fibromiomas (miomas) também causarão, um sangramento grande porque aumentam a superfície do útero e o seu revestimento, e uma causa menos frequente é o desequilíbrio hormonal, mas este caracteriza-se mais vezes por um fluxo forte e irregular.
Se o ritmo do fluxo sanguíneo se mantiver durante vários dias por vários períodos, então talvez apareça uma anemia que, se não for tratada, pode tornar-se grave.

Sintomas
  • Fluxo sanguíneo  abundante durante a menstruação tão rápido e excessivo que tem de usar vários pensos
  • Palidez, fadiga e falta de ar o que indica anemia.


Quando devo ir ao médico?
Se os seus períodos mudarem  e se tornarem mais longos ou muito mais abundantes do que anteriormente, vá ao médico para descobrir a causa.

Que fará o medico?
Far-lhe-á perguntas acerca do seu ciclo menstrual normal e examina-la-á para saber se existe qualquer anomalia no útero, como fibromiomas, bem como verá se há sinais de anemia. Pode ser que a oriente para fazer uma análise de sangue por onde se verá se está anêmica, o que será tratado com suplementos de ferro.
O médico poderá prescrever-lhe uma ecografia ginecológica para avaliar a presença de miomas na cavidade uterina.
Se usar um DIU, o seu médico talvez lho tire ou lhe coloque um aparelho diferente que seja mais apropriado para si.

A base do tratamento da menorragia, quando não existe qualquer doença uterina, é a terapia hormonal como finalidade e evitar a acumulação de tecido endometrial antes da menstruação. Muitas vezes utiliza-se a pílula anticoncepcional a menos que já a esteja a tomar ou lhe seja contra- indicada, caso em que tomará outro medicamento.
Se desconfia de fibromiomas ou de qualquer outra causa, fará uma dilatação e curetagem (através de uma histeroscopia) para então se obter células do revestimento uterino (biopsia uterina). É um procedimento muito bem sucedido como primeira medida cirúrgica.
Se a hemorragia a debilitar muito, talvez lhe surgiram a ablação do útero- conhecida por histerectomia. Mas não irá concordar com isso senão depois de discutir o assunto com o ginecologista e apenas após ponderar muito bem. Muitas vezes essa medida é usada desnecessariamente. Terá de ter em conta uma quantidade de factores como, por exemplo, o facto de querer ter mais filhos futuramente, ou não.

Que posso fazer?
  •  Consulte o seu médico assistente
  • Se acabou de ter um período muito abundante, repouse
  • Ingira suplementos em ferro, por indicação médica
  • Aumente a ingestão de alimentos ricos em ferro comendo fígado, gema de ovo e legumes de folha verde- escuras, que são ricos em ferro. Para aumentar a absorção de ferro ingira-o com alimentos ricos em vitamina C.

Fonte: Guia da mulher

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Como tratar o prolapso uterino.

Outra designação para o prolapso uterino é " relaxamento pélvico" e ocorre quando os músculos pélvicos enfraquem e permitem que haja protrusão de um ou mais órgãos pélvicos, saindo da sua posição. Este fenômeno é sentido quando aumenta a pressão no interior do abdômen, tal como acontece ao fazer força para evacuar, ao tossir ou ao levantar objetos pesados.
O órgão mais vulgarmente afetado é o útero. Mas a bexiga, o recto, a uretra e a vagina também podem sofrer prolapso. Se um ou mais órgãos descem, as paredes vaginais podem descer até à parte mais externa da vagina.
Se o útero sofre prolapso, o colo do útero pode protrair.

Existem tipos diferentes de prolapso?

Se o recto desce até as paredes vaginais, denomina-se rectocelo; se for a uretra denomina-se uretrocelo; se a bexiga desce até à parte frontal das paredes vaginais. denomina-se cistocelo
Um prolapso da bexiga dá quase sempre origem a sintomas urinários de algum tipo.

Porque acontece?

O prolapso é quase sempre causado por uma anterior lesão nos músculos do fundo pélvico, do colo do útero ou dos ligamentos de suporte do útero durante o parto, especialmente se o parto for rápido, se teve um trabalho de parto muito longo ou se os filhos eram muito grandes.

Uretrocelo
Trata-se de uma protuberância na parede frontal interior da vagina, onde se situa a uretra. Se o revestimento da uretra ficar irritado, conduzirá a uma micção frequente.

Cistocelo

Ocorre quando a bexiga pressiona a parede frontal superior da vagina

Deverei ir ao médico?

Se tiver dores fortes nas costas ou sentir mal-estar a nível da pélvis, sensação de corpo estranho na vagina tipo "bola", consulte o seu médico.

Sintomas
  • Dores nas costas.
  • Sensação de corpo estranho na entrada da vagina.
  • Sensação de peso na pélvis.
  • Dores durante o ato sexual ou incapacidade de atingir o orgasmo.
  • Incontinência urinária.
  • Micção frequente (uretrocelo).
  • Indisposição e dificuldade em evacuar (rectrocelo).
  • Micções frequentes e sintomas do tipo cistite, com dores fortes e ardor durante a micção (cistocelo).

O que fará o médico?
O seu médico irá fazer-lhe um exame ginecológico e irá questioná-la acerca dos seus partos, por exemplo se s seus filhos eram maiores que o normal, se a segunda fase do trabalho de parto demorou tempo de mais ou se houve lesão do colo do útero
Se estiver na meia -idade, os tecidos perdem a força após a menopausa e as lesões que ocorrem no parto ainda podem dar origem ao prolapso
Vai questioná-la em relação à sua atividade profissional, se levanta pesos
Se sofre de obstipação intestinal

Qual é o tratamento?
Se o prolapso for ligeiro o seu médico irá recomendar-lhe que mantenha um programa diário de exercício Kegel para fortalecer os músculos do fundo pélvico
Se não for possível a intervenção cirúrgica ou em caos menos graves, ser-lhe-á colocado um pessário anelar no interior da vagina. Contudo este deverá permanecer na vagina entre 4 a 6 meses, após este período tem que ser examinada, pois pode alterar os tecidos, provocar feridas no interior da vagina.
Quando é colocado o pessário a utente terá de aplicar uma pomada com estradiol, 2 vezes por semana para manter a mucosa´vaginal saudável e ser observada entre 4 a 6 meses, pelo especialista do pavimento pélvico.
Para corrigir um prolapso grave, é frequente recorrer-se à uma histerectomia. O útero, o seu músculo distendido e o colo do útero podem ser removidos.
Em certos casos, é possível uma intervenção cirúrgica através da vagina.
De for obesa, poderá agravar o prolapso, por isso o médico irá aconselhá-la a perder peso.
O tratamento preventivo mais importante será fazer exercícios para fortalecer os músculos do pavimento pélvico.
Após o parto, as mulheres deverão iniciar imediatamente os exercícios, para evitar o desenvolvimento de um prolapso.

Fonte: Guia da mulher

sexta-feira, 9 de março de 2018

Como proteger a zona íntima


A flora vaginal precisa de cuidados diários específicos, pois se não existir equilíbrio, o organismo fica mais vulnerável às infecções vaginais. Quando estas se instalam, deve procurar conselho médico e seguir o tratamento à risca, para evitar recaídas na infecção.

Não se assuste se sofrer de uma infecção, sabe-se que é provável que 75% das mulheres sofram de uma infecção vaginal pelo menos uma vez na vida.Os vários sintomas de uma infecção podem ser prurido, ardor, mau cheiro, corrimento e dor durante a relação sexual, por exemplo.
quando iniciar o tratamento que lhe foi especificamente recomendado, deverá ter cuidados de higiene diários capazes de reforçar a ação protetora da zona íntima, acelerando o tratamento e aliviando os sintomas.

O gel de banho não é adequado à higiene íntima porque a mucosa vaginal tem características e necessidades específicas.
Durante o tratamento essa necessidade é ainda mais óbvia. Se notar uma melhoria nos sintomas, não deixe de seguir uma higiene diária, cuidada e com produtos específicos que ajude a manter a região genital saudável.






6 hábitos de higiene
  1. Faça apenas duas lavagens íntimas por dia;
  2. Utilize um produto específico para a higiene íntima
  3. Utilize roupa interior de algodão
  4. Não faça duches vaginais- pode irritar a zona íntima
  5. Limpe-se de frente para trás, evitando o contacto da flora intestinal com a região genital
  6. Evite utilizar roupas apertadas
Fonte: +saúde
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terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Hemorragia de origem ginecológica

A hemorragia de origem ginecológica constituí uma causa frequente de consulta médica. Em primeiro lugar, é indispensável determinar o local de proveniência da hemorragia, pois a localização poderá corresponder à vulva, vagina ou colo do útero.
Na mulher em idade fértil, a primeira causa a excluir é uma gravidez complicada por ameaça de aborto, aborto em evolução, ou gravidez ectópica. Nas mulheres não grávidas, as causas mais comuns são patologias estruturais uterinas, como hiperplasia endometrial, pólipos ou miomatose. Também pode co-existir uma anomalia do sistema de coagulação ou disfunção hormonal. As neoplasias, o traumatismo ou infecções são as causas menos frequentes.
Na pós-menopausa ,a hemorragia uterina deve ser cuidadosamente avaliada. A maior parte destes casos são originados pelo endométrio atrófico, mas a possibilidade da existência de um cancro do endométrio obriga à investigação do motivo das perdas. A hemorragia pode ser escassa e acastanhada ou profusa; em ambos em casos, a possibilidade de doença maligna endometrial deve ser despistada.
A ultrassonografia transvaginal (ecografia ginecologia com sonda vaginal) é o exame complementar mais recomendado para avaliar a espessura endometrial e a existência de pólipos, quistos ováricos e outras possíveis origens da hemorragia.

Causas de hemorragias
  • Persistência do folículo
  • Persisitência do corpo lúteo
  • Cervicite
  • Carcinoma cervical (colo do útero)
  • Endometrite
  • Endometriose
  • Pólipo endometrial
  • Carcioma de endométrio
  • Mioma
  • Carcinoma da trompa
Fonte: Italfarmaco

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quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Tratamento para a secura vaginal


A secura vaginal, também conhecida por vaginite atrófica, é uma condição comum em mulheres na pós-menopausa. Esta condição também é frequente em mulheres que tenham retirado ambos os ovários na altura de uma histerectomia.
Algumas mulheres têm sintomas desconfortáveis de secura vaginal, tais como dor durante as relações sexuais, ardor ou comichão vaginal, ou corrimento vaginal anormal, enquanto que outras não têm qualquer sintoma.


Felizmente, existem vários tratamentos eficazes para a secura vaginal.Se tiver secura vaginal, converse com o seu médico sobre qual o tratamento mais adequado para si.

O que causa a secura vaginal?

O estrogénio ajuda a manter a vagina húmida e a espessura do revestimento vaginal. A secura vaginal ocorre quando os ovários produzem uma quantidade diminuída de estrógenio e pode acontecer em certas alturas na vida de uma mulher, podendo ser permanente ou provisória.
Alturas em que há uma diminuição de estrogénio podem incluir:
Altura da menopausa
Após remoção cirúrgica dos ovários, quimioterapia ou radioterapia da pélvis em casos de cancro;
Após o nascimento de um bebé especialmente em mulheres que amamentaram;
Durante a utilização de certos medicamentos, tais como Danazol, Medroxyprogesterona, Leuprolide ou Nafrelin
Quando se para de tomar estes medicamentos, a produção de estrogénio é retomada.

Tem sido demonstrado que mulheres fumadoras têm maior risco de uma menopausa precoce em comparação com mulheres não fumadoras. Por isso sintomas de vaginite atrófica podem aparecer numa idade mais jovem neste grupo da população.

Tratamento da secura vaginal

Existem três tratamentos opcionais para mulheres com secura vaginal:
  • Hidratantes ou lubrificantes vaginais
  • Estrogénio vaginal
  • Medicamentos sob a forma de comprimidos.
  • Todos os tratamentos de secura vaginal são provisórios. A secura vaginal reaparece quando o tratamento termina a não ser que os ovários produzam mais estrogénio.

Hidratantes e lubrificantes vaginais:

Os hidratantes e lubrificantes vaginais podem ser adquiridos sem receita. Estes produtos não contém quaisquer hormonas e praticamente não têm efeitos colaterais.

Os lubrificantes são concebidos para reduzir a fricção e o desconforto provocados pela secura durante as relações sexuais. O lubrificante aplica-se na vagina ou no pénis antes da relação sexual. Produtos concebidos como lubrificantes vaginais são mais eficazes do que lubrificantes que não concebidos para esse efeito, tais como a vaselina.


Lubrificantes à base de óleo, tais como a vaselina, óleo de bebé, ou óleo mineral, podem danificar preservativos de látex e/ou diafragmas e torná-los menos eficazes na prevenção da gravidez e na transmissão de infecções sexuais. Os preservativos em poliuretano podem ser utilizados com produtos à base de óleos. Lubrificantes à base de água ou silicone podem ser utilizados com preservativos de látex e diafragmas.

Lubrificantes naturais, como o azeite, abacate ou óleo de amendoim são produtos fáceis de encontrar que podem ser utilizados como lubrificante durante as relações sexuais. Mais uma vez, não se recomenda a utilização de óleos naturais com preservativos de látex ou diafragmas, já que o óleo pode danificar o látex.

Os hidratantes vaginais são formulados para permitir a retenção de água nos tecidos vaginais. São aplicados na vagina três vezes por semana para permitir um efeito contínuo de hidratação. Não devem, contudo ser utilizados apenas antes das relações sexuais, uma vez que podem causar inflamação.

Loções das mãos e corporais não devem ser utilizados para aliviar a secura vaginal, uma vez que podem causar inflamação nos tecidos vaginais.


Estrogénio vaginal

É o tratamento mais eficaz para mulheres com secura vaginal. O estrogénio vaginal deve ser receitado por um profissional de saúde.
Podem ser utilizadas doses muito baixas de estrógenio vaginal, colocado na vagina para tratamento da secura vaginal. Uma pequena dose de estrogénio é absorvida pela corrente sanguínea, mas apenas cerca de 100 vezes menos do que através da utilização de comprimidos. Como resultado, existe um risco muito menor de efeitos colaterais, tais como coágulos sanguíneos, cancro da mama e ataque cardíaco, em comparação com outros produtos que contêm estrogénio (pílula ou terapia hormonal na menopausa).

Existem vários tipos de produtos de estrogénio vaginal, tais como creme, comprimidos ou anel vaginal.

Por quando tempo posso utilizar estrogénio vaginal?

O estrogénio vaginal é considerado seguro e provavelmente pode ser utilizado por tempo indefinido, embora não existam estudos a longo prazo que confirmem a sua fiabilidade.


O estrogénio vaginal é seguro para mulheres com historial de cancro da mama?
A fiabilidade do estrógenio vaginal em mulheres com um historial de cancro da mama não é clara. Uma pequena quantidade de estrogénio pode ser absorvida da vagina para a corrente sanguínea. Se tem um historial de cancro da mama, fale com o seu médico ou oncologista sobre os potenciais riscos e benefícios do estrogénio vaginal.


Atividade sexual
O estrogénio vaginal melhora a secura vaginal de forma rápida, normalmente no prazo de algumas semanas. Pode continuar a ter relações sexuais durante o tratamento da secura vaginal porque o próprio ato sexual ajuda a manter os tecidos vaginais saudáveis.
A penetração vaginal pode ajudar os tecidos vaginais, mantendo-os macios e maleáveis impedindo que encolham.

Se as relações sexuais continuam a ser dolorosas apesar do tratamento para a secura vaginal, fale com o seu médico.
Fonte: Italfarmaco

Artigos realacionados:
Secura vaginal

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Impacto da deficiência de estrogénio na mulher na menopausa.



A menopausa é o momento da vida de uma mulher em que ocorre a perda da sua capacidade reprodutiva. Os ovários deixam de trabalhar e há uma menor produção de estrogénio (hormona feminina que ajuda a manter a massa óssea). A redução de estrogénio pode afetar várias partes do corpo. Por conseguinte, durante esta transição normal que representa um período de desenvolvimento no ciclo de vida, o corpo passa por várias alterações que estão associadas ao envelhecimento.
   
  • O cabelo torna-se mais fino e perde brilho
  • Dores de cabeça, afrontamentos, alterações de humor, depressão, irritabilidade, ansiedade, distúrbios de sono e esquecimento
  • Danos nos dentes e nas gengivas
  • Os seios perdem volume
  • Palpitações, fadiga, doença vascular
  • A pele torna-se seca e adquire uma textura mais áspera
  • Dores lombores
  • Osteoporose (fraturas)
  • Secura vaginal
  • Relações sexuais dolorosas
  • Incontinência urinária

Fonte: ITF medivida.


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domingo, 27 de março de 2016

Dúvidas sobre o Vírus do Papiloma humano (HPV)


"Sou seguida regularmente pelo meu ginecologista e faço o rastreio. Será que é suficiente para prevenir uma doença por HPV?"
O rastreio pode ser feito por citologia (teste de papanicolau) e através de um teste de HPV.. O rastreio é muito importante como prevenção secundária mas não impede a infeção por HPV nem a possível progressão para o cancro do colo do útero.

Nalguns casos, os resultados da citologia são normais apesar das mulheres poderem estar infetadas por HPV. Por isso é muito importante que faça frequentemente o rastreio.
O rastreio apenas deteta lesões do colo do útero. Não é possível rastrear as outras doenças genitais causadas pelo HPV:
  • Cancro do ânus,
  • Cancro da vulva
  • Cancro da vagina,
  • Respetivas lesões pré-cancerosas e condilomas genitais.
Estas doenças poderão ser preveníveis através da vacinação.
A vacinação associada ao rastreio é a forma mais eficaz de prevenção.

"Já tive uma lesão do colo do útero e fui tratada"
Poderei voltar a ter outra infeção?
O que posso fazer para evitar essa situação?
Todas as mulheres sexualmente ativas estão continuamente em risco de infeção por HPV ao longo da vida.
As mulheres que já foram tratadas de uma lesão por HPV têm risco elevado de recorrência.
Fale com o seu médico para prevenir novas infeções através da vacinação.

"Eu tenho uma relação estável, há vários anos. Será que devo preocupar-me com o HPV"
O HPV é um vírus altamente contagioso que se transmite facilmente no contato pele com pele ou durante as relações sexuais (genital,anal,ou oral)
Qualquer mulher sexualmente ativa pode ser infetada por HPV
Na maioria dos casos o organismo consegue eliminar o vírus. Porém, em algumas pessoas, o HPV não desaparece e pode provocar doença. Não é possível prever quem vai desenvolver a doença associada a este vírus.

"A minha filha foi vacinada contra o HPV. Na minha idade faz sentido pensar na vacinação"
O Papiloma vírus humano (HPV) é um vírus muito frequente que infeta 75 a 80% de mulheres e homens sexualmente ativos, ao longo da vida.
As mulheres mais velhas, quando infetadas, têm maior risco de desenvolver doenças genital por HPV
As mulheres que já tiveram uma infeção por HPV continuam em risco de contrair nova infeção por HPV

O HPV é responsável por:
  • 100% do cancro do colo do útero
  • 90% verrugas genitais
  • 84% cancro do ânus
  • 70% cancro da vagina
  • 40% cancro da vulva
Fonte: MSD

Artigos relacionados:
HPV Papiloma do vírus humano

sábado, 26 de setembro de 2015

Citologia do colo do útero ou teste Papanicolau

Questões frequentes
Cancro do colo do útero e rastreio
E informação sobre a mais recente tecnologia que lhe oferece um teste  melhor

O que é o cancro do colo do útero?
O cancro do colo do útero é um cancro do cérvix, a parte inferior e estreita do útero que faz a ligação com o canal vaginal. É o segundo tipo de cancro com maior incidência nas mulheres a nível mundial. No entanto, o cancro do colo do útero é altamente evitável, em grande parte parte devido aos testes de Papanicolau de rotina. A maioria dos casos de cancro do colo do útero está relacionada com o vírus do papiloma humano (HPV), mas também pode ter origem noutros fatores de risco.

O que é teste de Papanicolau ou citologia cervical?
O teste de Papanicolau ou citologia cervical é um teste de rastreio preventivo que consegue detetar indícios de cancro do colo do útero ou células que possam vir a transformar-se em células cancerígenas no futuro. Foi introduzido há mais de 50 anos e tem sido o fator que mais contribui para a redução global do cancro do colo do útero.

Porque devo efetuar um teste de Papanicolau?
A realização regular de testes de Papanicolau ajuda a prevenir o cancro do colo do útero. Podem ocorrer alterações a nível celular no colo do útero. Podem ocorrer alterações a nível celular sem que tenha quaisquer sintomas ou dor. Caso não sejam tratadas, as mais pequenas alterações celulares podem tornar-se graves com o passar do tempo.

Quem deve efectuar um teste de Papanicolau?
Os testes de Papanicolau devem ser realizados regularmente por todas as mulheres que já tenham iniciado a vida sexual. Mesmo que, neste momento, não seja sexualmente ativa ou tenha deixado de ter menstruações, continua a ter de realizar o teste de Papanicolau regularmente.

Como é feito o teste de Papanicolau?
A pessoa que recolher a amostra, normalmente um médico ou enfermeiro/a, raspa suavemente as células do colo do útero. Mo método tradicional, estas células são espalhadas diretamente numa lâmina de vidro e enviadas para um laboratório para análise microscópica.

O teste de papanicolau pode ainda ser melhorado?
Sim! A recolha do esfregaço pode provocar a constituição de camadas, o aglomeramento ou sobreposição das células de forma irregular, dificultando a interpretação. Além disso, foi demonstrado em estudos que a maioria do material celular pode não ser transferido para a lâmina e pode ser eliminado com o dispositivo de recolha da amostra.

O que diferencia o teste Thinprep Pap?
As células são recolhidas damesma forma do que no teste convencional. No entanto, as células são enxaguadas e colocadas num frasco com uma solução, permitindo que praticamente todas as células sejam capturadas. Depois, este frasco é enviado para um laboratório onde é processado, colocando-se uma fina camada de células na lâmina para análise microscópica. O processo Thin Prep melhora a qualidade da amostra, preparando uma lâmina para análise microscópica. O processo ThinPrep melhora a qualidade da amostra, preparando uma lâmina mais adequada para análise diagnóstica.

Existem evidências de que o teste ThinPrep Pap é mais eficaz?
O teste ThinPrep foi desenvolvido para resolver muitas das falhas associadas ao teste de Papanicolau convencional. Foi comprovado em estudos, a nível mundial, que o teste ThinPrep Pap é mais preciso do que o teste de Papanicolau convencional.

O que acontece se os resultados do meu teste forem anormais?
Um resultado de teste anormal não significa necessariamente algo de grave. Quando detetados precocemente, a maioria dos problemas que provocam um resultado de teste anormal podem ser tratados. São frequentemente provocados por uma inflamação ou infeção no colo do útero ou vagina. Se obtiver resultados de teste anormais, o seu médico pode tratá-la imediatamente com o tratamento que for mais adequado para si. Peça ao médico ou enfermeiro/a para lhe explicar os resultados e os passos seguintes.

Porque devo pedir um teste ThinPrep Pap?
O teste ThinPrep Pap é a primeira melhoria real ao teste de Papanicolau em 50 anos. Oferece um novo nível de confiança na precisão dos seus resultados.


O VPH e o cancro do colo do útero
O que é o VPH, ou vírus do papiloma humano, é um grupo de mais de 100 tipos de vírus que são transmitidos por contacto direto com a pele. A maior das estirpes de VPH desaparece por si mesma. No entanto, algumas estirpes de "alto risco", se forem persistentes, podem provocar cancro do colo do útero, embora seja raro. A melhor forma de efetuar o rastreio do cancro colo do útero é realizar, rotineiramente, o teste de Papanicolau e o teste ao VPH, se recomendado.

Quem pode ser infetado pelo VPH?
Cerca de 80% das mulheres sexualmente ativas contraem, pelo menos, uma estirpe de VPH genital até aos 50 anos de idade. Como o VPH raramente produz sintomas notórios, a maioria das pessoas afetadas pelo VPH nem sabe que o tem.

Quem deve efectuar o teste ao VPH?
Embora se saiba que o VPH de alto risco é o causador da maioria dos casos de cancro do colo do útero, apenas um pequeno número de infeções por VPH origina este tipo de cancro. Na verdade, a maioria das mulheres sexualmente ativas é exposta ao VPH, mas a maior parte destas infeções desaparecerá por si própria. Assim, o teste ao VPH é muitas recomendado juntamente com o teste de Papanicolau se:
Os resultados do seu teste de Papanicolau forem inconclusivos ou ligeiramente anormais
Tiver mais de 30 anos
Neste momento não existe cura para o VPH. Se o seu médico recomendar que faça o teste ao VPH juntamente com o teste de Papanicolau, ambos podem ser realizados a partir da amostra recolhida para o teste ThinPrep Pap. No entanto, para infeções persistentes, o método mais fiável para a deteção precoce é o teste de Papanicolau e o teste ao VPH de rotina, quando recomendado.

Fonte: Hologic

terça-feira, 16 de junho de 2015

Secura vaginal



Secura vaginal
  • São particularmente afetadas mulheres na menopausa e nos anos seguintes
  • Após cirurgia ao útero ou ovários
  • Toma de pílula contraceptiva
  • Gravidez e amamentação
  • Doenças metabólicas (P.ex. diabetes)
  • Radioterapia (tratamento de cancro)
  • Stress
Os sintomas de secura vaginal podem interferir com a qualidade de vida das mulheres afetadas

A sensação de secura é frequentemente acompanhada por outros sintomas, tais como prurido, ardor e dor na vagina, na entrada da vagina e na área genital externa. Em muitos casos, estes sintomas podem causar durante a relação sexual.

São particularmente afetadas mulheres na menopausa (que se inicia por vezes a partir dos 40 anos) e nos anos seguintes. Nestes casos, a secura vaginal deve-se a uma diminuição da produção das hormonas sexuais (como o estrogénio). É produzido menos fluido vaginal, a pele torna-se mais fina e frágil. Apesar deste processo ser perfeitamente normal, pode provocar um mal-estar considerável.

Após cirurgia ao útero ou ovários, durante a gravidez e a amamentação e aquando da toma de pílula contraceptiva, as deficiências, flutuações ou mudanças hormonais podem conduzir a sintomas de secura vaginal.
Além disso, algumas doenças metabólicas (como p.ex. a diabetes), medicamentos. radioterapia (tratamento de cancro) e o stress podem estar associados a secura na área genital interna e externa

Fonte: Gide Farma

quarta-feira, 10 de junho de 2015

O que é o ciclo menstrual?


O ciclo menstrual conta-se desde o primeiro dia de uma hemorragia até ao primeiro da hemorragia seguinte. O ciclo menstrual médio dura cerca de 28 dias. O aumento e a diminuição dos níveis hormonais ao longo do mês controla o ciclo menstrual, que tem três fases: folicular, ovulatória e luteínica
Na fase folicular, que se inicia no 1º dia de uma hemorragia (dia 1), os níveis de estrogénio aumentam gradualmente. A elevação dos níveis de estrogénios é responsável pelo espessamento das paredes do útero (endométrio) para conseguir suportar uma eventual gravidez. Simultaneamente, ocorre a maturação dos óvulos nos ovários, no interior de estruturas chamadas de folículos. Por volta do 14º dia, num ciclo de 28 dias, apenas um dos óvulos é libertado de um dos ovários para as trompas de Falópio, num processo denominado de ovulação.
 A fase luteínica começa após a ovulação é caracterizada por um aumento dos níveis de progesterona, produzida pelo corpo lúteo (folículo que deu origem ao óvulo). Esta hormona é responsável pelo aumento do endométrio e espessamento do muco cervical, com o objetivo de preparar o útero caso tenha ocorrido a fecundação do óvulo.
Se não houver fecundação, o corpo lúteo degenera, os níveis de estrogénio e progesterona diminuem e o endométrio sofre um processo de descamação, levando ao início de um novo ciclo menstrual, caracterizado pelo aparecimento de nova hemorragia.
Fonte: MSD

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Previna-se das infeções vaginais

Na vagina existe um ecossistema formado por inúmeros microrganismos. Os mais importantes são os Bacilos de Dorderlein, também conhecidos como lactobacilos, representantes microscópicos da flora microbiana que fazem parte do ambiente vaginal saudável.
Os lactobacilos são microorganismos benéficos e protetores do ecossistema vaginal, responsáveis pela manutenção do pH vaginal em níveis normais. De forma a manter o meio vaginal saudável, é necessário que os bactobacilos prevaleçam sobre as bactérias causadoras de infeção.

O que é o pH?
O pH mede o grau de acidez ou alcalinidade de uma substância. O pH da vagina saudável é acido e varia entre 3,5 e 4,5. Esta é a condição ideal de sobrevivência dos lactobacilos.

E se o pH alterar?
Quando o pH vaginal se encontra alterado, as colónias de lactobacilos diminuem, criando um cenário propício à manifestação de incomodativas; irritações e infeções vaginais. Entre as infeções vaginais mais comuns encontra-se a vaginose bacteriana cuja a causa principal é uma bateria chamada Gardnerella vaginalis.

O que contribui para alteração do pH?
  • As causas de alterações do pH podem ser várias.
  • Alguns exemplos mais frequentes:
  • Uso de antibióticos
  • Uso de antimicóticos
  • Gravidez
  • Menstruação
  • Alterações metabólicas (por exemplo diabetes)
  • Diminuição da imunidade
  • Desequilíbrio emocional
  • Pós-operatório

Vaginose bacteriana
A vaginose bacteriana é uma infeção vaginal que está presente em cerca de 35 a 50% das mulheres sexualmente ativas.
80% das mulheres que tiveram um episódio de vaginose bacteriana correm o risco de desenvolver novos episódios depois de uma primeira infeção. Nesses casos diz-se que padecem de vaginose bacteriana recorrente ou de repitição
A vaginose bacteriana não é considerada uma DST (Doença Sexualmente Transmitida), no entanto, mulheres com vaginose bacteriana tornam-se mais susceptíveis de contrair uma DST.


Principais sintomas da Vaginose Bacteriana:
  • Corrimento vaginal frequente de cor branca acinzentada, fluído e homogéneo
  • Odor forte e desagradável

Estes sintomas são facilmente identificáveis após a menstruação e após as relações sexuais. Em geral causam constrangimento e uma sensação de mal-estar na mulher, podendo influenciar a sua auto-estima e o relacionamento com o seu parceiro sexual.

É necessário ter um cuidado redobrado durante a gravidez de forma a evitar estes tipos de infeção que podem trazer riscos para a mãe e para o bebé. Estudos científicos confirmam que as mulheres grávidas com vaginose bacteriana têm 3 vezes mais riscos de parto prematuro que as grávidas saudáveis.

Para manter as infeções vaginais à distância é necessário uma alimentação saudável, higiene adequada, cultivar bons hábitos de vida como a prática de exercício físico (no mínimo uma vez por ano).

Converse com o seu ginecologista sobre a melhor forma de prevenir eventuais alterações do pH vaginal e pergunte-lhe sobre vaginose bacteriana.

Prevegyne - acido ascórbico 250mg
Prevegyne é um produto destinado a baixar o pH vaginal a valores fisiológico (pH entre 3,5 a 4,5), favorecendo o reaparecimento dos lactobacilos. Cada um dos 6 comprimidos vaginais da embalagem de Prevegyne fornece 250mg de ácido ascórbico de libertação prolongada. um tratamento de 6 dias garante o reequilíbrio do ecossistema vaginal e protege-a de futuras infeções.

Prevegyne é um dispositivo médico. Antes de utilizar prevegyne consulte sempre o seu médico e leia atentamente as informações do folheto informativo.

Fonte: CELSIS
 Artigos relacionados:
Como proteger a zona íntima

domingo, 1 de junho de 2014

Ardor e secura na vagina


 Atrofia vaginal
O que é a atrofia vaginal?
A atrofia vaginal é uma condição na qual o revestimento da vagina se torna mais fino e mais seco. Esta condição poderá conduzir a problemas vaginais e do trato urinário.



Sabia que?
Muitas mulheres não sabem que a atrofia vaginal pode ser tratada. O tratamento rápido poderá evitar o agravamento dos problemas.
Quais são os sintomas de atrofia vaginal?
Poderá não sentir quaisquer sintomas. Ou então poderá ter:
  • Secura vaginal
  • sensação de ardor na vagina
  • Desconforto ou dor durante a relação sexual
  • Hemorragia ligeira após a relação sexual
  • Sensação de queimadura ao urinar
  • Vontade frequente e intensa de urinar
  • Incontinência urinária (perda involuntária de urina)

A atrofia vaginal poderá ainda aumentar o risco de infeções vaginais e do trato urinário (ITU´s).

O que causa a atrofia vaginal?
A atrofia vaginal ocorre quando o seu organismo tem falta de estrogénio. O estrogénio é uma hormona sexual feminina que influencia os traços sexuais, crescimento e reprodução. Os níveis de estrogénios podem diminuir:
  • Antes e durante a menopausa
  • Durante o aleitamento
  • Quando toma medicamentos que diminuem os níveis de estrogénios (tais como medicamentos para o cancro da mama ou para a endometriose)
  • Após tratamento para o cancro (irradiação da área pélvica ou quimioterapia)
  • Após remoção cirúrgica dos ovários

O seu risco de atrofia vaginal também aumenta se fumar ou se nunca teve filhos por via vaginal (parto natural)

Como se diagnostica a atrofia vaginal?
O (a) seu(sua) médico(a) irá perguntar-lhe acerca dos seus sintomas e realizar um exame pélvico para observação ginecológico e citologia vaginal.

Quais são as opções de tratamento para a atrofia vaginal?
Estão disponíveis opções sujeitas a prescrição médica e de venda livre. Fale com o(a) seu(sua) médica acerca da melhor opção para si.

Tratamento de venda livre
Algumas mulheres dão-se bem com tratamento de venda livre, especialmente quando apenas têm sintomas ligeiros. Os tratamentos de venda livre não têm hormonas e têm poucos efeitos secundários.

As mulheres que têm dor durante a relação sexual por causa de músculos pélvicos hiperativos podem aprender a relaxar os músculos utilizando um dispositivo chamado dilatador vaginal ou através de fisioterapia. Manter uma atividade sexual regular, com ou sem coito, bem como permitir o tempo suficiente para a excitação, também poderá ajudar a aliviar os sintomas.

Medicamentos sujeitos a prescrição médica
Se você tem sintomas moderados ou graves, poderão ser necessários medicamentos à base de estrogénios. Os estrogénios podem ser administrados por duas vias: tópica e sistémica.

Os estrogénios tópicos (vaginais) aplicam-se sobre a superfície da vagina.
Vários estudos demonstraram que os estrogénios tópicos são o tratamento mais eficaz. Ao contrário dos medicamentos de venda livre, os estrogénios vaginais também ajudam a reduzir as ITU´s e a bexiga hiperativa. O tratamento tópico não acarreta os riscos para a saúde dos estrogénios sistémicos, uma vez que apenas pequenas quantidades de estrogénio atingem a circulação sanguínea.
 Os estrogénios sistémicos, também denominados terapêutica hormonal, são tomados em comprimidos, adesivos, gel ou spray. Os estrogénios sistémicos atingem todo o organismo e acarretam alguns riscos para a saúde, tais como o aumento de risco de ataque cardíaco e de coágulos sanguíneos.

Que deverá fazer se tiver sintomas de atrofia vaginal?
Fale com o(a) seu(a) médico. Este poderá ajuda-lá a encontrar a causa dos sintomas e sugerir as melhores opções para a ajudar a sentir-se melhor.


Questões a colocar ao(à) meu (minha) médico(a)?
  • Tenho atrofia vaginal
  • Que tratamento aliviará os meus sintomas?
  • Quais são as minhas opções de tratamento
  • Quais são os riscos e benefícios de cada opção de tratamento?
  • Durante quanto tempo precisarei de fazer o tratamento?
Fonte: Hormone Health Network.
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Tratamento para a  secura vaginal







domingo, 4 de maio de 2014

Dores de cabeça e hormonas


Dores de cabeça na mulher e alterações hormonais

Falar simplesmente em dores de cabeça pode ser muito vago e relativo. É um mundo que engloba vários tipos, por sua vez, ligados a diversas causas e a fatores como idade, sexo, ou historial clínico e familiar.
Há, no entanto, dores de cabeça "exclusivas" da população feminina. Originadas pela oscilação hormonal, não afetam todas as mulheres e têm diversas particularidades, nomeadamente o fato de aparecerem em momentos específicos da vida feminina. Ocorrem (ou não) "ao sabor" das alterações hormonais de cada mês, ou de uma fase particular na vida da mulher, podendo manifesta-se com mais intensidade dias antes do período menstrual, na gravidez ou na menopausa.

Os estrogénios são hormonas essenciais para a regulação do ciclo menstrual e a flutuação dos seus níveis pode contribuir para o aparecimento das dores de cabeça. Ou seja, níveis estáveis de estrogénios podem melhorar as dores de cabeça, enquanto a diminuição dos mesmos pode agravar as dores de cabeça. Assim, durante a fase pré-menstrual a produção de estrogénio diminui, favorecendo o aparecimento de cefaleias. Muitas mulheres permanecem com dores de cabeça durante a menstruação, porém, os níveis mais elevados de estrógenios podem ter o efeito contrário, levando a que as cefaleias desapareçam.
A pílula é um método contracetivo que contribui para a regulação do ciclo hormonal. Muitas mulheres referem o aparecimento de enxaqueca após a toma da pílula, outras sentem exatamente o contrário.

Os níveis de estrogénio sobem logo no início da gestação e continuam a aumentar até ao parto. Assim, as grávidas que sofrem de enxaqueca podem sentir um forte alívio. Mas, com o nascimento do bebé surgem diversas alterações que incluem, além da descida do nível de estrogénio, o aumento de stress e as alterações nos hábitos alimentares e no sono. Aumenta, pois , a probabilidade de surgirem dores de cabeça de tensão, que se caracterizam pela dor ou desconforto na cabeça, couro cabeludo ou pescoço, devido à tensão muscular nessa zona.

As mulheres que ao longo da vida sofreram repetidamente de dores de cabeça podem ver o problema acentuar-se na menopausa, tanto na intensidade como no número de episódios, devido à descida dos níveis de estrogénio. Muitos médicos prescrevem terapia hormonal de substituição durante a menopausa para atenuar alguns sintomas, sendo uma terapia que pode interferir positivamente na ocorrência de dores de cabeça.


Cada mulher é única e, como tal, é relativo que ocorram dores de cabeça ou que estas melhorem, desapareçam ou piorem com a aproximação do período menstrual, com a gestação ou com a entrada na menopausa. Por exemplo, algumas mulheres podem não ser sensíveis às flutuações hormonais, outras podem tomar medicação que interfira.

Aliviar sintomas
Existe uma panóplia de conselhos "caseiros" que ajudam a aliviar a sintomatologia. São medidas simples que, na gíria popular, "mal não fazem". Colocar um pano bem apertado em redor da cabeça e permanecer algumas horas no escuro, deitada ou sentada pode aliviar a dor de cabeça.

Se as dores de cabeça aparecerem na altura do período menstrual, é possível minorar os sintomas com a aplicação de algo frio na zona em que doí. Se for uma cefaleia tensional, as massagens localizadas podem ajudar a relaxar os músculos, logo a atenuar a dor, Ter uma alimentação equilibrada, assim como praticar exercício físico, fazer uma boa higiene do sono e reduzir o stress são hábitos que podem contribuir para a diminuição das dores de cabeça. São ainda de evitar os hábitos tabágicos e a ingestão de bebidas alcoólicas.

Se a origem estiver aparentemente relacionada com a toma da pílula, convém consultar o médico, de forma a mudar o tipo de contracetivo ou a marca da pílula. Todavia, é fundamental falar com o médico de família ou farmacêutico, sobretudo se as dores forem persistentes,interferirem no dia-a-dia e prejudicarem a qualidade de vida. Os profissionais de saúde conseguem avaliar a situação, em especial no que concerne a medicação.

Conselhos úteis
  • Evite a auto medicação. Caso seja necessário recorrer a algum analgésico e/ou relaxante muscular, aconselhe-se com o médico ou farmacêutico, de modo a saber qual o melhor e mais adequado à situação.
  • Sente-se ou deite-se durante pelo menos 15 minutos.
  • Não fume nem beba bebidas  alcoólicas durante as crises de dores de cabeça, porque as podem agravar;
  • Garante uma boa higiene do sono;
  • Adote uma boa postura no trabalho ou enquanto estuda. Mantenha o ecrã do computador ao nível dos olhos e evite estar muito tempo na mesma posição.
  • Pratique atividade física regular
  • Tenha uma alimentação equilibrada;
  • Evite o stress, se necessário através de técnicas de relaxamento.
  • Consulte o clínico geral, ou até mesmo o neurologista, caso as dores de cabeça interfiram acentuadamente no seu quotidiano

Fonte: Revista + saúde

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Menopausa

Menopausa é a cessação de menstruação. que pode resultar tanto do processo normal de envelhecimento, como da remoção cirúrgica dos ovários ou de uma histerectomia (retirar o útero cirurgicamente). Nas sociedades ocidentais, a menopausa ocorre, em média, a partir dos 50 anos. A menopausa prematura define-se como uma falha no funcionamento dos ovários e cessação da menstruação antes dos 40 anos. A menopausa cirúrgica resultante da ooferectomia bilateral é um processo comum e pode causar sintomas graves devido à descida brusca dos níveis de hormonas sexuais.

Causas
A causa da menopausa é a paragem de produção de estradiol e progesterona nos ovários, que fazem parte do sistema endócrino, sendo neste caso as hormonas que possibilitam a reprodução e influenciam o comportamento sexual.
Após a menopausa, o estrogénio continua a ser produzido noutros tecidos como os ossos, vasos sanguíneos, e até no cérebro. A queda dramática nos níveis de circulação de estradiol durante a menopausa afeta muitos tecidos, desde o cérebro até a pele.

Sintomas
Cessação da menstruação:
Os ciclos menstruais tornam-se geralmente irregulares à medida que se aproxima a menopausa. O fluxo menstrual tende a diminuir em quantidade devido à diminuição da secreção de estrogénio, resultando num crescimento endometrial menos abundante. Por último, os ciclos tornam-se mais longos, com ausência de menstruação ou apenas episódios de fluxo reduzido. A menopausa verifica-se quando não há perdas hemorrágicas durante 1 ano.

Afrontamentos
Os afrontamentos caracterizam-se por uma sensação de calor intenso no tronco e face, acompanhados de rubor da pele e suores que ocorrem em menos de 50 % das mulheres como resultado da diminuição do nível de hormonas nos ovários. Os afrontamentos são mais graves nas mulheres cuja a menopausa teve origem cirúrgica. Estes afrontamentos quando ocorrem de noite, causam suores e insónias, o que provoca uma sensação de cansaço no dia seguinte.

Atrofia vaginal
A atrofia vaginal pode desenvolver-se com diminuição da secreção de estrogénio, tornando a mucosa vaginal mais fina e diminuindo a lubrificação vaginal; pode provocar dispareunia (dor no ato sexual).

Osteoporose
A osteoporose pode ocorrer como um efeito tardio da menopausa.
  1. Dores de cabeça e afrontamentos
  2. Enfraquecimento dos dentes e recessão das gengivas
  3. A pele torna-se mais seca e desenvolve uma textura mais áspera
  4. Risco de doença cardiovascular
  5. Os mamilos ficam mais pequenos
  6. Os seios ficam mais descaídos e flácidos
  7. O abdómen perde a tonicidade
  8. Secura vaginal. prurido e atrofia/aumento da vontade de urinar/os pelos do corpo e da púbis tornam-se mais grossos e escuros
  9. Os ossos perdem massa e tornam-se mais frágeis.

Diagnóstico
O diagnóstico é feito através da história clínica, exame citológico vaginal (predomínio de células parabasais, indicando da de maturação epitelial devido a baixa quantidade de estrogénio) e resultados de análises laboratoriais (níveis elevados de FSH e LH no plasma)
A menopausa que ocorre antes dos 40 anos, independentemente da causa, designa-se por menopausa prematura.

Tratamento
Sintomas vaso motores:
Para mulheres com sintomas moderados a graves, o tratamento com estrogénio/progesterona revelou-se a abordagem mais eficaz no alívio dos sintomas.
Resultados de um estudo da WHI (Women`s Health initiative) sugerem que as mulheres não devem prolongar o tratamento com a combinação estrogénio/ progesterona por mais de 3 ou 4 anos. Segundo este estudo, o risco de doença cerebrovascular e de cancro da mama aumento com este tratamento, ultrapassando os seus benefícios.


Atrofia vaginal:
O uso de creme vaginal com estrogénio por um curto período de tempo poderá aliviar os sintomas de atrofia, mas devido à absorção variável, são preferíveis a terapia com anel vaginal ou a terapia de reposição hormonal. Na altura da relação sexual, a utilização de um lubrificante ou gel de solução aquosa pode revelar-se útil.

Osteoporose:
Ao longo da vida, as mulheres devem ingerir, pelo menos, 800mg de cálcio por dia. Os produtos lácteos magros ou de baixas calorias, sumo de laranja enriquecido com cálcio, vegetais de folha verde e sardinha em lata ou salmão constituem boas fontes alimentares de cálcio.
Para além disso, 1 g de cálcio elementar deve ser tomado como suplemento diário a partir da menopausa e daí para a frente. Os suplementos devem tomar ser tomados com as refeições para aumentar a sua absorção.Para melhorar a absorção de cálcio e manter a massa óssea, é necessário: vitamina D, 800 unidades internacionais (alimentos, luz do sol ou suplementos). Caminhadas rápidas diárias e exercícios de fortalecimento dos braços e tronco ajudam a manter a massa óssea.
As mulheres com risco elevado de sofrer fraturas causadas pela osteoporose devem considerar a toma de bifosfonato, raloxifeno, ou terapêutica hormonal de substituição (THS). Neste quadro estão incluídas mulheres de origem caucasiana e asiática, especialmente se tiverem historial familiar de osteoporose, se forem magras, baixas, fumadoras e fisicamente inativas, ou se tiverem uma ingestão de cálcio insuficiente durante a vida adulta.

O que pode esperar?
Os sintomas principais da menopausa podem demorar 1 ou 2 anos a diminuir mas, nalguns casos, podem persistir durante mais tempo. As opções terapêuticas disponíveis hoje em dia ajudam a controlar a maior parte dos sintomas. As mulheres que foram sujeitas a cirurgia ginecológica ou a quimioterapia, os sintomas como afrontamentos são geralmente mais graves.

Teste os seus conhecimentos:
1- A causa mais comum de menopausa é:
a. Cessação da produção de hormonas pelos ovários
b. Infeção do útero
c. Hipertensão não-controlada

2- Qual das seguintes opções constitui a descoberta laboratorial utilizada para o diagnóstico da menopausa?
a. Anemia
b. Aumento da hormonas estimulante da tiroide (TSH)
c. Aumento da FSH e da LH

3- O tratamento da menopausa pode incluir:
a. Antibiótico
b. Transfusão de sangue
c. Terapêutica hormonal de substituição (TSH)

Respostas
1-a; 2-c;3-c

Sabia que...?
Em média, uma mulher passará 1/3 da sua vida no período pós menopausa.


Leia este post: menopausa

sábado, 3 de novembro de 2012

Doenças de coração na mulher


A doença cardiaca é associada com mais frequência ao género masculino do que ao feminimo, o que pode alimentar a ideia de que as mulheres estão mais protegidas. Mas na verdade as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte também entre as mulheres, mais do que as doenças oncológicas.
Na origem desta menor sensibilidade para o impacto da doença cardíaca na qualidade de vida e na sobrevivência das mulheres pode estar a facto de os problemas acontecerem mais tardiamente do que nos homens e, de além disso, os sintomas serem mais subtis.

Dor e opressão no peito, espalhando-se para o braço esquerdo, é um dos sintomas mais conhecidos da doença cardíaca. Nos homens é mesmo o mais frequente. Mas nas mulheres manifestam-se outros sinais que não são, de imediato associados ao coração: dificuldade em respirar, náuseas ou vómitos, sensação de indigestão, fadiga, ansiedade são alguns deles. Ora estes sinais podem ter muitas outras causas, desde logo stress e até depressão, pelo que não se pensa no coração em primeiro lugar. Em consequência, a doença pode acabar por ser ignorada e diagnosticada mais tarde do que nos homens.

Aliás, nas mulheres. a doença surge numa fase mais avançada da vida do que nos homens, muitas vezes associada à menopausa. A explicação reside nas hormonas femininas, nomeadamente nos estrogénios, que parecem ter um efeito protector sobre o coração e as artérias. Durante a idade adulta, as mulheres estão pois, mais salvaguardadas da doença cardíaca, aumentando o risco  com a "chegada" da menopausa. Há uma menor produção hormonal, associada ao declínio da fertilidade feminina, o que aumentará a vulnerabilidade do coração aos factores de risco.

Homens e mulheres passarão a ter probabilidades semelhantes de doença cardíaca. Ainda assim, não é uma fatalidade. Antes pelo contrário, esta diferença em relação aos homens pode ser uma vantagem para as mulheres pois têm os anos anteriores à menopausa - A maior parte da vida, afinal, para reduzirem o risco de doença cardíaca. Há fatores que não podem ser modificados: è assim com a hereditariedade, na medida em que a doença tende a predominar em certas famílias, nomeadamente devido à genética, mas também devido aos comportamentos adquiridos. Sabe-se que membros de uma mesma família tendem a praticar o mesmo tipo de alimentação, a ter a relação com o exercício físico e a exibir hábitos idênticos, como fumar (ou não). Mas há outros fatores que podem ser alterados, nomeadamente os que estão associados ao estilo de vida.
Em matéria de doença cardíaca não há risco zero. Nem para homens nem para mulheres.
Quer eles, quer elas, podem e devem zelar pela saúde do coração.

Prevenir o risco
A saúde do coração está ao alcance de todos nós e passa, essencialmente, pela adopção de um estilo de vida saudável,independentemente do género.Assim:

Alimente-se de uma forma equilibrada - limite o consumo de gorduras saturadas e aumente o de fibras incluindo a cada refeição uma dose de legumes e de fruta.


Controle o peso - emagreça o risco, medindo o seu índice de massa corporal e estabilizando os quilos adequados para a sua estatura.

Apague os cigarros - o fumo do tabaco contém substâncias tóxicas que entram na circulação sanguínea afetando a sua saúde cardiovascular.

Vigie a pressão arterial, o colesterol e a glicemia - estes fatores de risco importante: se  os seus valores excederem os normais, consulte o seu médico; se já toma medicamentos, respeite a terapêutica.

Aprenda a gerir o stress - faça uma pausa para relaxar; ler um livro; fazer uma sesta; tomar um banho de espuma ou conversar com os amigos previnem os estados ansiosos e depressivos.

Fonte: Revista + Saúde

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Dores menstruais ou dismenorreia

Trata-se de um período menstrual muito doloroso, as dores localizam -se na região inferior do abdómen.
A dismenorreia poderá ser primária ou secundária
Designa-se por dimenorreia primária, se o período doloroso começa no espaço de três anos após a primeira menstruação.
Deve-se a fenómenos naturais, fisiológicos associados a menstruação, não há qualquer doença subjacente.
A dismenorreia primária é mais comum em mulheres jovens. Pode aparecer desde a primeira menstruação (menarca) e diminuir normalmente com a idade.
A dismenorreia secundária pode aparecer em qualquer período da vida da mulher em idade fértil, poderá estar associada a problemas do foro ginecológico como por exemplo endometriose ou fibromiomas.

Qual é a causa das dores menstruais?
As mulheres todos os meses estão sujeitas a um ciclo hormonal, assim a hormona FSH (hormona estimulante dos folículos) provoca o amadurecimento do óvulo e posteriormente LH (hormona leiteizante) a sua libertação no útero. No útero na parte interna do útero chamada de endométrio, aumenta de espessura e reveste-se de uma rede de vasos sanguíneos. Este é o local onde o ovo (resultante da fecundação do óvulo pelo espermatozoide) se irá implantar e se desenvolver na fase da gravidez.
Quando não há fecundação, os níveis hormonais baixam e o revestimento interno do útero, morre, descama e é eliminado através da vagina (menstruação).
Quando a camada interna do útero (endométrio) descama, a rutura de tecidos provoca a libertação de prostaglandinas que são substâncias que provocam contrações nos músculos do útero.
Quando essas contrações são dolorosas é chamada de dismenorreia.

Sintomas:
Os principais sintomas são dores na região abdominal inferior que poderão irradiar para a parte superior das coxas e para as costas.
Este tipo de dores surgem no dia anterior ou no primeiro dia do período menstrual e prolongam-se por dois ou três dias desaparecendo gradualmente.
Podem estar associados a outros sintomas como náuseas, vómitos, dores de cabeça e fluxo menstrual muito abundante.

Quando devo ir ao médico?
Deve ir ao médico quando não tolera as dores, quando os analgésicos tomados em quantidades moderadas não abrandarem as dores
Se precisa de ficar de cama um dia por mês no mínimo.
Deve ir ao médico quando estas dores afetam a sua rotina diária, familiar e profissional.

Tratamento da dismenorreia
O tratamento da dismenorreia primária destina-se a aliviar as dores.
Os analgésicos precisam de ser tomados apenas quando há dores e durante os três primeiros dias da menstruação.
Poderão ser usados analgésicos como o Paracetamol-500 a 1000 mg, três vezes ao dia, ou então anti-inflamatórios como o Ibuprofeno 200-400 mg, três vezes ao dia, após as refeições.
Por indicação médica poderá ainda tomar uma pílula para o controlo da dor e regular o período menstrual.
Em complemento ao tratamento farmacológico, para aliviar dores menstruais, poderá aplicar-se sacos de água quente na barriga, massajar a barriga para descontrair os músculos, praticar exercício físico, banhos quentes e repouso na cama.
Todos estes procedimentos contribuem para um certo conforto ou até mesmo para diminuir as dores.
Na dismenorreia secundária deve ser vigiada pelo o seu médico assistente ou ginecologista.

domingo, 24 de julho de 2011

Tratamento para alívio das dores menstruais



Existe agora uma nova forma de tratar das suas dores menstruais, com os adesivos de calor localizado denoninado de Izipatch.

O que é o Izipatch adesivos de calor localizado?
Izipatch é um adesivo que em contacto com o ar emite calor, através de um processo químico inofensivo para o organismo. A temperatura que o adesivo atinge é próxima de 40º,3.5ºC acima da temperatura corporal normal do ser humano.
Izipatch permite uma terapia de calor simples mas eficaz, aliviando as dores menstruais e trazendo uma agradável sensação de conforto.


Terapia de calor? O que é isso?
Desde tempos antigos que o calor é utizado como forma de aliviar a dor. Na literatura internacional a referência a referência ao calor como terapia contra a dor está extremamente bem documentada.
Basicamente, a terapia de calor funciona como um estimulante dos termoreceptores que além de terem a função de ativar a resposta do nosso corpo aos estímulos de calor e frio, bloqueiam parcialmente os transmissores de dor, diminuindo-a.
Por outro lado, a terapia de calor também contribui para um aumento para um aumento da circulação sanguínea à zona afetada e respetivo aumento do aporte de oxigénio aos músculos e outros órgãos, diminuindo a rigidez dos tecidos, aumentando a relaxação dos músculos doridos e aumentando o conforto.


A terapia de calor tem aplicação prática nas dores menstruais?
Com certeza que sim. Um exemplo prático dos benefícios do calor localizado no alívio das dores menstruais é a utilização do tradicional saco de água quente no ventre ou na zona lombar. Izipatch é uma forma mais sofisticada e prática de recriar essa sensação de alívio em qualquer situação, seja em casa, no emprego, ou em outras situações da sua vida social,permitindo-lhe maior mobilidade com o máximo conforto. Num estudo randomizado e controlado com placebo, efetuado em 84 mulheres, a equipa de investigadores conclui que as mulheres que utilizaram o adesivo abdominal de calor localizado por 2 dias consecutivos, 12 horas por dia, em associação com ibuprofeno no tratamento das dores menstruais, sentiram alívio da dor mesntrual mais rápido que as mulheres que utilizaram ibuprofeno em associação com um adesivo de controlo, que não emitia calor.

Quando devo usar Izipatch?
Izipatch deve ser utilizado a partir do primeiro momento em que a dor menstrual se manifesta de forma incomodativa.
Deverá colocar o 1º adesivo e deixa-lo atuar por 12 horas, repetindo a mesma operação com o 2º adesivo no 2º dia.
Deverá utilizar Izipatch a cada menstruação (todos os meses) e enquanto padecer de dores menstruais.


Como usar Izipatch?
Izipatch deve ser colocado no baixo ventre, entre o umbigo e a zona pélvica. Dentro dessa zona deve colocar o adesivo onde sentir que está o maior desconforto. Começará a sentir o calor localizado na zona do adesivo e poderá voltar a sua rotina diária.
Nota: A parte adesiva deverá ficar virada fora, em contacto com a roupa. Em contacto com a pele deverá ficar a parte almofadada.


Posso usar Izipatch exclusivamente ou outros tratamentos para as dores menstruais?
Não. Izipatch deve ser utilizado para aumentar o seu conforto, proporcionando-lhe um alívio mais rápido da dor menstrual, mas não deve substituir o tratamento a que normalmente recorre nestas situações, seja ele farmacológico ou não.

Izipatch é um medicamento?
Não. é um Dispositivo Médico Classe IIa. Não tem substância ativa e a sua ação é puramente física.


Poderá haver interação entre o (s) medicamento (s) que tomo e Izipatch?
Não. Izipatch não vai interferir com qualquer que seja o medicamento que está a tomar.

Estou grávida. Posso usar Izipatch?
As grávidas não menstruam e como tal não têm dores menstruais. Poderão no entanto ter cãibras ou espasmos abdominais. Deverá perguntar ao seu médico assistente se pode usar Izipatch para o alívio dessas situações. Se está gravida não deve utilizar Izipatch sem aconselhamento médico.

Fonte: Celsis
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