sábado, 16 de agosto de 2014

Sal especial para hipertensos

 O que é a hipertensão arterial (HTA)?
A hipertensão Arterial (HTA) sucede quando a pressão que o sangue exerce sobre as artérias (isto é, a Tensão Arterial) é superior ao considerado saudável (TA normal 130-85mmHg)
À parte de alguns fatores orgânicos, como a idade e fatores genéticos, sabe-se que muitos casos de HTA estão associados a outros fatores de risco, tais como:


  • Excesso de peso e obesidade;
  • Consumo de sal;
  • Colesterol elevado;
  • Má alimentação;
  • Sedentarismo;
  • Tabaco;
  • Álcool;
  • Stress.
Incidência da hipertensão em Portugal:
Um estudo* recente realizado em Portugal concluiu que cerca de 46% da população portuguesa adulta é hipertensa, isto é, em média 5 em cada 10 portugueses sofre desta patologia
Contudo, apenas metade destes indivíduos sabe que é hipertenso, já que a HTA se caracteriza como uma doença silenciosa na sua fase inicial, por não apresentar sintomas.
Por esse motivo, o nível de tratamento e controlo é bastante baixo: apenas 34% dos hipertensos têm acompanhamento médico destes só 8% estão controlados.
Verificou-se ainda que a prevalência da HTA nas pessoas com idade inferior a 35 anos é já de 20% e que o sexo masculino é o que mais sofre deste problema.

O sal e a hipertensão arterial (HTA)
A maior parte do sal que ingerimos provém dos alimentos processados (cerca de 70%), isto é, o facto de não adicionarmos sal à comida, não significa que se consuma pouco sal.
Na realidade, os alimentos pré-cozinhados, os enlatados, as refeições rápidas (fast food) e a grande maioria dos snacks têm um teor de sal considerável e muito acima das recomendações da Organização Mundial de Sáude (OMS).
Estudos estimam que a população ocidental consome em média 9 a 15g de sal por dia.
As recomendações internacionais são unânimes quando à importância de um consumo controlado de sal: seja numa prespectiva de prevenção, seja no controlo da HTA, a quantidade de sódio (sal) que ingerimos potencia o risco desta doença.
Em particular, a OMS recomenda a ingestão diária de 5g de sal para um adulto, o equivalente a 2g de sódio

Sabia que...
Um estudo realizado pela sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH) concluiu que se cada pessoa consumisse menos 2g de sal por dia, a taxa de AVC cairia entre 30 a 40% nos próximos 5 anos.

Medidas de controlo
HTA é uma doença crónica, sem cura, mas que é possível prevenir e controlar. A melhor forma de prevenir a HTA é adotar um estilo de vida saudável.

10 passos para uma vida saudável
  1. Diga NÂO ao tabaco - O seu risco de doença cardíaca coronária diminuirá para metade em apenas um ano, acabando por normalizar ao longo do tempo;
  2. Mantenha um peso saudável;
  3. Conheça os seus valores-consulte um profissional de saúde para medir a sua tensão arterial, o seu nível de colesterol e de glicose, e faça o cálculo do seu índice de massa corporal (IMC);
  4. Reduza a ingestão de sal na alimentação (OMS recomenda inferior a 5 gramas.
  5. Esteja atento à informação nutricional dos rótulos dos alimentos e opte pelos que possuem 5%da DDR (dose diária recomendada) de sódio;
  6. Evite as gorduras saturadas e os alimentos processados, tais como: alimentos pré-cozinhados, congelados, enlatados, refeições rápidas (fast food) e snacks;
  7. Opte por uma alimentação rica em frutas e vegetais- coma pelo menos 5 porções de fruta e vegetais por dia (recomendação da Organização Mundial de Saúde -OMS);
  8. Modere o consumo de álcool;
  9. Pratique pelo menos 30 minutos de exercício físico por dia;
  10. Incentive os momentos de relaxamento.

Bonsalt é um substituto de sal sem sódio
À base de ingredientes 100% naturais e baixo em calorias
Bonsalt foi especialmente desenvolvido a pensar nas pessoas
Com restrições de sódio na alimentação, nomeadamente doentes hipertensos
Com tendência para a retenção de líquidos
Em dietas de baixas calorias.
Com Bonsalt,o sal volta a ser saudável. Continue a desfrutar de todo o sabor dos alimentos, sem os malefícios do sódio.
Na cozinha (para confeção dos alimentos) ou à mesa, Bonsalt deve ser usado da mesma forma que o sal comum.
Descubra tudo o que Bonsalt pode fazer por si e pela sua família (crianças, jovens e adultos).

* Estudo da Prevalência, tratamento e controlo da hipertensão em Portugal  (2005-2008)- Dr. Mário Espiga de Macedo
Fonte: Bonsalt




domingo, 1 de junho de 2014

Ardor e secura na vagina


 Atrofia vaginal
O que é a atrofia vaginal?
A atrofia vaginal é uma condição na qual o revestimento da vagina se torna mais fino e mais seco. Esta condição poderá conduzir a problemas vaginais e do trato urinário.



Sabia que?
Muitas mulheres não sabem que a atrofia vaginal pode ser tratada. O tratamento rápido poderá evitar o agravamento dos problemas.
Quais são os sintomas de atrofia vaginal?
Poderá não sentir quaisquer sintomas. Ou então poderá ter:
  • Secura vaginal
  • sensação de ardor na vagina
  • Desconforto ou dor durante a relação sexual
  • Hemorragia ligeira após a relação sexual
  • Sensação de queimadura ao urinar
  • Vontade frequente e intensa de urinar
  • Incontinência urinária (perda involuntária de urina)

A atrofia vaginal poderá ainda aumentar o risco de infeções vaginais e do trato urinário (ITU´s).

O que causa a atrofia vaginal?
A atrofia vaginal ocorre quando o seu organismo tem falta de estrogénio. O estrogénio é uma hormona sexual feminina que influencia os traços sexuais, crescimento e reprodução. Os níveis de estrogénios podem diminuir:
  • Antes e durante a menopausa
  • Durante o aleitamento
  • Quando toma medicamentos que diminuem os níveis de estrogénios (tais como medicamentos para o cancro da mama ou para a endometriose)
  • Após tratamento para o cancro (irradiação da área pélvica ou quimioterapia)
  • Após remoção cirúrgica dos ovários

O seu risco de atrofia vaginal também aumenta se fumar ou se nunca teve filhos por via vaginal (parto natural)

Como se diagnostica a atrofia vaginal?
O (a) seu(sua) médico(a) irá perguntar-lhe acerca dos seus sintomas e realizar um exame pélvico para observação ginecológico e citologia vaginal.

Quais são as opções de tratamento para a atrofia vaginal?
Estão disponíveis opções sujeitas a prescrição médica e de venda livre. Fale com o(a) seu(sua) médica acerca da melhor opção para si.

Tratamento de venda livre
Algumas mulheres dão-se bem com tratamento de venda livre, especialmente quando apenas têm sintomas ligeiros. Os tratamentos de venda livre não têm hormonas e têm poucos efeitos secundários.

As mulheres que têm dor durante a relação sexual por causa de músculos pélvicos hiperativos podem aprender a relaxar os músculos utilizando um dispositivo chamado dilatador vaginal ou através de fisioterapia. Manter uma atividade sexual regular, com ou sem coito, bem como permitir o tempo suficiente para a excitação, também poderá ajudar a aliviar os sintomas.

Medicamentos sujeitos a prescrição médica
Se você tem sintomas moderados ou graves, poderão ser necessários medicamentos à base de estrogénios. Os estrogénios podem ser administrados por duas vias: tópica e sistémica.

Os estrogénios tópicos (vaginais) aplicam-se sobre a superfície da vagina.
Vários estudos demonstraram que os estrogénios tópicos são o tratamento mais eficaz. Ao contrário dos medicamentos de venda livre, os estrogénios vaginais também ajudam a reduzir as ITU´s e a bexiga hiperativa. O tratamento tópico não acarreta os riscos para a saúde dos estrogénios sistémicos, uma vez que apenas pequenas quantidades de estrogénio atingem a circulação sanguínea.
 Os estrogénios sistémicos, também denominados terapêutica hormonal, são tomados em comprimidos, adesivos, gel ou spray. Os estrogénios sistémicos atingem todo o organismo e acarretam alguns riscos para a saúde, tais como o aumento de risco de ataque cardíaco e de coágulos sanguíneos.

Que deverá fazer se tiver sintomas de atrofia vaginal?
Fale com o(a) seu(a) médico. Este poderá ajuda-lá a encontrar a causa dos sintomas e sugerir as melhores opções para a ajudar a sentir-se melhor.


Questões a colocar ao(à) meu (minha) médico(a)?
  • Tenho atrofia vaginal
  • Que tratamento aliviará os meus sintomas?
  • Quais são as minhas opções de tratamento
  • Quais são os riscos e benefícios de cada opção de tratamento?
  • Durante quanto tempo precisarei de fazer o tratamento?
Fonte: Hormone Health Network.
Artigos Relacionados:
Tratamento para a  secura vaginal







terça-feira, 20 de maio de 2014

Beber água gelada emagrece?


Água é indispensável para a vida humana.

Além de ser o principal constituinte das células humanas, está presente em todas os processos fisiológicos e bioquímicos que ocorrem no nosso corpo. A água permite a regulação da temperatura corporal, é responsável pela eliminação de toxinas (através da urina e do suor) e representa cerca de 95% do pasma sanguíneo que transporta oxigénio e nutrientes até às células.

Enquanto a temperatura da água gelada ronda os 4º C, o nosso corpo tem uma temperatura que ronda os 36º C. Então, quando é ingerido um líquido gelado o corpo trabalha no sentido de aquecer esse líquido. Esse processo, designado comotermogénese, gera um aumento de consumo de energia-acelerando o metabolismo, ajudando assim a promover a "queima" de calorias.

Mas, atenção que água gelada não é, e não deve ser, solução para a perda de peso. Até porque a queima calórica é pequena: meio litro de água gelada consome apenas 17 calóricas. Invista em atividade física diária, uma alimentação equilibrada e saudável para que os efeitos do emagrecimento sejam duradouros.

Fonte: Bioforma

sábado, 10 de maio de 2014

Gravidez e exercício físico

Posso praticar exercício físico durante a gravidez?
A maior parte das mulheres pode e deve praticar exercício físico durante a gravidez. Fale primeiro com o seu médico, sobretudo se sofre de hipertensão, diabetes, anemia, hemorragias ou outra doença, se é obesa ou se tem peso abaixo do normal.
Quer já praticasse ou não exercício físico antes da gravidez, avalie junto do seu médico qual o grau de exercício físico que é mais adequado/seguro para si. O ideal é praticar uma atividade física com intensidade moderada, 5 a 7 vezes por semana.

O exercício contribui para:
  • Ajudá-la a si e ao seu bebé a ganhar peso nas proporções adequadas;
  • Reduzir desconfortos típicos da gravidez, tais como dores nas costas, cãibras nas pernas, obstipação, distenção abdominal e inchaço;
  • Reduzir o risco de diabetes gestacional;
  • Melhorar o seu humor e níveis de energia;
  • Melhorar a qualidade do sono;
  • Facilitar o trabalho de parto;
  • Recuperar mais facilmente do parto e retomar a sua forma habitual.

Dicas para se manter fisicamente ativa
  • Comece ou continue a ser fisicamente ativa, pela sua saúde e pela saúde do seu bebé. Eis algumas dicas importantes:
  • Faça caminhadas, ao livre ou mesmo num centro comercial
  • Inscreva-se em aulas de exercício pré-natal (ioga, aeróbica aquática, fitness). Informe o instrutor sobre o seu estágio de gravidez antes de começar.
  • Recorra a vídeos com exercícios adequados à sua condição de grávida.
  • No seu ginásio habitual, procure aulas com instrutores que tenham conhecimento de exercício físico para grávidas.
  • Se o seu estilo de vida for predominantemente sedentário, levante-se da cadeira e movimente-se pelo menos uma vez por hora.
  • Se já era fisicamente ativa antes da gravidez,pode não precisar de alterar os seus hábitos. É provável que possa manter o mesmo nível de intensidade de exercício durante e após a gravidez. Fale com o seu médico para avaliar o nível de exercício que mais adequa ao seu caso.

Precauções a ter em conta na prática da atividade física.
  • Escolha atividades de intensidade moderada, com baixa probabilidade de provocarem lesões físicas, tais como caminhada, hidroginástica, natação,ioga, ou pedalar numa bicicleta estacionária.
  • Para assim que começar a sentir-se cansada e nunca se exercite a ponto de se sentir exausta.
  • Beba muitos líquidos, ante , durante, e após uma sessão de exercício.
  • Use vestuário confortável, que se ajuste bem ao corpo e que proteja e suporte o seu peito.
  • Para de se exercitar se sentir tonturas, falta de ar ou dor de barriga. Também deve parar se sentir dor nas costas, inchaço, dormência, ou que o batimento cardíaco está muito acelerado ou com ritmo irregular.

Que atividades físicas devo evitar durante a gravidez?
Para preservar a sua saúde e a saúde do seu bebé, há certas atividades físicas que deve evitar durante a gravidez.
Algumas destas atividades estão indicadas em baixo. Aborde com o seu médico quais as atividades físicas mais apropriadas para si, e aquelas que deve evitar.
Evite praticar atividades de exterior quando estiver muito calor.
Evite salas de vapor, banheiras de hidromassagem, saunas. Se já tiver 20 semanas de gravidez evita atividades físicas, como certas posições de yoga, que exigem que se deite de costas.
Evite desportos de contacto que possam causar lesões, tais como futebol ou boxe, e ou atividades que possam originar quedas, tais como andar a cavalo.
Evite atividades que impliquem saltar ou mudanças bruscas de sentido, tais como o ténis ou o basquete. Durante a gravidez, as articulações ficam mais soltas, havendo uma maior propensão para se sofrer de lesões durante a prática destas atividades.
Evite atividades que podem originar quedas, tais como andar de patins em linha ou esquiar.

Lembre-se...
  • Fale com o seu médico sobre qual o aumento de peso que é apropriado para si
  • Tenha uma alimentação rica em folatos, ferro, cálcio, e proteínas, ou tente obter estes nutrientes através de suplementos pré-natais
  • Tome o pequeno-almoço todos os dias
  • Ingira alimentos ricos em fibra e beba muita água para evitar a obstipação.
  • Evite o álcool, o peixe cru ou mal cozinhado, peixes ricos em mercúrio, carnes frias e carne mal passada, queijos moles e tudo o que não seja comida.
  • Tente manter-se tão ativa quanto possível, praticando exercício, se não todos os dias, na maioria dos dias da semana. Antes de começar a prática de qualquer atividade física, fale com o seu médico, sobretudo se não praticava exercício antes.
  • Após a gravidez, retome aos poucos a sua rotina de atividade física de intensidade moderada. Em conjunto com o seu médico, certifique-se que já se sente fisicamente apta para praticar exercício.
  • Aproveite cada momento da gravidez e do nascimento do seu bebé.
Fonte: Italfarmaco

Leia também este post: Desporto durante a gravidez

terça-feira, 6 de maio de 2014

Circlet



 Circlet é o novo nome do NuvaRing (anel contracetivo) em Portugal.

Leia este post: O anel contracetivo (NuvaRing)

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Que fatores determinam os níveis sanguíneos de colesterol?

Bom colesterol e Mau colesterol
O colesterol "viaja" através do corpo ligado a proteínas. As proteínas conhecidas como LDL("mau colesterol") transportam colesterol para todos os tecidos para que sejam utilizados na síntese de hormonas, ácidos biliares, etc. O excesso de colesterol relaciona-se com o depósito de lípidos nas paredes arteriais. Para além disto, as proteínas denominadas por HDL ("bom colesterol") transportam colesterol através do corpo, mas fazem-no no sentido oposto às anteriores: removem colesterol dos tecidos (incluindo as paredes arteriais) e transportam-no para o fígado onde será metabolizado.

LDL- Deposita colesterol nos tecidos e nas paredes arteriais.
HDL- Remove colesterol dos tecidos e das paredes arteriais.

Porque razão o colesterol elevado é perigoso?
Quando os valores de colesterol estão acima de determinados limites (hipercolesterolemia), esta situação torna-se um fator de risco cardiovascular.

O colesterol em excesso poderá aderir às paredes arteriais, levando ao seu espessamento e aumento de rigidez (aterosclerose).

Este processo aumenta a probabilidade de aparecimento de doenças relacionadas com a obstrução arterial, como por exemplo o enfarte agudo do miocárdio e o acidente vascular cerebral, entre outros.

Que fatores determinam os níveis sanguíneos de colesterol?
Idade e sexo:Os níveis de colesterol aumentam com o envelhecimento. Antes da menopausa, os níveis de colesterol são mais baixos nas mulheres do que nos homens da mesma idade; no entanto após a menopausa os valores tendem a igualar-se em ambos os sexos.

Fatores hereditários: A quantidade de colesterol que pode ser produzido pelo corpo pode ser determinada pelos genes individuais de cada indivíduo. Em muitos casos, os níveis de colesterol elevados no sangue estão associados com certos padrões hereditários

Dieta: Quer os lípidos saturados, quer o colesterol proveniente da dieta, conduzem ao aumento dos níveis sanguíneos de colesterol. Por esta razão, a redução dos níveis de gordura alimentar auxilia a redução dos níveis de colesterol e prevenir a doença cardíaca.

Um pequeno-almoço abundante torna mais fácil ter um jantar mais leve: Uma chávena de café ou chá sem açúcar  ou com adoçante; 2 fatias de pão integral sem doce; 1 peça de fruta (por exemplo, uma laranja); 1/2 chávena de cereais com leite magro.

Ao almoço evite a tentação da "fast-food". Sugestões: 1 lata pequena de atum em água; 1 taça com legumes; 1 peça de fruta ( por exemplo, uma maçã)

Um jantar ligeiro significa reduzir a ingestão de carne e aumentar a de vegetais e fruta: 1 prato de carne magra ou massa com molho de tomate; 1 fatia de pão; 1 peça de fruta (por exemplo, uma pêra).

Peso corporal: O excesso de peso é um fator de risco para a doença cardíaca e também aumenta os níveis sanguíneos de colesterol. A redução do peso corporal é recomendada na redução dos níveis sanguíneos de colesterol. A redução do peso corporal é recomendada na redução dos níveis de "mau" (LDL) colesterol e no aumento dos níveis de "bom" (HDL) colesterol

Atividade física:Um estilo de vida sedentário predispõe ao aparecimento de doença cardíaca: A atividade física regular auxilia na redução do "mau" colesterol e aumenta o "bom" colesterol. Para além disso, promove a perda de peso.

Medicação apropriada: O objetivo primário da terapêutica hipolipemiante é a redução dos níveis de LDL. Os fármacos hipolipemiantes podem auxiliar a alcançar este objetivo e, neste caso, podem ser indicados pelo Médico assistente como adjuvante às alterações do estilo de vida. Estes fármacos são geralmente prescritos durante um longo período de tempo e manter a terapêutica é importante, mesmo quando os níveis de colesterol adequados já foram alcançados. A terapêutica não deve ser descontinuada sem indicação do Médico Assistente.
Fonte: Bial

domingo, 4 de maio de 2014

Dores de cabeça e hormonas


Dores de cabeça na mulher e alterações hormonais

Falar simplesmente em dores de cabeça pode ser muito vago e relativo. É um mundo que engloba vários tipos, por sua vez, ligados a diversas causas e a fatores como idade, sexo, ou historial clínico e familiar.
Há, no entanto, dores de cabeça "exclusivas" da população feminina. Originadas pela oscilação hormonal, não afetam todas as mulheres e têm diversas particularidades, nomeadamente o fato de aparecerem em momentos específicos da vida feminina. Ocorrem (ou não) "ao sabor" das alterações hormonais de cada mês, ou de uma fase particular na vida da mulher, podendo manifesta-se com mais intensidade dias antes do período menstrual, na gravidez ou na menopausa.

Os estrogénios são hormonas essenciais para a regulação do ciclo menstrual e a flutuação dos seus níveis pode contribuir para o aparecimento das dores de cabeça. Ou seja, níveis estáveis de estrogénios podem melhorar as dores de cabeça, enquanto a diminuição dos mesmos pode agravar as dores de cabeça. Assim, durante a fase pré-menstrual a produção de estrogénio diminui, favorecendo o aparecimento de cefaleias. Muitas mulheres permanecem com dores de cabeça durante a menstruação, porém, os níveis mais elevados de estrógenios podem ter o efeito contrário, levando a que as cefaleias desapareçam.
A pílula é um método contracetivo que contribui para a regulação do ciclo hormonal. Muitas mulheres referem o aparecimento de enxaqueca após a toma da pílula, outras sentem exatamente o contrário.

Os níveis de estrogénio sobem logo no início da gestação e continuam a aumentar até ao parto. Assim, as grávidas que sofrem de enxaqueca podem sentir um forte alívio. Mas, com o nascimento do bebé surgem diversas alterações que incluem, além da descida do nível de estrogénio, o aumento de stress e as alterações nos hábitos alimentares e no sono. Aumenta, pois , a probabilidade de surgirem dores de cabeça de tensão, que se caracterizam pela dor ou desconforto na cabeça, couro cabeludo ou pescoço, devido à tensão muscular nessa zona.

As mulheres que ao longo da vida sofreram repetidamente de dores de cabeça podem ver o problema acentuar-se na menopausa, tanto na intensidade como no número de episódios, devido à descida dos níveis de estrogénio. Muitos médicos prescrevem terapia hormonal de substituição durante a menopausa para atenuar alguns sintomas, sendo uma terapia que pode interferir positivamente na ocorrência de dores de cabeça.


Cada mulher é única e, como tal, é relativo que ocorram dores de cabeça ou que estas melhorem, desapareçam ou piorem com a aproximação do período menstrual, com a gestação ou com a entrada na menopausa. Por exemplo, algumas mulheres podem não ser sensíveis às flutuações hormonais, outras podem tomar medicação que interfira.

Aliviar sintomas
Existe uma panóplia de conselhos "caseiros" que ajudam a aliviar a sintomatologia. São medidas simples que, na gíria popular, "mal não fazem". Colocar um pano bem apertado em redor da cabeça e permanecer algumas horas no escuro, deitada ou sentada pode aliviar a dor de cabeça.

Se as dores de cabeça aparecerem na altura do período menstrual, é possível minorar os sintomas com a aplicação de algo frio na zona em que doí. Se for uma cefaleia tensional, as massagens localizadas podem ajudar a relaxar os músculos, logo a atenuar a dor, Ter uma alimentação equilibrada, assim como praticar exercício físico, fazer uma boa higiene do sono e reduzir o stress são hábitos que podem contribuir para a diminuição das dores de cabeça. São ainda de evitar os hábitos tabágicos e a ingestão de bebidas alcoólicas.

Se a origem estiver aparentemente relacionada com a toma da pílula, convém consultar o médico, de forma a mudar o tipo de contracetivo ou a marca da pílula. Todavia, é fundamental falar com o médico de família ou farmacêutico, sobretudo se as dores forem persistentes,interferirem no dia-a-dia e prejudicarem a qualidade de vida. Os profissionais de saúde conseguem avaliar a situação, em especial no que concerne a medicação.

Conselhos úteis
  • Evite a auto medicação. Caso seja necessário recorrer a algum analgésico e/ou relaxante muscular, aconselhe-se com o médico ou farmacêutico, de modo a saber qual o melhor e mais adequado à situação.
  • Sente-se ou deite-se durante pelo menos 15 minutos.
  • Não fume nem beba bebidas  alcoólicas durante as crises de dores de cabeça, porque as podem agravar;
  • Garante uma boa higiene do sono;
  • Adote uma boa postura no trabalho ou enquanto estuda. Mantenha o ecrã do computador ao nível dos olhos e evite estar muito tempo na mesma posição.
  • Pratique atividade física regular
  • Tenha uma alimentação equilibrada;
  • Evite o stress, se necessário através de técnicas de relaxamento.
  • Consulte o clínico geral, ou até mesmo o neurologista, caso as dores de cabeça interfiram acentuadamente no seu quotidiano

Fonte: Revista + saúde

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